6 de junho de 2014

Lançado o projeto inédito de recuperação das Lagoas da Barra e Jacarepaguá

Modelo de obra sustentável irá revitalizar o complexo lagunar e beneficiar a balneabilidade na Praia da Barra


O uso de  'Geobags' servindo de base para construção da 
ilha parque reduzirá o impacto ambiental da obra. Foto Bruno
Leslie Assis - O Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca foi palco da solenidade em comemoração ao Dia Nacional do Ambiente, nesta quinta feira (05/06). O governador Luíz Fernando Pezão e o secretário do Ambiente Carlos Portinho assinaram a ordem de execução do processo de recuperação ambiental do sistema lagunar da Barra e Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.  O projeto faz parte do compromisso firmado com o Comitê Olímpico Internacional para os jogos de 2016, e tem como destaque a iniciativa inédita no país: a criação de uma ilha-parque sustentável.  Estiveram presentes, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes; a presidente do Inea, Isaura Frega; o Subsecretário de Projetos e Intervenções Especiais, Antônio da Hora; o presidente da Cedae, Wagner Victer e o presidente da Câmara da Barra da Tijuca Delair Dumbrosck.

Considerado um dos grandes tesouros ambientais e paisagístico do estado, o sistema lagunar é composto pelo canal da Joatinga e pelas lagoas da Tijuca, Camorim, Jacarepaguá e Marapendi, totalizando 15 km de extensão.  Porém, apesar de sua importância, a bacia hidrográfica vem sendo ocupada a várias décadas de forma desordenada, fazendo do complexo um recipiente de esgoto doméstico, e resíduos sólidos. Vários trechos se encontram assoreados, dificultado as trocas hídricas entre o mar e a lagoa permitindo a ploriferação de algas tóxicas. 

“Essa é uma demanda antiga de moradores e empresários da região, assim como de ambientalistas. O projeto é a concretização de anos de luta pela recuperação do local. A estimativa é que em cinco meses as máquinas de dragagem já estejam prontas para operação”, explicou o secretário Carlos Portinho.

Três milhões de metros cúbicos de sedimentos, serão dragados do fundo das próprias lagoas da região e armazenados em ‘geobags’ - cápsulas têxteis que filtram o liquido e retêm os resíduos sólidos -, servirão de base para a construção da ilha que contará com asfalto ecológico, ciclovias, quadras esportivas e jardins, além de um centro de referência ambiental, onde funcionará um núcleo de estudos avançados dedicado as ações de manejo, integrado por especialistas de universidades, da SEA e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

Segundo Portinho, a conclusão do projeto ampliará a capacidade de renovação de suas águas, da recomposição dos manguezais e vegetação nativa, além da profundidade das lagoas, variando entre de 1,5m a 3,5m, estimulando a navegabilidade em todo o complexo. “No início de 2015 a população do Rio, em especial da Barra, poderá evidenciar o início dessas melhoras”, afirmou .

O modelo desta obra também reduzirá significativamente o impacto no ambiente ao utilizar o material resultante da drenagem para construção da ilha ao invés de transportar os resíduos para o aterro sanitário de Seropédica. “Seriam necessários pelo menos 150 caminhões percorrendo um trajeto de 55km, na Avenida Brasil, provocando mais congestionamento no trânsito e emitindo monóxido de carbono em excesso na atmosfera”, enfatizou Antônio da Hora, subsecretário e coordenador do projeto. 

Para favorecer a pesca, e beneficiar a balneabilidade da praia da Barra, altura do Pêpê, o  processo de recuperação inclui ainda, a ampliação da extensão do quebra-mar da Barra, em 180 metros, o que evitará o assoreamento na embocadura do canal da Joatinga, provocado pelo acumulo de areia da praia.

Os investimentos para as intervenções são de R$ 672 milhões: sendo R$ 472 milhões financiados pelo Banco do Brasil e os R$ 271 milhões restantes do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam).



5 de junho de 2014

Elos de Cidadania inicia jornada com carro movido à óleo vegetal

Ação percorre escolas da região metropolitana levando ações de educação ambiental e informações sobre a poluição na Baía de Guanabara 


Essa máquina rodou quase oito mil quilômetros,do Rio 
à Ushuaia, no extremo sul da Argentina, movido a  óleo de cozinha
Foto Adair Aguiar
Adair Aguiar - Um Mercedes-Benz, ano 58, pode não trazer muita inovação ecológica, mas o programa Elos de Cidadania, em parceria com o Programa de Reaproveitamento de Óleo Vegetal Usado (Prove), conseguiu que integre suas ações de educação ambiental de forma sustentável. O veículo, que usa diesel e óleo de cozinha reaproveitado como combustível,  foi anunciado no lançamento da Jornada Elos de Cidadania.

A Jornada Elos de Cidadania vai percorrer escolas do entorno da Baía de Guanabara promovendo ações de educação ambiental para alunos da rede pública. Ao final da formação, espera-se que os jovens possam replicar os ensinamentos, criando novas formas de reaproveitamento de resíduos.O carro usado na Jornada foi adaptado pelos professores Gilmar Guedes, Marco Aurélio Berao e Robson Macedo e funciona quase como os veículos que rodam à GNV:  precisa atingir uma determinada temperatura para passar para o combustível alternativo, e através de um processo de decantação e filtragem, passa funcionar apenas com o óleo de cozinha. O professor Marcos ainda dá a dica, “ao final do passeio é necessário retirar o óleo vegetal para evitar o entupimento do sistema”.

De acordo com o coordenador do Prove, Eduardo Caetano, o programa já evitou que cerca de 15 milhões de litros de óleo usado fossem despejados nas pias e ralos de residências de todo o estado, coletando cerca 250 mil de litros por mês. A meta é chegar a 1,5 milhões de litros.  “O trabalho deve ser de alianças entre a sociedade fluminense. Através de cooperativas, residências e condomínios, temos a missão de tirar o óleo do ralo e fazer com que ele retorne como sabão ou biocombustível, reaproveitando este processo para gerar novos postos de trabalho e renda para a população”, pontua Caetano.

O secretário do Ambiente, Carlos Portinho, que testou o veículo,  ficou bastante empolgado. “O resultado deste trabalho é uma grande conquista para a Secretaria do Ambiente que está envolvida nesta ação que tanto beneficia o meio ambiente e ainda promove a inclusão social”, afirma.

Fotos na Fan Page do Programa Elos da Cidadania:

Comemoração da Semana do Ambiente em Paraíba do Sul

Lançamento de programas de preservação de rios e de coleta seletiva beneficia o município


Andressa, Silvia e Sandra foram capacitadas pelo Programa de 
Coleta Seletiva Solidária. Elas poderão trabalhar como 
catadoras de materiais recicláveis -  Foto: Eduardo Peralta
Bárbara Cruz - As atividades comemorativas da semana do ambiente no município de Paraíba do Sul, no Estado do Rio de Janeiro, foram marcadas pelo lançamento de dois programas: o Limpa Rio, da Secretaria Estadual do Ambiente, que protege e recupera o principal rio do município e o Coleta Seletiva Solidária, promovido pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que  capacita catadores de materiais recicláveis. O evento contou também com dinâmicas de conscientização ambiental voltadas para o público infantil e exposições sustentáveis.

O Limpa Rio é um convênio do Estado com as prefeituras locais e, como o nome já diz, promove a limpeza dos rios, com a retirada da vegetação aquática, do lixo flutuante, dos resíduos nas margens e de sedimentos que assoreiam o fundo dos leitos.

O secretário do ambiente Carlos Portinho, presente no evento, declara: “A limpeza dos rios também depende da conscientização do povo, mas sem dúvida, é um dever do Estado. No total, foram 604 rios em 74 municípios que receberam as ações de despoluição e preservação”. 

Os moradores têm recebido o “Porta a Porta”, no qual agentes ambientais e de saúde passam nas casas instruindo e tirando dúvidas relacionadas à separação de lixo. Com o Programa Coleta Seletiva Solidária funcionando na região, os entulhos são recolhidos duas vezes na semana e têm destino correto. Em um galpão construído especialmente para seleção dos resíduos, 14 catadores que antes trabalhavam em lixões receberam capacitação e material adequado, como luvas e botas, para que possam realizar seu trabalho. 

Os protagonistas estão esperançosos com a mudança. “A gente trabalhava embaixo de chuva, nos cortávamos com caco de vidro, muitos catadores já furaram os pés com o prego, não tinha nada para nos proteger. Com a separação correta do lixo espero que ninguém se machuque mais. A partir de agora teremos um local digno de trabalho”, afirma Silvia Viana, que é catadora no município de Paraíba do Sul.

O evento aconteceu na Praça Garcia Paes Leme. Os moradores que passavam no local puderam participaram de oficinas de confecção de carteiras e pulseiras, com a utilização de garrafa pet, caixas de leite e lacre de refrigerante. As crianças também aproveitaram o evento para assistir aos vídeos que explicavam o destino correto dos resíduos, como é feito o trabalho de um catador e a diferença entre lixão e aterro sanitário.

4 de junho de 2014

A culinária sustentável do Projeto EcoBuffet

Comemoração da semana do ambiente começa com o lançamento de livro que usa cascas e sementes nas receitas


 As receitas ficaram disponíveis para degustação, mostrando 
que  talos e cascas de alimentos podem ter um destino diferente 
do lixo -  Foto: Adair Aguiar
Bárbara Cruz - Alunos do projeto EcoBuffet lançaram na segunda-feira, 2/6, o livro de Eco Receitas que apresenta mais de 20 dicas culinárias com a utilização de técnicas de aproveitamento integral de alimentos. Essa iniciativa da Secretaria de Estado do Ambiente é uma forma de diminuir o desperdício e a produção de resíduo orgânico. O evento aconteceu no Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara (CADEG).

Talos, cascas, raízes e sementes podem ser usados para criar diferentes pratos e sucos nutritivos. Quem passou pelo local teve a oportunidade de degustar alguns quitutes, como a geleia de maçã com pimenta, feita com a casca da fruta. O projeto ainda dá a oportunidade de pessoas de diferentes faixas etárias se inserirem no mercado de trabalho e coloca na mesa seu lado ecológico quando reduz a quantidade de resíduos. “Não teria lugar melhor para fazer esse lançamento do que o CADEG, onde há um comércio enorme de legumes e verduras mas há também um desperdício muito grande. Esse livro de receitas produzidos pelos alunos é ambientalmente correto e mostra para as pessoas que é possível aproveitar os alimentos e ao mesmo tempo, saboreá-los  ao máximo”, afirma o secretário do Ambiente, Carlos Portinho.

Iniciado em 2013, o Projeto da Superintendência de Território e Cidadania, da Secretaria de Estado do Ambiente, capacita moradores de comunidades através de aulas práticas e teóricas. O curso tem duração de cinco meses e os alunos recebem auxílio no valor de R$ 120,00.  

Thuany Cristina, que foi destaque como aluna e hoje é monitora explica: “Antes eu jogava tudo no lixo sem ter a noção de que podia ser reaproveitado. Eu jogava a casca da melancia fora e agora sei que com os restos posso fazer uma cocada. Aprendi a preparar nhoque com a casca de abóbora; com resto do chuchu sei que posso fazer um bolo de chocolate. Foram muitos aprendizados importantes que me fizeram mudar antigos hábitos. Pretendo continuar trabalhando no projeto e fazendo as receitas em casa, pois os meus familiares também aprovaram”, se diverte Thuany.  

Baixe o livro de receitas do EcoBuffet:


2 de junho de 2014

Última etapa do projeto Mãos à Obra acontece na Região Serrana

Os agentes socioambientais formam o Núcleo de Proteção e Defesa Civil Comunitário para auxiliar os moradores da região em casos de desastres naturais


Monitores distribuíram kits aos moradores com capas de
chuva, pasta plástica para documentos imãs de geladeira
com orientações em caso de emergência - Foto Larissa Amorim
Bárbara Cruz - As tragédias de 2011, decorrentes de desastres naturais na Região Serrana causaram um forte impacto na vida dos moradores.  Como uma tentativa de prevenção, surge o programa ‘Mãos Obra’ que capacita os habitantes a participar ativamente da gestão do território e ensina formas de prevenir e enfrentar situações emergenciais.  Iniciado em 2012, nas regiões de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, o Programa forma agentes socioambientais capazes de notar irregularidades existentes no dia a dia. 

Em casos de calamidade, os monitores estão preparado para orientar corretamente os moradores, evitando perdas. Durante o processo, as turmas, de 20 alunos em média, aprendem técnicas de primeiros socorros, têm aulas teóricas sobre defesa civil, sociologia, climatologia, geografia, cidadania, geologia, além de estudar a história da própria cidade. 

Rodas de discussão abertas à comunidade e encontros dos alunos com lideranças locais também fazem parte da programação do Mãos à Obra, criado pela Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Ambiente (Seam/SEA). 

A última etapa do Programa teve a criação do Núcleo de Proteção e Defesa Civil Comunitário (NUPDEC), em cada uma das regiões contempladas em uma tentativa de dar continuidade às ações que beneficiam a comunidade; e a criação do Plano de Ação Comunitário de Prevenção e Enfrentamento de Acidentes e Desastres Naturais. As rotas de fuga e os pontos de apoio fazem parte da construção desse plano de enfrentamento, criado pelos próprios alunos com a ajuda de integrantes da Defesa Civil Municipal.

O NUPDEC é formado por pessoas que conhecem o território e estão aptas a prestar o devido socorro quando necessário. Em caso de chuva forte, monitores recebem mensagem de alerta e em seguida percorrem as casas, fazendo a evacuação da área, caso necessária, usando rotas de fuga previamente estabelecida. Em período de normalidade, o Núcleo tem o papel de criar ações informativas para a comunidade.

“O Plano de Enfrentamento de Desastres Naturais foi construído por membros do NUPDEC. Todos os conhecimentos que passamos na formação desses monitores socioambientais serviram para que eles tivessem o conhecimento de proteção e defesa civil. Nesse segundo semestre, o Núcleo irá propagar essas informações para igrejas, escolas, clubes da região, a fim de multiplicar essas ações de proteção à vida”, afirmou Marcelo Bodart, coordenador de Defesa Civil.


28 de maio de 2014

Ambiente sem preconceito e discriminação

Debate mostra que compreender e respeitar os direitos e liberdades individuais torna o local de trabalho mais saudável 

As dúvidas apresentadas pelos funcionários da SEA foram debatidas em grupo
Foto: Adair Aguiar 
Bárbara Cruz - O 1º encontro de formação para funcionários da Secretaria Estadual do Ambiente (SEA) sobre temas relacionados à comunidade LGBT aconteceu dia 26/5, no prédio do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), no Centro do Rio. A pesquisadora Vanessa Leite ministrou a atividade, por meio de debate com profissionais da educação ambiental. A necessidade de discutir esse tema surge a partir da perspectiva de que um ambiente saudável é formado por pessoas que sabem conviver com as diferenças de forma respeitosa. 

Andy Malafaia, coordenador do componente Ambiente Saudável Sem Homofobia, que faz parte do Programa Ambiente em Ação, da Superintendência de Educação Ambiental (Seam/SEA), explica o motivo do debate: “Identificamos a necessidade de fazer esse evento aqui na Secretaria porque muitos dos nossos parceiros, funcionários, gestores, tinham dificuldade em lidar com o público LGBT. Muitas vezes, com questões simples, como a forma de chamar ou se referir a alguém do próprio grupo. Percebemos que faltava o conhecimento do tema, para que não houvesse desrespeito com o próximo, ou qualquer tipo de problema nesse relacionamento interpessoal”, afirma.

De acordo com Vanessa Leite, os crimes mais bárbaros são praticados contra travestis e transexuais, no entanto, a homofobia faz parte do cotidiano da maior parte do público LGBT. “A aversão que as pessoas têm aos homossexuais é denominada homofobia. Ela pode ser expressada através do preconceito, relacionado à ideia e valores, ou da discriminação, que ocorre a partir das ações de uma pessoa”, esclarece. Relatos de homossexuais foram exibidos, deixando claro que a preocupação inicial é com a opinião da família, junto ao receio que eles têm de não serem mais amados e aceitos.

Após a exibição do filme “Amanda e Monick”, que conta a história de duas travestis e seus conflitos familiares e profissionais por terem assumido suas identidades, os participantes puderam tirar suas dúvidas, entre elas, o uso adequado do pronome. Vanessa esclarece: “Travesti não está diretamente relacionado à orientação sexual. A forma como uma pessoa se identifica exteriormente, é como se manifesta em seu interior. Portanto, se uma pessoa nasceu com o sexo masculino e se identifica como mulher, deve ser chamada pelo pronome feminino”.

Funcionários puderam depositar suas dúvidas em relação à temática LGBT em uma urna disponível na Secretaria do Ambiente durante a semana. As questões que surgiram foram o gancho para que Vanessa Leite, que faz parte do Laboratório Integrado em Diversidade Sexual, Políticas e Direitos (Lidis), iniciasse a segunda parte do evento, que teve como foco a discussão de conceitos como sexo e gênero. “A sexualidade é uma energia de prazer que se direciona a outra pessoa. Sendo assim, não é mais usado o termo opção sexual e sim, orientação sexual, já que todos têm o direito de dirigir o seu desejo de acordo com suas preferências”, conclui. 

Veja as fotos na fan page do Programa Ambiente em Ação: 

Rio de Janeiro cedia V Marcha Nacional Contra a Homofobia

 Brasil é campeão mundial em homicídios de homossexuais.
 Estudos apontam que em janeiro,  um homossexual foi
 assassinado  a cada 18 horas - Foto:Andy Malafaia
Leslie Assis - Integrantes do Eixo Ambiente Saudável Sem Homofobia, do Programa Ambiente em Ação, também participaram da Marcha, entregando folder informativo sobre a diversidade. O evento aconteceu no dia 25/5 (domingo), na orla de Copacabana, promovida pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, a maior rede LGBT na América Latina. 

A Marcha fez parte das ações realizadas no mundo inteiro pelo Dia Internacional de Combate à Homofobia. Celebrado desde 1990, o dia 17 de maio marca a exclusão da homossexualidade como classificação de doenças pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A data é um  marco simbólico em  ações de combate à violência contra a população LGBT em mais de 70 países.

Durante a caminhada, foram encenadas agressões e entoadas frases pedindo o fim do preconceito. Cruzes foram fincadas na praia de Copacabana, simbolizando as vítimas fatais de crimes homofóbicos.

Para o Coordenador do Ambiente Saudável Sem Homofobia, Andy Malafaia, é fundamental este ato de conscientização por ainda existir o preconceito enraizado na sociedade. “O Brasil é o campeão mundial de violência conta homossexuais. De cada cinco homicídios contra LGBT no mundo, quatro são cometidos no Brasil. Foram mais de trezentos assassinatos somente em 2013”, informa.

Concebido 2012 pela Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria do Estado de Ambiente - Seam/SEA, o eixo Ambiente Saudável Sem Homofobia reconhece a importância  da afirmação dos direitos LGBT, por meio de ações, como realização de cursos, palestras, debates e iniciativas de apoio.

Veja as fotos na Fan Page do Programa Ambiente em Ação
http://tinyurl.com/kq6tbe8

27 de maio de 2014

Formatura TV Verde

Projeto da Secretaria do Ambiente, no Complexo do Alemão, dá  oportunidade para os jovens se inserirem no mercado de trabalho


 O secretário Carlos Portinho fez a entrega  do certificado 
para  os alunos
Bárbara Cruz - Na sexta feira, 23/5, aconteceu a formatura da segunda turma da TV Verde, contemplando 33 jovens. O Projeto é destinado à capacitação técnica em produção audiovisual. A cerimônia foi realizada no Cine Carioca Nova Brasília, no Complexo do Alemão. Na ocasião, foram exibidos quatro filmes produzidos pelos próprios alunos ao longo do processo de formação, com temas relacionados ao cotidiano deles, como a vida na favela, oportunidades de trabalho e o comportamento das pessoas em relação ao meio ambiente. 

Paulo Ballado, coordenador do Projeto falou sobre o sentimento em relação a mais uma etapa concluída. “A gente tenta mostrar nos nossos filmes uma ideia de favela diferente da que aparece na televisão. Procuramos retratar uma realidade na qual os alunos se identifiquem. O legado que deixamos, além da oportunidade profissional, é a formação de jovens que se reconheçam como cidadãos”, relatou.

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Portinho, afirmou que a intenção é expandir essa iniciativa para outras comunidades. “Os jovens têm que sentir orgulho dessa bela produção realizada. Esse programa do Governo do Estado será expandido para outras comunidades e quem sabe, um dia, a gente possa reunir o trabalho de todas, criando premiações para os melhores resultados. Tem muita coisa a ser feita nesse campo e os coordenadores do Projeto podem confiar, pois terão todo o nosso apoio para seguir com as atividades”, concluiu.

Essa é uma iniciativa da Superintendência de Território e Cidadania, que permite que os jovens possam escolher um caminho profissional. Leonardo França foi aluno da primeira turma, na segunda ele exerceu o cargo de monitor e agora foi contemplado com o cargo de auxiliar administrativo do Projeto. “Descobri a paixão pelo cinema. Através do meu empenho, fiz uma prova e consegui virar monitor. Gosto de ensinar, trocar informações e, dessa forma, aprendo e evoluo. Hoje consegui um cargo efetivo no Projeto e defini a minha área acadêmica. Depois que comecei a fazer parte da TV Verde, me encontrei profissionalmente. Passei em primeiro lugar para uma faculdade e consegui bolsa de 100%”, relembra.

Além da formatura, foi comemorado o aniversário de um ano do Projeto e o início da terceira turma. A TV Verde atende pessoas com faixa etária a partir de 16 anos, que estejam cursando ou que já tenham concluído o ensino médio. As aulas acontecem às terças e quintas feiras, e os alunos têm aulas de história do cinema, fotografia, direção, produção, som, edição, cidadania e temas ambientais. A duração do curso é de cinco meses. Os participantes contam com o auxílio de R$ 120 por mês. 


23 de maio de 2014

AMBIENTE EM AÇÃO REALIZA OFICINA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM NOVA IGUAÇU

Moradores do município participaram das atividades do Eixo Campanhas promovido pelo Gabinete Itinerante do Governo do Estado


Os dez animais ameaçados de extinção é retratado na
 música do socioeducador - Foto: Eduardo Peralta
Adair Aguiar - O Eixo Campanhas participou no dia no dia 20/5 (terça-feira), das atividades socioambientais, na Praça Ruy Barbosa, no Centro de Nova Iguaçu, durante a passagem do gabinete itinerante do governo. Diversos moradores de Nova Iguaçu e da Baixada Fluminense foram contemplados pela ação que ofereceu oficinas de artesanato com reaproveitamento de resíduos e atividades lúdicas que sensibilizaram os participantes sobre as ações desenvolvidas pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA).

O Pescando Conhecimentos é uma pescaria em que no verso de cada peixe, possui uma pergunta sobre aos recursos hídricos e os seus benefícios para a população e, ao responder corretamente, o participante ganha um brinde do programa Ambiente em Ação. Dona Regina, de 90 anos, foi uma delas e ganhou uma camisa.

“Eu participar dessas atividades. É sempre muito bom adquirir conhecimento se divertindo”, elogiou D. Regina.

Outra atividade que prendeu a atenção dos participantes foi a canção que fala sobre as principais espécies ameaçadas de extinção da Mata Atlântica. Criada pelo educador ambiental, Luiz Guilherme. A música faz parte da campanha “Adote essas Dez!”, e espera uma parceria para gravação em estúdio. 

Confira o trecho da canção:

“Olha o mico... Olha o mico... Olha o mico!
Mico leão Dourado
Onde é que ta tu?
Tatu- canastra?
Perguntei onde é que tu tá, Muriqui?
Que bicho é esse que abraça?
Oi o tamanho do A
Oi o Tamanduá
E a Jacutinga e o Formigueiro do litoral
A Preguiça de Coleira e o Lagarto Branco da Areia
Não deixe nada além de suas pegadas
Não tire nada além de fotografias
Não mate nada além do tempo aqui  Clik!
Olha a foto do Boto
Abraçado com o Muriqui
São as dez mais ameaçadas de extinção”

O Eixo Campanhas é um componente do Programa Ambiente em Ação da Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria do Estado de Ambiente (Seam/SEA), e está acompanhando o Gabinete Itinerante do Governo do Estado em diversas cidades. Serviços como cadastramento para Bilhete Único e retirada de 2ª via de documentos são algumas das ações realizada pelos atendentes. O trabalho também recebe demandas locais de  diversas áreas e são encaminhadas para as secretarias responsáveis para que sejam analisadas pelos seus gestores. Em algumas situações, as pessoas apresentam suas queixas diretamente ao governador.

22 de maio de 2014

Encontro de Mosaicos da Mata Atlântica

Representantes locais estiveram no evento que reconheceu o apoio dado pelos parlamentares através das emendas ao orçamento


Através de emendas parlamentares foi destinado R$ 1.5 milhão
 para os Mosaicos - Foto:Dione Storck
Bárbara Cruz - O encontro de Mosaicos da Mata Atlântica aconteceu em 19/5 (segunda-feira), no Centro do Rio, e contou com a presença de mais de 100 representantes das áreas que abrangem os cinco Mosaicos da Mata Atlântica existentes: Mantiqueira; Central Fluminense; Mico-Leão-Dourado; Carioca; e Bocaina. Rita Mendes, representante da Superintendência de Educação Ambiental (Seam), iniciou o diálogo com os participantes. “Temos que agradecer a iniciativa dos parlamentares e lembrar que o foco do projeto é a participação social”, afirmou.

“Ao reconhecer a criação dos “mosaicos” põe em destaque algo essencial nos territórios onde vivemos: o que são e como podem ser conformados os nossos bens naturais, indispensáveis à continuidade da vida”, relatou Cândido Grzybowski, diretor do  Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) , evidenciando a importância da relação entre sociedade e natureza, no cenário predatório em que vivemos.

O Projeto “Mosaicos da Mata Atlântica” é uma iniciativa da Secretaria Estadual de Ambiente (SEA), executada pelo Ibase, e tem como uma de suas principais metas a articulação interinstitucional para viabilizar a sustentabilidade dos cincos Mosaicos do Estado, através da gestão integrada e participativa. Através das emendas de cinco deputados federais: Alessandro Molon, Alfredo Sirkis, Chico Alencar, Eurico Junior e José Luiz Penna foi destinado  R$ 1.5 milhão para os Mosaicos. 

O encontro com representantes dos Conselhos Gestores e os deputados teve como objetivo debater a destinação desse recurso e reforçar o compromisso politico para impulsionar futuras propostas de emendas e outros arranjos focados na implementação dos Mosaicos. Representantes falaram sobre seu território e as ações que são promovidas. 

Sérgio Bertoche, presidente do Mosaico Central Fluminense, relatou as conquistas na área da comunicação, mobilização e gestão “O MCF compreende a comunicação e a mobilização para se criar o pertencimento na sociedade como prioridades”, afirmou. No Mosaico Central Fluminense, a verba disponível será destinada ao setor comunicacional, que inclui o site, TV Mosaico, manutenção do Escritório Técnico, fortalecimento dos núcleos comunitários e a promoção dos Encontros das Comunidades. 



21 de maio de 2014

MÃOS À OBRA REALIZA A 12ª EDIÇÃO DO ATELIÊ DO PENSAMENTO EM PETRÓPOLIS

Ação tem por objetivo o fortalecimento do poder local e a gestão participativa do ambiente, através da educação ambiental crítica


 Diretos Humanos foi o tema do evento - Foto: Adair Aguiar
Adair Aguiar - “Trazer a discussão sobre direitos humanos para esta pessoas, que recentemente passaram por um desastre, é incentivar que estes jovens desenvolvam uma visão crítica sobre a realidade em que estão inseridos, e colaborar para que eles possam reivindicar seus direitos e buscar melhorias para a região, já que tiveram boa parte de seus direitos violados, seja por políticas públicas ineficientes, seja por governos que fizeram promessas”, discursa Pâmela Esteves, palestrante do evento e doutoranda em Educação pela PUC-Rio.

12ª edição do Ateliê do Pensamento aconteceu na cidade de Petrópolis, com o tema “Direitos Humanos - limites e desafios”, a palestra foi acompanhada com atenção pelos monitores socioambientais, voluntários e coordenadores do programa que compareceram no evento realizado no dia 15/05 (quinta-feira), na escola municipal Amélia Antunes Rabello, no bairro Madame Machado.

O tema foi proposto pela equipe do Mãos à Obra que, após a capacitação do módulo introdutório, sugeriram uma palestra sobre Direitos Humanos para ampliar o debate sobre Território, Identidade e Cidadania, temas trabalhados na primeira etapa do curso de formação de monitores socioambientais.
  
Ao final da palestra, foi exibido um documentário 'Auschwitz o domínio do mal', sobre o campo de concentração da cidade, local onde foram mortos quase um milhão de judeus pelas tropas nazistas, como forma de evitar novas ações opressoras pelo estado através do exercício da cidadania.

Mãos à Obra completa dois anos na Região Serrana

O programa Mãos à Obra, iniciado após os desastres ambientais, ocorridos em 2011, completa dois anos de atuação na região Serrana. A equipe do Programa de Petrópolis reuniu os monitores, voluntários e coordenadores na abertura do 12ª Ateliê do Pensamento para celebrar a data e relembrar as diversas ações realizadas pela equipe nestes anos de atuação.

A profª Helena Araújo, coordenadora adjunta do Mãos à Obra, acompanha o programa desde a sua criação e esteve presente para parabenizar a equipe pelas conquistas.  

“Em dois anos, conseguimos alcançar os objetivos, que são a criação dos Nupdec’s (Núcleos de Proteção e Defesa Civil Comunitários) e formar equipes de monitores socioambientais para atuação local. Portanto, em caso de incidência de novos desastres, já temos o núcleo preparado em cada região, para atuar na prevenção e na proteção comunitária, até que as equipes de defesa civil chegue nas áreas de ocorrência”, ressalta a professora.

Cristina Rosário, coordenadora do Nupdec/Petrópolis, é uma das lideranças locais formada pelo programa e agora já ocupa posição de coordenação na equipe responsável pelo mapeamento das áreas de riscos e das pessoas que necessitam de mais atenção, em caso de desastres naturais.

“A partir de uma parceria entre a UERJ, Secretaria do Estado de Ambiente e o programa Mãos à Obra, foi realizado um mapeamento nas áreas de risco da nossa cidade. Foram visitadas e cadastradas áreas com população localizadas nas beiras de rios e em locais onde já ocorreram deslizamentos de terras. Mapeamos também onde se encontram pessoas idosas e deficientes físicos para que possamos priorizar o atendimento, antes que aconteça uma tragédia maior”, explica Cristina.   

Agora com o Nupdec consolidado, o grupo passa a dialogar com a Defesa Civil local para atualizar o mapeamento das áreas de risco, atividade que necessita de uma equipe para realizar visitas semanais aos locais já mapeados. A primeira  visita está agendada para o dia 22/05 (quinta feira). 

Veja as fotos na Fan Page do Programa Mãos à Obra

20 de maio de 2014

PROGRAMA AMBIENTE EM AÇÃO PARTICIPA DE GABINETE ITINERANTE

O eixo Campanhas esteve presente em Caxias promovendo oficinas e outras atividades socioambientais 


As crianças adquiriram o conhecimento de temas ambientais 
através da apresentação de palhaço - Foto: Adair Aguiar
Bárbara Cruz - O evento aconteceu dia 14/5(quarta-feira), na Praça do Pacificador, em Duque de Caxias. Essa foi a terceira cidade contemplada pelo Gabinete Itinerante, que já esteve em São Gonçalo e Belford Roxo. Os agentes socioambientais do eixo Campanhas, do Programa Ambiente em Ação, realizaram atividades pela parte da manhã e da tarde, com os públicos adulto e infantil.

Tendas com exposições de material reciclável fizeram parte da decoração do local. Os agentes socioambientais do programa, que tem o apoio da Superintendência de Educação Ambiental, realizaram oficinas de confecção de pulseiras feitas com lacre de refrigerante, e a Pescaria Ecológica, com informações sobre o tema “água” no verso de cada peixe. Na parte da tarde, a temática ambiental abordada no teatro infantil possibilitou que as crianças interagissem com os palhaços presentes no espetáculo.

O Gabinete Itinerante é uma forma de aproximar as pessoas do governo através do diálogo direto com representantes do Estado. Quem passava pelo local, era abordado pela equipe do Gabinete que procurava saber se havia alguma carência de serviço ou informação. As pessoas que optaram pelo atendimento no Gabinete Itinerante passavam pela triagem, na qual relatavam sua situação, e em seguida, eram encaminhadas para os órgãos públicos responsáveis.

O governador do estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB), atendeu as pessoas e falou sobre a importância do Programa de Saneamento dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara (Psam), criado pela Secretaria Estadual do Ambiente. 

“As atividades ambientais tem que ser acompanhadas de perto para ajudar os municípios. Tanto nos aterros sanitários, na coleta adequada do lixo, quanto no saneamento das regiões. Temos um programa de tratamento do esgoto que é despejado na Baía de Guanabara. Através do Psam, estamos fazendo diversas obras para contribuir com o processo de despoluição.”, afirmou o governador.

14 de maio de 2014

PROGRAMA MÃOS À OBRA – BAIXADA SE PREPARA PARA O NOVO ANO

Monitores socioambientais fizeram uma revisão do conteúdo de 2013, debatendo temas como Direitos Humanos e Ambiente sem Preconceito



Com base nas diretrizes dos Direitos humanos, monitores e
professores dialogaram sobre o ambiente em que vivem - Foto
Larissa Amorim
Bárbara Cruz - Os monitores socioambientais do Programa Mãos à Obra – Baixada, participaram de uma atividade na UERJ, no sábado, 10/05. O encontro foi uma revisão dos conteúdos abordados em 2013. Os temas discutidos no dia deram origem à produção de SPOTS radiofônicos, com o conteúdo criado pelos próprios monitores e gravados por integrantes do Programa Nas Ondas do Ambiente. 

O professor do departamento de educação da PUC-Rio, Marcelo Andrade, debateu com os monitores o módulo “Direitos Humanos”. Na ocasião, foi ressaltado que somos completamente diferentes, na nossa história, características pessoais, costumes, entre outros fatores, mas que temos direitos iguais como cidadãos. Portanto, devemos relacionar os Direitos Humanos com as questões que são essenciais para a vida das pessoas.

“Esse debate tem como proposta desconstruir a ideia equivocada de que os direitos humanos estão restritos às questões de segurança pública e defesa de determinada população. Ampliamos a discussão mostrando que os direitos humanos tem a ver com saúde, educação, moradia, transporte e também com o ambiente. Para os agentes sociais, que estão sendo formado com a perspectiva de contribuir para a melhoria nas condições de vida dos indivíduos, o conhecimento real dos direitos humanos é fundamental”, destaca Marcelo Andrade.

No segundo momento, Vanessa Leite, integrante do Laboratório Integrado em Diversidade Sexual, Políticas e Direitos (LIDIS) e pesquisadora da UERJ debateu o módulo Ambiente Saudável é Ambiente sem Preconceito. Através do tema, os monitores socioambientais pensaram no ambiente não apenas com as questões da natureza, mas com as diversas relações que existem entre as pessoas. 

“É fundamental incorporar na formação dos monitores socioambientais temáticas que permitam que as pessoas pensem nas relações culturais e sociais dos indivíduos. Debatemos o ambiente de uma forma ampla, pois a reflexão sobre discriminação e preconceito existentes é fundamental para os agentes que vão atuar nas comunidades.", afirmou a pesquisadora.




13 de maio de 2014

FORMATURA DO PROJETO FÁBRICA VERDE NA CHACRINHA

Moradores da comunidade receberam diploma do curso que capacita os jovens para o reaproveitamento de computadores danificados


A partir de 16 anos, jovens que estiverem cursando ou que

já concluíram o ensino médio podem participar do Projeto 
Foto: Larissa Amorim
Bárbara Cruz - Na sexta feira, 09/05, foi a formatura da terceira turma do Projeto Fábrica Verde, na comunidade da Chacrinha, na Tijuca. O projeto atende os moradores locais e também os do Salgueiro e Turano. Foram 88 jovens formados pelo curso que teve duração de três meses e contou com oficinas de montagem e manutenção de computadores, além de aulas sobre o ambiente. 

O Projeto Fábrica Verde oferece qualificação em montagem e manutenção de computadores. A cada quatro máquinas doadas por moradores e empresas públicas e privadas, os jovens produzem um computador em condição de uso que são doadas para telecentros comunitários. A turma da Chacrinha colocou em funcionamento mais de 150 máquinas que foram doadas para a própria comunidade e também para o Complexo da Maré, Formiga, Batan, Campo Grande, São Gonçalo e Cachoeiras de Macacu e ficarão disponíveis para o acesso à internet, pesquisas e trabalhos escolares.

“A informática é o futuro. Percebemos nos dias de hoje a demanda existente para esse tipo de conhecimento e o governo do estado dá a oportunidade desses jovens se inserirem nesse universo. As doações são importantes, pois os equipamentos danificados têm conserto. Essa é uma forma de fazer com que as máquinas não sejam destinadas para locais que possam causar um impacto no ambiente”, afirmou o secretário estadual do ambiente, Carlos Portinho.

Os computadores que chegam à sede do Projeto vão para uma sala destinada à triagem, na qual são avaliados. “Os que não servem para a produção de novas máquinas são reaproveitados de outra forma, como na produção de lixeiras destinadas à coleta seletiva, feitas através da tampa dos monitores; ou os chaveiros, produzidos pelas placas de memória”, explicou Luan Pereira, instrutor do projeto.

O Fábrica Verde permite que os alunos tenham a oportunidade de desenvolverem outras funções após a conclusão do curso. Luan também falou sobre sua passagem de aluno para instrutor: “Eu participei da primeira turma, na qual aprendi a parte teórica e prática. A oportunidade de virar instrutor surgiu pela indicação de um professor devido ao meu próprio interesse no curso e fui escolhido para dar aula de informática básica. Gosto da minha função e de contribuir para a formação de outros alunos”, relatou Luan.

Já Igor Pereira de Almeida, que frequentou as aulas da segunda turma, se destacou pelo seu bom desempenho como aluno e passará a exercer a função de monitor. A cada 120 jovens capacitados, dois são selecionados para atuar como monitores do Projeto, com remuneração inicial de R$ 600 mensais. “Minha tia trabalha com informática e eu sempre tive o interesse de conhecer a área. Entrei no Projeto e fui bem durante o curso. Como monitor, vou ajudar os novos alunos no laboratório, com montagens de peças”, afirmou.

Essa iniciativa da Superintendência de Território e Cidadania da Secretaria Estadual do Ambiente (STC/SEA) promove a inclusão digital em locais que tem acesso precário às tecnologias de informação; e contribui com o meio ambiente, pois o lixo eletrônico contamina a natureza, devido aos metais pesados (como cádmio e chumbo) presentes nas máquinas.

“Nós trabalhamos de segunda a sexta feira, com oficinas de montagem e também aulas sobre o ambiente. Buscamos implantar uma conscientização ambiental nos alunos e não apenas focar na capacitação profissional deles”, afirmou Alisson Lima, coordenador do Projeto Fábrica Verde da Chacrinha.

Veja as fotos na Fan Page Fabrica Verde:


SAIBA ONDE FAZER AS DOAÇÕES DOS LIXOS ELETRÔNICOS:

Fábrica Verde - Complexo do Alemão - Avenida Itaóca, 1961 - Bonsucesso
Fábrica Verde - Rocinha - Estrada da Gávea, 486, Bl 20 (Rua da Casa da Paz)
Fábrica Verde - Tijuca (Morro do Chacrinha) - Rua Oscar Pimentel, Nº 80
Colégio Tereziano - Rua Marques de São Vicente, 331 - Gávea
PUC - Rio Edifício Cardeal Leme, próximo ao Banco Itaú  - Rua Marques de São Vicente, 225 - Gávea
Escola Nova - Rua Major Rubens Vaz, 392 - Gávea
Condomínio Solar da Barra - Rua Vilena de Moraes, 240 - Barra
Escola Édem - Rua Gago Coutinho, 14 - Laranjeiras



28 de abril de 2014

SEA promove mutirão de limpeza em área sagrada com apoio de religiões afro-brasileiras na Floresta da tijuca

O local será reformado para garantir a união entre práticas religiosas e ações de educação ambiental



Mãe Beata põe a mão na massa e contribui para
 a limpeza no Espaço Sagrado - (Larissa Amorim)
Adair Aguiar - O Espaço Sagrado da Curva do S, localizado dentro do Parque Nacional da Tijuca, iniciou no final de abril (25/04), ações de intervenções culturais e ambientais para preservação e redução dos impactos ambientais causados por rituais religiosos.

A ação organizada pelo Elos da Diversidade, componente do Programa Ambiente em Ação da Superintendência de Educação Ambiental, reuniu lideranças de religiões afro-brasileiras que promoveram um mutirão de limpeza nas áreas onde ocorrem rituais sagrados e, em parcerias com artistas, realizaram intervenções artísticas com danças e toques de tambor.

O subsecretário estadual do Ambiente, Paulo Sérgio Vieira, acompanhou as ações e falou do apoio da secretaria em criar políticas públicas, “O Estado está aqui presente para garantir a preservação da Mata Atlântica e a prática sustentável das religiões de matriz africana”, declarou.

Encampada pelo programa Ambiente em Ação, o Elos da Diversidade foi criado pela Superintendência de Educação Ambiental, em 2011, para assegurar a realização de práticas religiosas de forma sustentável e respeitando o meio ambiente. O Superintendente Paulo Cesar Becker está à frente das ações em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

“O programa Ambiente em Ação possui três eixos, Elos da Diversidade, Ambiente Saudável é Ambiente sem Homofobia e o Campanhas. Eles trabalham em conjunto para que educação ambiental seja orientada na prática. Portanto, as ações de hoje reúne esses componentes da nossa superintendência”, explica Paulo Cesar.

O coordenador do programa Elos da Diversidade, prof° Carlos Loureiro, acompanha o projeto da Curvado S desde o inicio e agora se prepara para o lançamento de uma cartilha pedagógica construída após encontros com líderes religiosos que identificaram conflitos e necessidades dos praticantes e quais áreas poderão ser tornar espaços sagrados.

“A religião é uma expressão cultural. E essa atividade associada a uma atividade prática de utilização é fundamental para a recuperação de pertencimento à natureza”, afirma Carlos.



Consciência ambiental e religião
Frequentadores do espaço sagrado e líderes religiosos são os principais agentes transformadores para conservação e mudanças de hábitos. Através das oficinas de educação ambiental os terreiros e casas de Umbanda e Candomblé estão usando materiais biodegradáveis nos rituais religiosos. Em vez de vasos de barros, são usados folhas de bananeiras. Assim as religiões colaboram para ampliar esta cultura com outros frequentadores.

As religiões afro-brasileiras procuram mudar o estigma que carregam como poluidores de áreas ambientais. Mãe Beata de Iemanjá é uma destas lideranças que colaboram para a disseminação de outra forma de lidar com a natureza e o sagrado. Ao lado do seu filho biológico, Aderbal de Ashogum, lutam para que os espaços sagrados recebam os mesmos serviços de coleta e conservação de outras áreas ambientais.

“O que deve ser respeitado é o Sistema Nacional de Conservação e o artigo 5° da Constituição brasileira que assegura a liberdade religiosa. Então, temos que assegurar ações de conservação nestas áreas como acontecem em outras que possuem outras culturas e hábitos”, defendeu Aderbal.

A coordenadora acadêmica do programa Ambiente em Ação, Aureanice de Mello Corrêa, aguarda o início das obras do projeto de construção do Espaço Sagrado da Curva do S, criado em parceria com lideranças religiosas.

“Ele será o primeiro espaço no Brasil de uso público religioso em Unidade de Conservação, é um modelo a ser seguido”, ressalta Aureanice.

Veja as fotos na Fan Page do Programa:
http://migre.me/jazKM


16 de abril de 2014

Posse do Conselho Deliberativo da RESEX Itaipu

O grupo conta com a presença da população local e terá o poder de decisão nas questões do território



Jairo da Silva, pescador da região e Fernando Tinoco, da Associação
dos Sitiantes da Serra da Tiririca compõem o Conselho.
Foto: Lourenço Eduardo
Bárbara Cruz - O Conselho Deliberativo da Reserva Extrativista Marinha de Itaipu (RESEX Itaipu) tomou posse no sábado, 12/4, no Museu de Arqueologia de Itaipu, em Niterói. O Conselho é formado pela participação de 50% dos pescadores artesanais locais e os outros 50% é divido entre membros do poder público e da sociedade civil organizada.

Antes da criação da RESEX Itaipu era comum a presença de embarcações praticando a pesca próxima à costa de maneira ilegal. Além de causar um impacto negativo na vida marinha, prejudicava o dia a dia dos pescadores locais devido à disputa desigual pelo acesso aos recursos naturais renováveis, já que muitas embarcações eram equipadas com sistema de localização de cardumes.

Outro problema existente era o despejo da água de lastro ou óleo, que é usada pelos navios para garantir sua estabilidade, de forma inversamente proporcional à quantidade de carga. 

“As indústrias contribuíram para a degradação que aconteceu em Itaipu. Os navios enchiam seus porões com a água do litoral onde se encontravam e quando carregavam novas mercadorias, despejavam a água na região. Além da perda da biodiversidade, a poluição causada acabava transmitindo doenças para quem morava perto das praias”, afirmou Jairo Augusto da Silva, pescador artesanal local há mais de trinta anos.

A RESEX ITAIPU foi iniciada em 1999 pelo ICMBio e retomada pelo Inea em 2012. O processo foi concluído após a criação da Unidade de Conservação, em 2013. A reserva compreende as áreas que fazem fronteiras com as praias de Itacoatiara, Itaipu, Camboinhas e Piratininga, e Lagoa de Itaipu.

O Conselho da Reserva foi criado de forma participativa e conta com a presença de membros de associações de moradores e pescadores. Essa é uma maneira das questões de melhoria serem detectadas por pessoas que participam diretamente da realidade local. A proteção dos meios de sustento da população e a conservação dos recursos naturais são algumas das prioridades identificadas.

“Todos os conflitos e problemas atinentes a essa área são trabalhados no Conselho. É um desafio pois essa é a primeira Reserva Extrativista Marinha estadual, administrada pelo Inea, que terá um Conselho Deliberativo, com o poder de ditar as regras de gestão dessa unidade”, afirmou Alba Simon, superintendente de Biodiversidade e Florestas da Secretaria Estadual do Ambiente.

7 de abril de 2014

ESTADO ENTREGA OBRAS DE DESASSOREAMENTO DO RIO ALAMBARI, EM RESENDE

Em visita ao município de Resende, subsecretário do Ambiente, Carlos Portinho, deu início às atividades de educação ambiental na região


As intervenções tiveram investimentos de R$ 75 mil 
e fazem parte do Programa Limpa Rio
Sandra Hoffmann - O subsecretário estadual do Ambiente, Carlos Portinho, entregou nesta segunda-feira (7/04) as obras de desassoreamento do rio Alambari, em cerimônia na quadra esportiva do bairro Alambari, no município de Resende, no Médio Paraíba Fluminense. As intervenções tiveram investimentos de R$ 75 mil, do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam), e fazem parte do Programa Limpa Rio, do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), que tem por objetivo a limpeza dos leitos e margens de rios do Estado do Rio de Janeiro, diminuindo o risco de enchentes.

O Programa Limpa Rio retirou 1. 500 metros cúbicos de sedimentos de um trecho de 290 metros do rio Alambari, beneficiando moradores dos bairros Cabral e Alambari. Para os trabalhos, iniciados em 20 de fevereiro e concluídos menos de um mês depois, em 17 de março, foram utilizados quatro caminhões e uma escavadeira hidráulica.

A cerimônia também serviu para marcar o início das ações de educação ambiental nas comunidades que mobilizarão, além de moradores, alunos da Escola Estadual Professor Oswaldo da Rocha Camões e do Colégio Municipal Bairro Cabral. Na quadra do bairro Alambari, os estudantes participaram de oficinas de reciclagem, transformando papel e alumínio em bolsas e enfeites e de compostagem (produção de adubo a partir de cascas e caules de frutas) e da Campanha Dez Minutos Contra a Dengue, de conscientização sobre como prevenir e combater o mosquito transmissor da dengue.

O subsecretário destacou a importância das obras de desassoreamento do rio Alambari para a comunidade e das atividades de educação ambiental:

“O então secretário estadual do Ambiente, Indio da Costa, visitou os bairros Alambari e Cabral, ouviu os moradores, viu a situação e, no dia seguinte, as máquinas já estavam no local para as obras. Além da limpeza do rio Alambari, vamos desenvolver ações de educação ambiental porque é importante a participação e a mobilização dos moradores para mantermos esse rio limpo. Estamos envolvendo estudantes porque eles serão os multiplicadores dessa conscientização ambiental em suas comunidades. O programa Limpa Rio já atendeu 74 municípios fluminenses, desassoreou 594 rios, córregos, lagos e lagoas do Rio de Janeiro e retirou cerca de três milhões de metros cúbicos de material proveniente do desassoreamento desde que foi criado, em 2007, até o momento”, explicou Carlos Portinho.

Morador de Resende há mais de 20 anos, o vereador Stênio Aguiar foi o porta-voz das reivindicações dos moradores dos bairros Alambari e Cabral junto à Secretaria de Estado do Ambiente:

“O pedido de limpeza do rio Alambari já vinha se arrastando há muito anos e o pedido da população foi atendido pelo então secretário Indio da Costa. O desassoreamento é importante porque vai evitar o risco de enchentes nesta região”, acrescentou Stênio.

O presidente da Agência do Meio Ambiente do município de Resende (AMAR), Wilson Moura, agradeceu ao secretário pela iniciativa e destacou que irá pedir a inclusão de outros rios da cidade de Resende no Programa Limpa Rio.

Moradora do bairro Alambari, a costureira Dalva Fátima de Paula Almeida, 60 anos, agradeceu ao secretário pelas obras:


“Quando vim morar aqui, há mais de 30 anos, eu pude acompanhar a degradação do rio Alambari. Com as obras, nós não iremos mais sofrer com medo de novas inundações”, ressaltou ela.

3 de abril de 2014

Secretaria de Estado do Ambiente anuncia investimentos em projetos ambientais na Maré

São previstas mil vagas para cursos de qualificação profissional na área ambiental


Indio da Costa  apresenta projetos ambientais aos alunos
da Vila Olímpica - Foto Adair Aguiar/ Comunica Seam
Adair Aguiar - O secretário de Estado do Ambiente, Indio da Costa, visitou a Vila Olímpica da Maré, nesta quinta-feira (03/04), e anunciou a criação de projetos ambientais que prevê a qualificação em informática para a inclusão digital, em moda sustentável, aproveitamento integral de alimentos aos  moradores.

De acordo com o secretário, o investimento prevê a criação de pelo menos mil vagas através dos projetos  Ecomoda, que reaproveita tecidos e lonas para confecção de roupas e acessórios; o Ecobuffet, que utiliza técnicas de aproveitamento  integral de alimentos, e o projeto Fábrica Verde, em que reaproveita os computadores velhos para criar um novo, através do curso de montagem e manutenção.


“A nossa expectativa com esses investimentos é qualificar os moradores, através dos nossos projetos para que eles possam se tornar agentes ambientais da secretaria aqui na Maré”, declarou o secretário. 

Para o diretor da Vila Olímpica, Amaro Domingues, os projetos poderão resultar na oportunidade de emprego para os moradores, e ele espera a colaboração de todas as associações de moradores para esta  parceria.

“A minha missão é reunir todas as associações para que eles possam cooperar na construção destes projetos e assim fazer com que os moradores sejam os principais beneficiário”, explica Amaro.



Encerramento da Semana da Água promove diálogo com alunos da rede pública de ensino

Alunos participam de dinâmica com Agentes Ambientais
Foto: Larissa Amorim/Comunica Seam

Adair Aguiar - A Semana da Água deste ano reuniu alunos da rede pública e agentes ambientais do programa Ambiente em Ação, em Niterói, na região metropolitana do Rio. A ação teve inicio no Colégio Leopoldo Fróes e seguiu ao longo da trilha de acesso ao Parque da Cidade, principal Área de Proteção Ambiental da Cidade.


No trajeto, foram replantadas oito mudas de espécie nativa da região como forma de sensibilizar os participantes para a preservação dos recursos hídricos, já que ali fica localizado a nascente do rio Maceió, que dá nome ao bairro.


O Programa Ambiente em Ação, através do eixo Campanhas, coordenou a ação que contou com atividades de sensibilização relacionado a água. Maurício Meireles, coordenador do eixo Campanhas, destacou a importância de replantar mudas de árvores no entorno dos mananciais.


“A importância da preservação das árvores nativas é essencial para manutenção dos recursos hídricos. Assim, as nascentes presentes no parque continuarão a existir”, disse Maurício.


Eloisa Osanai, bióloga e educadora ambiental, distribuiu cerca de 30 copinhos de água, em que apenas um tinha água própria para consumo, as demais eram salgada. Neste dinâmica, os alunos puderam perceber a situação da água no planeta, que possui apenas 0,07% das suas reservas próprias para o consumo, e o Brasil é o país que detém a maior reserva.


A ação do eixo campanha teve o apoio do Grupo de Ação, Pesquisa e Orientação a Projetos Sociais, o GAPOPS, instituição com sede no parque e que contribui para a preservação local.


Veja as fotos na Fan Page do Programa Ambiente em Ação:

2 de abril de 2014

SECRETARIA ESTADUAL DO AMBIENTE FAZ HOMENAGEM PARA PREFEITURAS DO RIO

O secretário Indio da Costa entregou certificados para os representantes dos municípios que tiveram as melhores condutas relacionadas ao meio ambiente


Representantes dos municípios receberam do certificado por suas
ações realizadas  em prol do ambiente -  Foto: Larissa Amorim
Bárbara Cruz - De acordo com a Lei do ICMS Verde, as prefeituras que investem na preservação ambiental contam com o maior repasse do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço).  Na tarde de hoje, 2/4, aconteceu uma solenidade no auditório do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), com a presença de representantes de diversos municípios fluminenses, que foram reconhecidos por suas ações realizadas em prol do meio ambiente.

Foram distribuídos R$ 195 milhões para os locais premiados. O critério de pontuação foi dividido em diferentes quesitos: 45% para unidades de conservação; 30% para melhoria da qualidade da água; e 25% para a gestão dos resíduos sólidos. Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Rio das Ostras, Rio de Janeiro e Vassouras conquistaram o primeiro lugar da categoria Remediação dos Lixões, ganhando R$ 634.497,00 cada uma.

 A cidade de Rio Claro, que abriga 49,9% da bacia do Piraí e 25,95% das bacias dos rios Ribeirão das Lajes, Santana e Queimados, recebeu o primeiro lugar no item Mananciais de Água, com o investimento de R$ 3,7 milhões. “Uma das contribuições desse valor é para os programas ambientais que o município oferece, objetivando a conscientização das pessoas para que elas mantenham as Reservas Particulares do Patrimônio Natural  preservadas”, afirmou Tenente Sabino, secretário do ambiente de Rio Claro.

O município de Santa Maria Madalena conquistou o primeiro lugar no quesito Destino do Lixo e recebeu R$ 1,4 milhão. O município possui uma Central de Tratamento de Resíduos (CTR) na qual mais de 80% de sua capacidade são utilizadas para receber os resíduos de outros nove municípios. Devido à melhoria na estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Piteiras, o município de Quissamã foi o primeiro colocado em Coleta e Tratamento de Esgoto. O incentivo recebido foi de R$ 3,6 milhões.

As ações de preservação ambiental de Itatiaia concederam ao município o primeiro lugar no item Unidades de Conservação, com o prêmio de R$ 4,7 milhões. O local conta com 7.946 hectares do Parque Nacional de Itatiaia e 2.154 hectares da Área de Preservação Ambiental (APA) da Mantiqueira. Já na Unidade de Conservação Municipal, quem ganhou o primeiro lugar foi o município de Mesquita, recebendo R$ 1,8 milhão.

Para o ano de 2015, o óleo de cozinha será mais um tema que entrará no ranking do ICMS Verde.  Um dos objetivos do Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais do Estado do Rio de Janeiro (Prove), criado pela Secretaria de Estadual do Ambiente, é mostrar que o despejo de óleo de cozinha usado na pia acarreta prejuízos às pessoas e às concessionárias de saneamento, além de comprometer as tubulações dos edifícios e das redes de tratamento de esgoto.

Veja o Vídeo:

1 de abril de 2014

SEMINÁRIO DEBATE GESTÃO E LIDERANÇA NO LICENCIAMENTO AMBIENTAL NO ESTADO DO RIO

Estado se mobiliza em busca de maior agilidade e transparência na gestão ambiental


O secretário do Ambiente,  ressaltou a importância da  integração de  todos os setores da área ambiental - Foto: Luiz Morier
Steven McCane - Lideranças públicas ambientais participaram de um seminário, nesta terça-feira (1/4), sobre gestão de conflitos para o sucesso de governança, no auditório da Firjan, no Centro do Rio. O workshop, organizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), reuniu técnicos e gestores da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e do Instinotuto Estadual do Ambiente (Inea) para produzir um plano de ação que agiliza, de forma transparente, o processo de licenciamento ambiental no Estado do Rio.

Durante o debate foram abordadas questões técnicas e de liderança que passaram pelo melhor uso dos sistemas de informação até a articulação dos diferentes setores responsáveis pelo licenciamento.

O secretário estadual do Ambiente, Indio da Costa, abriu a cerimônia ao lado da presidente do Inea, Isaura Frega, ressaltando a importância da integração de todos os setores da área ambiental.

“Há um descasamento entre a percepção dá população e o trabalho de licenciamento desenvolvido internamente. É preciso que se desenvolva essa percepção da realidade para que a sociedade olhe para os órgãos ambientais e possa confiar. E essa visão só vai melhorar com uma mudança de cultura interna. O mundo se transforma rapidamente e a nossa prestação de serviço deve se adequar a essas mudanças", declarou o secretário.

A presidente Isaura Frega explicou o desafio de fazer com que as classes política, empresarial e ambiental acatem imediatamente a reposta positiva ou negativa quanto à emissão de licenças ambientais. “É preciso que saibam que o processo foi muito bem estruturado, com agilidade e transparência de forma que o licenciamento se torne imune às pressões políticas”, disse a presidente.

O workshop é o primeiro passo de um trabalho estruturado para mudar a cultura e integrar as diversas áreas que impactam no licenciamento ambiental.