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14 de dezembro de 2012

Mutirão retira 40 toneladas de resíduos na Floresta da Tijuca


A ação dos voluntários desobstruiu o rio que passa pelo Espaço Sagrado da Curva do S (Foto: Larissa Amorim)

Lourival Mendonça - O mutirão de limpeza e conservação, realizada na quinta-feira (13/12), revitalizou à Curva do S, localizada na Floresta da Tijuca, Zona Norte do Rio. Cerca de 250 voluntários, entre lideranças religiosas e adeptos de religiões de matriz africana, promoveram um grande esforço de mobilização e recolheram 40 toneladas de resíduos do local. O mutirão teve, ainda, a finalidade de sensibilizar a população e órgãos públicos para a causa de grupos que ainda sofrem com a intolerância religiosa.

Para limpar os rios, cachoeiras e os terrenos, os participantes foram divididos em seis grupos. Munidos de galochas, luvas, espátulas, vassouras e sacos plásticos, religiosos e voluntários de diferentes gerações se espantaram com a quantidade de resíduo que encontravam. Para Karoline da Silva Santos, de 13 anos,  “é importante que as gerações mais novas venham aqui e vejam o desrespeito ao ambiente, pois é o futuro de nossa religião que está em jogo”.

Segundo a superintendente de Educação Ambiental, Lara Moutinho, a importância da conservação do espaço sagrado enfrenta a barreira cultural da degradação do ambiente. De acordo com Lara, é essencial regulamentar a prática religiosa.

– Há leigos que, sem nenhuma relação de sacralidade com a área, deixam o resíduo no local. O religioso que acessa as áreas naturais não deixa resíduos. Não dá mais para acumular os restos de oferendas em qualquer lugar, a natureza não tem como absorver os resíduos produzidos – disse Lara.

De acordo com o consultor do Elos da Diversidade e articulador junto a comunidades e povos de terreiros, Pai Renato de Obaluaê, pedir licença à natureza para prestar esse serviço é fundamental.

– Nada na nossa religião pode ser feito sem essa reverência, que é ao mesmo tempo uma saudação e um pedido de permissão para agirmos sobre ela – ressaltou.

Ações de limpeza geram materiais reaproveitáveis
Parte dos resíduos recolhidos no mutirão será destinada à reciclagem. Após a limpeza e a desinfecção, os oberós (alguidares) servirão como vasos de planta ou como objeto decorativo. Cestos de palha, louças brancas, imagens e tecidos também foram encontrados e poderão ser reutilizados.

Maria da Graças de Oliveira Nascimento, integrante do Movimento Inter-religioso (MIR) explicou o significado do evento e ressaltou a relação do religioso com a natureza:

– Raramente essas pessoas se encontram e existem muitas diferenças entre eles, mas estamos aqui resignificando todo um conjunto de coisas. Povos do candomblé guardam uma ligação muito íntima e conservacionista com a natureza, já que sem as folhas não há axé. Aqui o que existe é uma pedagogia da harmonia com o divino – afirmou.

Para ela, o processo de urbanização provocou um desajuste entre as práticas religiosas e o ambiente, já que as oferendas que antes eram enterradas agora ficam expostas. A degradação dos parques e das unidades de conservação faz parte desse desequilíbrio.

– Hoje, o problema do lixo é consequência de toda uma cultura ambiental que isolou a natureza do homem, que a vê como meio e não como fim. Por isso é preciso se reeducar, e no caso dos povos de terreiro, esse processo passa pela busca da verdadeira essência dessas religiões, que é a ligação sistêmica com a natureza – disse Marias das Graças.

Ao término do mutirão, Oxum, a grande e amorosa mãe que traz o axé das águas doces, foi homenageada. Um dos seus filhos mais ilustres, Pai Zezito, introdutor do culto Ijexá no estado do Rio de Janeiro e uma das lideranças mais antigas do candomblé, lembrou da importância do mutirão e do encontro que ele proporcionou.

– Com os mutirões, as pessoas vão se educando, vendo e aprendendo. A limpeza também serve para lembrar que a natureza é inseparável do candomblé, que seu fundamento é a reverência às folhas, as árvores. Por isso, a educação é fundamental – concluiu Pai Zezito.

28 de novembro de 2012

Projeto Oxum Rio Ijexá 2012 premia personalidades

Prêmio Espelho D'Água é concedido para pessoas de destaque em diversas áreas 


A Superintendente de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), Lara Moutinho, será uma das pessoas que receberá o “Prêmio Espelho D’Água”, concedido pelo Ilê Axé Funmilayó Omi  Dun, através do Projeto Oxum Rio Ijexá 2012. Esta premiação tem o objetivo de homenagear seis pessoas de destaque  nas  áreas da Saúde, Educação, Mídia, Religiosidade, Ambiente e Cultura.

Estado do Rio pode ganhar um Código Florestal

A intenção deste novo documento é suprir as lacunas deixadas pela legislação federal


Entre as lacunas estão as especificações referentes às áreas de proteção ambiental 
(Foto: Reprodução Internet) 
Victor Vicente - O Estado do Rio de Janeiro pode ganhar um Código Florestal. A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) vão formar um grupo de trabalho para elaborar uma proposta para este documento. A informação foi divulgada pelo subsecretário-executivo da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), Luiz Firmino, em uma palestra realizada, no dia 23 de novembro, na sede da secretaria, no Centro do Rio.
Segundo Firmino, os estudos vão levar em conta a posição do setor agrícola do Estado, através da Secretaria Estadual de Agricultura, além da Assembleia Legislativa, para obter um consenso sobre o tema. Ainda segundo o subsecretário, o principal objetivo do Código Florestal Fluminense será atender às peculiaridades do Estado do Rio de Janeiro, suprindo lacunas da legislação federal, como é o caso das especificações referentes a topo de morros como área de preservação permanente.
– Não se pode ignorar as novas correlações de forças na questão ambiental, como o maior peso dos ruralistas. É preciso uma negociação bem instrumentada para se ter capacidade de convencimento e assegurar uma posição de vanguarda para o Estado do Rio – disse Firmino.
Bolsa Verde
Do ponto de vista da gestão ambiental, a consolidação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) foi classificada pelo subsecretário como fundamental, já que se trata de um instrumento que pode ser utilizado de várias formas pelos órgãos ambientais. No Rio de Janeiro, por exemplo, o cadastro poderá ser usado junto com a Bolsa Verde, que estabelece um mercado de créditos florestais que poderá ser utilizado para regularização das propriedades rurais nos termos do novo código federal.

19 de novembro de 2012

Parada LGBT: ambiente saudável e rico em diversidade

Evento incluiu a temática ambiental, através do Programa Ambiente Saudável é sem Homofobia

Carlos Minc defendeu a bandeira do respeito à diversidade humana (Foto: Larissa Amorim)

Lourival Mendonça - Em um dia de festa, paz e de pleno exercício da cidadania, cerca de 700 mil pessoas, segundo estimativa da PM, lotaram a Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio, neste dia 18 de novembro. A 17ª edição da Parada do Orgulho LGBT, que teve o lema “Coração não tem preconceitos, tem amor”, contou com um reforço esse ano: contra a homofobia e contribuindo para a afirmação dos direitos homoafetivos, o Ambiente em Ação, programa coordenado pela Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), participou pela primeira vez do evento e levou para a orla carioca a mensagem "Ambiente Saudável É Ambiente Sem Homofobia".

Durante a Parada, o programa deixou a sua marca atuando na conscientização e no diálogo com os presentes sobre a diversidade ambiental e sexual. Alunos do curso "Ambiente Saudável É Sem Homofobia" dividiram o conhecimento aprendido em sala de aula. Para a cursista Vania da Silva Rocha, é fundamental que todos os segmentos tenham em mente o conceito de igualdade como um todo. 

- Seja no segmento do ambiente, da educação ou dos direitos humanos, é essencial entender que há igualdade nas diferenças - observou a funcionária pública. 

Defensor dos direitos do grupo LGBT, o Secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, falou sobre a participação do programa no evento, destacando que a bandeira da biodiversidade e a do respeito à diversidade humana são inseparáveis. 

- Essa é a parada da liberdade e da cidadania. O carioca quer conviver com a biodiversidade e contra a homofobia aos LGBTs -, disse o secretário. 

O secretário ainda deu uma boa notícia aos participantes do evento. A Lei Estadual 3406/00,que estabelecia punições a estabelecimentos públicos e privados que descriminassem por orientação sexual, recentemente anulada, voltará a ser apresentada pelo governador Sérgio Cabral, garantindo assim uma importante conquista da comunidade LGBT do Rio de Janeiro

Ambiente Saudável ganha a orla

A ação realizada pelo núcleo do programa Ambiente em Ação foi aprovada com sucesso. Para a drag queen Thabata Rios,  é importante esclarecer que todos, independentemente da orientação sexual, estão inseridos no ambiente.

- Ambiente saudável é, sim, ambiente sem homofobia. Todos precisam ter isso na cabeça. Precisamos bater nesta tecla - falou Thabata. 

Vestido de anjo, Felipe Prado engrossou o coro de adeptos à mensagem divulgada pelo núcleo do programa Ambiente em Ação. Para ele, "a iniciativa é importantíssima porque ainda é preciso lutar, e muito, pelos direitos à cidadania do grupo LGBT".
 

15 de novembro de 2012

Ambiente Saudável É Sem Homofobia: novo conceito ambiental

Curso do programa Ambiente em Ação promove reflexão sobre práticas sustentáveis e cidadania


Alunos e instrutores debatem as várias faces do desrespeito á diversidade. (Foto: Aline Macedo)

Aline Macedo - Cerca de um mês depois de iniciadas as aulas do curso “Ambiente Saudável É Sem Homofobia”, promovido pela Superintendência de Educação Ambiental na sede da Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro (SEA), os alunos  perceberam que o conceito de ambiente trabalhado em aula é diferente do que estão habituados. Articulando gestão ambiental e questões de sexualidade e identidade, o curso é, nas palavras da estudante de biologia Milena Guedes, “muito inovador e ousado”.

– Estamos construindo juntos esse novo conceito – comemorou com a turma a instrutora Diva Pereira, co-responsável pelo segundo módulo, Mercado, Comercialização e Sustentabilidade.

A partir de uma visão mais ampla sobre o meio ambiente, na qual questões relativas ao ser humano e ao exercício da cidadania são parte fundamental, alunos e instrutores vêm debatendo as várias faces do desrespeito à diversidade.

Para Ana Paraense, instrutora do segundo módulo, incluir a discussão sobre hábitos de consumo, economia solidária e comércio justo é, também, uma maneira de desenvolver entre os alunos um olhar estratégico que os ajude a fazer a diferença dentro da cadeia produtiva.

– Uma face muito cruel da exclusão não é a exclusão econômica? Eu fico imaginando que alguém que é excluído no sentido político e social da cidadania também tenda a ter dificuldade, por exemplo, de ter trabalho. Como a gente pode, estrategicamente, desconstruir essa exclusão? –, questionou Paraense.

Lixo no lixo?

Expondo as características e contradições do atual modelo de produção e consumo, o curso “Ambiente Saudável É Sem Homofobia” propõe uma nova relação com os produtos. Além de estimular a reflexão sobre necessidades reais ou inventadas, o conhecimento sobre o ciclo de vida dos materiais faz com que o lixo, por exemplo, ganhe um novo significado: em vez de ser o resto de algo que já foi útil, ele passa a ser visto como matéria-prima fora de lugar.

Para auxiliar a materialização desses conceitos, as oficinas práticas ensinam os alunos a transformar o velho em novo. As oficineiras Maria Ferreira e Maria Cristina Pacheco, artesãs especializadas no reaproveitamento de materiais, ressaltam o diferencial dos objetos que produzem. Segundo elas, o consumidor percebe o valor agregado de um produto que trata o meio ambiente com respeito. E, melhor: volta para comprar mais.

Consumismo e preconceito

O professor de literatura Daniel de Oliveira declarou que o curso já causou impacto em sua vida. Assumindo que agia de maneira consumista, ele agora desacelerou o seu ritmo e pensa com mais cuidado antes de efetuar uma compra.

Por outro lado, a técnica em segurança do trabalho Daniele Peçanha já estava familiarizada com os temas ambientais antes de começar o curso. Para ela, a novidade está na articulação das questões de direitos humanos e sexualidade. Daniele disse que marcará presença na Parada de Orgulho LGBT pela primeira vez, junto com a ala do programa Ambiente em Ação, da SEAM/RJ.

– Ainda falta muita reflexão da população, não só com relação à homofobia, mas preconceitos em geral –, diz.

Dividido em três módulos teóricos (Introdução às questões ambientais; Produto, mercado, comercialização e sustentabilidade; e Corpo, gênero e sexualidade) e duas oficinas práticas (Customização de roupas e adereços e Reaproveitamento e reciclagem de resíduos sólidos), esta é a primeira edição do curso Ambiente Saudável É Sem Homofobia. Quatro outros Centros de Referência de Cidadania LGBT/CR.-LDBT receberão as aulas nos próximos dois anos: Rio de Janeiro/Central, Niterói, Caxias e Nova Friburgo.

– Todos nós temos o direito de participar, todos temos o direito a um ambiente saudável, sem homofobia, equilibrado, e que proporcione um futuro melhor –, concluiu a instrutora Diva Pereira.

14 de novembro de 2012

Confira procedimentos a serem tomados em caso de chuva

Moradores de regiões afetadas pela chuva devem estar preparados para responder em um primeiro momento, diz coordenador da Defesa Civil da Seam

Em 2011 a Região Serrana do Rio sofreu com o maior desastre natural do país (Foto: Reprodução Internet)
Victor Vicente - A chuva da madrugada desta terça-feira (13), em Nova Friburgo, Região Serrana do Rio, fez com que a Defesa Civil colocasse o município em estágio de alerta máximo. O Centro da cidade, que no início de 2011 ficou destruído pela chuva, já está alagado. Foram acionadas todas as 35 sirenes em 24 comunidades e os moradores orientados a deixarem suas casas imediatamente e procurar um dos 101 pontos de apoio espalhados na cidade.

O Coordenador de Defesa Civil da Superintendência de Educação Ambiental (Seam), Marcelo Bodart, afirma que o principal trabalho para se prevenir e enfrentar desastres ambientais é o de conscientização.

– Os moradores devem estar preparados para responder em um primeiro momento –, afirma Bodart.

Para ajudar os moradores destas áreas, o coordenador informa o passo a passo do procedimento padrão a ser realizado.

1° - Em um primeiro momento o morador deve ter um kit com documentos, água, remédios essenciais, primeiros socorros e pilhas;

2° - Com o kit em mãos, ele deve procurar alguma rota de fuga previamente estabelecida pela Defesa Civil;

3° - Ao chegar ao ponto de apoio, deve aguardar futuras orientações para saber se o risco de acidente passou e, assim, retornar à sua casa.

Em janeiro de 2011 um temporal destruiu várias áreas da região e tornou evidente a necessidade de um trabalho específico de organização comunitária.O programa Mãos à Obra, da Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Ambiente, atua no trabalho de enfrentamento de desastres.

O Mãos à Obra trabalha criando lideranças comunitárias e fortalecendo grupos para a evacuação de lugares de risco em um acidente. De acordo com Marcelo Bodart, o grupo deve ser evacuado em fila e conduzido por um líder que tem como função controlar a marcha. No meio da fila, um homem fica encarregado de observar para ver se alguém caiu ou se feriu. No final da fila, um homem fica responsável por não deixar ninguém para trás.
                                                                                
Ainda segundo o coordenadora, é realizado um trabalho de criação de possíveis rotas de fuga para a população em caso de um desastre. Ele explica que a ação mais importante é a de capacitação, convencimento e sensibilização realizado dentro dos municípios, que já sofreram muito com as chuvas e desastres.

26 de outubro de 2012

Exploração ilegal é vilã do consumo de água no Brasil

INEA fecha estabelecimento que operava sem licença ambiental na Zona Oeste

Ação do INEA em Curicica fecha empresa que explorava irregularmente água subterrânea (Foto: SEA) 

Jade Curvello - As reflexões a respeito do futuro dos recursos naturais do planeta se mostram cada vez mais relevantes para a sociedade. Por constituir aproximadamente 71% da superfície da Terra e ser essencial para qualquer forma de vida, a água se transforma em uma das questões mais delicadas para a administração pública.

Apesar do Brasil ser um dos países que menos consome água no mundo, a média de litros consumidos por dia ainda é superior à considerada adequada. Contrariando a maioria das campanhas que colocam a população como a maior consumidora desse recurso natural, os maiores vilões no Brasil são a agricultura e a indústria.

De acordo com o professor do programa de pós-graduação em Engenharia Ambiental da Uerj, Elmo Rodrigues, existe muita perda de água por ligações clandestinas e vazamentos nos sistemas de abastecimento público, e essa perda pode chegar a 50% de toda água canalizada e tratada.

– O setor de saneamento básico ainda é um gargalo a ser superado pela administração pública brasileira –, explicou o especialista.

Uma prova de que este setor ainda gera conflitos, foi operação coordenada pelo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), no dia 25 de outubro, em Curicica, Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação teve como objetivo fechar a empresa Estrela Dourada Transporte e Serviços LTDA que operava sem licença ambiental e explorava irregularmente água subterrânea.

Os técnicos constataram que a empresa comercializava o recurso como se fosse potável, e também utilizava caminhões como logotipo falso da Prefeitura do Rio do Janeiro para distribuir a água. Tanto o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, quanto a presidente do Inea, Marilene Ramos, estavam presentes na operação.

O secretário estadual do Ambiente alegou que a empresa além de praticar crime ambiental, praticava também contra a saúde pública ao comercializar água para consumo humano sem controle de qualidade.

– A empresa não tinha licença, capta água sem licença, mistura cloro sem controle e vende como água potável, e ainda com logotipo da prefeitura falsificado. O responsável está preso, os oito caminhões que faziam a distribuição foram embargados e os cinco poços, interditados. Isto é um festival de crimes ambientais –, disse Minc.

Segundo o assessor da Superintendência Reginal do Inea da Baía de Guanabara, Stefan Gomes, ao realizar a vistoria foi constatada uma enorme captação de água, de aproximadamente 400 mil litros. A empresa foi multada em um valor de aproximadamente 2 milhões de reais, e seu proprietário, Felipe Coutinho Fernandes foi preso.

16 de outubro de 2012

Blitz ecológica demole casas irregulares em Arraial do Cabo

Ação focou nas invasões próximas à área de beira-mar da restinga de Massambaia

Para a demolição, a equipe teve  auxílio de uma retroescavadeira (Foto: Luiz Morier)

Victor Vicente - Uma operação realizada na quarta-feira, 10 de outubro, pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), terminou com a derrubada de vinte casas que estavam sendo construídas irregularmente na areia da praia da Restinga de Massambaia, em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos.

As casas estavam numa área pertencente ao Parque Estadual da Costa do Sol, o que configuraria um grave crime ambiental. O parque abrange cerca de 10 mil hectares e abriga, ainda, uma vasta diversidade ecológica incluindo duas das espécies mais ameaçadas do estado: o formigueiro-do-litoral e o lagarto branco da areia.

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, que esteve presente na operação, salientou a importância de medidas preventivas e de uma maior fiscalização na região. Para isso foi anunciada a instalação de uma Unidade de Policiamento Ambiental (Upam) no Parque Estadual da Costa do Sol em 2013. Serão destinados 24 guardas-parques para essa nova unidade de conservação.

─ Esta é uma área com grande potencial para a prática do ecoturismo e também para a proteção da biodiversidade, e não vamos permitir construções irregulares nesta região. Para essas pessoas construírem, foi distribuído o ´kit invasão´ por gente oportunista que incentiva este tipo de irregularidade. Não vamos permitir construções aqui. Nós é que seríamos omissos se permitíssemos essa prática ilegal. Para impedir que isso aconteça novamente, vamos intensificar as fiscalizações –, afirmou Minc.

Dois promotores que acompanharam a blitz flagraram a proprietária de uma das casas demolidas com uma certidão de lançamento de IPTU emitida em setembro passado. A irregularidade deverá ser motivo de investigação do Inea e do Ministério Público Estadual, para subsidiar eventual ação judicial.

Na operação, cerca de cem casas já construídas e ocupadas foram cadastradas pelos fiscais ambientais. Seus proprietários serão indenizados e as casas, demolidas.

6 de outubro de 2012

Evento divulga arte de jovens do Complexo da Maré

Mostra busca promover a educação ambiental entre os moradores locais

Atividades mostram o talento dos jovens da Maré (Foto: Divulgação)

Jade Curvello - Uma revolução cultural no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio. Assim pode ser definida a 4ª Mostra de Artes e Feiras de Artesanato no Museu da Maré que acontece neste sábado, 6, em uma das áreas mais carentes da capital fluminense. O evento faz parte do Projeto DAMARÉ, criado pela Superintendência de Educação Ambiental (Seam) em parceria com a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA).

O evento que reunirá monitores do projeto e participantes, contará com atrações especiais desenvolvidas por jovens e mulheres da comunidade como a feira de artesanato, exposição fotográfica “Maré em Movimento” e a apresentação das Oficinas DAMARÉ com a exibição peças de teatro, apresentações de balé, dança do ventre, dança de salão, música, jazz e hip hop.

O DAMARÉ leva a Universidade a um território aonde há grande carência de políticas públicas e educacionais, além de trabalhar questões ambientais da região, como por exemplo, a recuperação do Canal do Fundão e seu entorno. A colaboradora do DAMARÉ, Ana Santiago, exalta a importância que o projeto exerce na vida dos moradores das comunidades beneficiadas.

– Mostrar aos jovens que, apesar das dificuldades, é possível que eles estejam inseridos na Universidade –, falou Ana Santiago.

A consciência ambiental crítica proposta pela Seam é uma das vertentes do projeto.

– Ele propõe uma nova percepção do papel que o homem desempenha na natureza, um ambiente saudável é quando a natureza e o homem caminham unidos –, explicou.

Para o coordenador do Museu da Maré, Luiz Antônio de Oliveira, atividades como essas são importantes canais para a democratização das artes nas comunidades.

– O Museu da Maré é um espaço de encontro, onde as pessoas além de se divertirem também aprendem. Para nós é interessante participar do Projeto DAMARÉ, pois possibilita o conhecimento da comunidade em relação a arte e a cultural em geral –, disse Luiz.


- A nossa parceria com a SEA reafirma a seriedade do trabalho do Museu, e de que forma ele engrandece a comunidade da Maré - completou. 

DAMARÉ


A proposta do projeto, criado em 2010 pela Superintendência de Educação Ambiental (Seam) em parceria com a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), é criar um intercâmbio de informações entre as comunidades da Maré e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

3 de outubro de 2012

Blitz ambiental multa empresas em Duque de Caxias

Gerente de empresa interditada foi detido e responderá por crime ambiental que poderá resultar em multa de até dois milhões de reais

A empresa Montman foi multada e interditada por  
despejo de óleo no Rio Calombé (Foto: Luiz Morier)

Victor Vicente - Uma operação da Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria de Estado do Ambiente, realizada nessa quarta-feira, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, identificou e multou seis empresas por despejar óleo combustível e produtos químicos no Rio Calombé. Durante a ação, uma empresa foi interditada.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado do Ambiente, a empresa Montman Serviços e Reparos Marítimos e Terrestres, que realiza a limpeza de caminhões tanque de combustíveis, foi a que mais sofreu punições, sendo interditada e multada por operar sem licença ambiental, vencida desde julho de 2011, e por poluir o rio com óleo combustível. O gerente da empresa, Marcos Grilo, foi detido e conduzido à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), onde irá responder por crime ambiental.

– A empresa que interditamos hoje economizou 30 caminhões de sucção, a R$ 800,00 cada um, num total de R$ 24 mil, e vai arder em pelo menos R$ 2 milhões em multa –, disse o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc.

Outras cinco empresas que fazem a limpeza de caminhões tanque também foram notificadas e multadas por descumprir condicionantes da licença ambiental, como não promover a limpeza da caixa reparadora de água e óleo.

Segundo o secretário Carlos Minc, as empresas que forem apontadas como poluidoras do rio terão de bancar os custos para a sua despoluição, que pode chegar a R$ 50 milhões.

– O Rio Calombé está com 5 km de percurso completamente contaminados. Essas empresas que estão poluindo o rio terão de bancar sua despoluição, estimada em R$ 20 milhões –, afirmou Minc.

A operação teve apoio da Secretaria de Estado de Segurança, de policiais da Delegacia de Proteção ao Ambiente (DPMA), do Comando de Polícia Ambiental (CPAm), de técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da prefeitura de Duque de Caxias.

1 de outubro de 2012

Lagoas da Barra da Tijuca serão recuperadas

Trabalho contará com mais de meio bilhão de reais e incluirá a dragagem de sedimentos, que poderá beneficiar os canais de Marapendi, Joatinga bem como lagoas na região

reprodução
Lagoa de Marapendi, na Barra da Tijuca (Foto: Reprodução da internet)

Victor Vicente - Foi aprovado pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) o novo programa de recuperação ambiental das lagoas da Barra da Tijuca. Com investimento calculado em R$ 602 milhões, o projeto faz parte de uma série de iniciativas que buscam preparar o Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2016.

As obras serão conduzidas pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos e integram o programa de ações municipais e estaduais para a recuperação e o saneamento dos bairros de Jacarepaguá, do Recreio dos Bandeirantes e da Barra da Tijuca.

O Processo de recuperação inclui a dragagem de cerca de 5 metros cúbicos de sedimentos do sistema lagunar da região, atingindo os canais de Marapendi e Joatinga, além das lagoas de Camorim, da Tijuca, de Marapendi e de Jacarepaguá.

Uma ilha localizada entre as lagoas do Camorim e da Tijuca será ampliada, abrigando um novo espaço de lazer e estimulando a educação ambiental. Outra mudança será o prolongamento de 180 metros do Quebra-Mar da Barra da Tijuca, localizado na Foz do Canal da Joatinga. Para o prolongamento, serão usadas as pedras dos restos da obra de extensão da linha do metrô, que ligará a Barra ao resto da cidade.

As obras devem começar em fevereiro de 2013, com a emissão da licença ambiental e licitação ocorrendo até o fim deste ano.