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7 de dezembro de 2012

Fechamento de lixões até 2014 divide opiniões

Especialista afirma serem precisos mais de duas décadas de altos investimentos para implantar aterros sanitários em todo o país


Por serem monitorados, os aterros sanitários causam impactos ambientais bem menores que os lixões 


Claudia Bianco - Com o fechamento do Lixão de Gramacho, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, em junho deste ano, questionamentos sobre a disposição de resíduos sólidos voltaram a ser debatidos. O lixo, antes levado para Gramacho, terá como destino a Central de Tratamento de Resíduos (CTR), em Seropédica, na região metropolitana. Esta medida se enquadra na meta do Ministério do Meio Ambiente que prevê fechar todos os lixões do país até 2014.
Mas a meta é contestada por alguns setores da sociedade. Segundo o professor João Alberto Ferreira, do setor de Tecnologia de Aterro Sanitário da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), serão precisos 20 anos de fortes investimentos para implantar aterros sanitários em todo o país.
– É difícil imaginar que daqui a dois anos não exista mais lixões no país. Apesar de o número de aterros vir crescendo em áreas metropolitanas, não é tão simples assim. Precisaria de muito dinheiro, recursos e capacitação técnica. Essa meta exigiria um enorme compromisso do governo e prazos da lei, do Ministério Público e dos órgãos ambientais. Talvez só daqui a duas décadas o Brasil chegue a ser um país de aterros sanitários – explicou.
Julio Cesar Santos, secretário-geral do Instituto Doe Seu Lixo, ONG que atua na questão social dos catadores, tem uma visão mais otimista. Para ele, a meta pode ser alcançada se houver investimento em políticas publicas e infraestrutura de gestão de resíduos em todos os municípios.
Para João Alberto Ferreira, a alternativa para o volume de lixo são os aterros sanitários aliados à coleta seletiva e educação da população.
— Os aterros são as alternativas mais baratas do ponto de vista de investimento e do próprio custo operacional, já que o Brasil é um país com área disponível. Ao mesmo tempo, trabalhamos a coleta seletiva sabendo que é um processo lento, que os municípios têm recursos limitados e continuamos com o processo de educação ambiental nas escolas. Essas instituições também têm a função de lutar contra o processo do consumo desenfreado. É um processo que a sociedade vai ter que compreender – analisou.
Mas, será que é possível aliar progresso econômicos à sustentabilidade? Para Julio Cesar, sim, mas é preciso comprometimento.
— Na ONG tentamos mostrar que é possível conciliar desenvolvimento, geração de empregos, aumento de renda e da qualidade de vida com a redução de impactos ambientais. É preciso que os setores público e privado invistam em novas tecnologias e em políticas públicas voltadas para a inclusão da população e da preservação e aprimoramento dos recursos naturais – afirmou.
Lixão x aterro sanitário
Uma das dúvidas mais frequentes sobre o tema é a diferença entre lixão e aterro sanitário. Para o professor João Alberto, chamar aterro sanitário de lixão é um desserviço, pois cria uma imagem pública errada.
Ele explica que aterros sanitários são obras de engenharia, projetados, construídos e operados como obras de engenharia. Lixão é uma área qualquer onde se joga o lixo sem cuidado, controle ou instrução. Os impactos ambientais causados pelos aterros são limitados, já que são áreas monitoradas. Já os impactos ambientais causados pelos lixões são imensos. Poluição, incêndios, fonte de vetores, mau cheiro e doenças cancerígenas são alguns dos exemplos.
Novos rumos em Gramacho
Após o encerramento do lixão, 1.600 catadores receberam indenização e o Governo prometeu cursos de capacitação profissional. Serão construídos cinco centros de triagem de resíduos sólidos no Rio de Janeiro e cerca de 1.500 postos de trabalho. Julio Cesar Santos, do Instituto Doe seu Lixo, sinaliza a importância da capacitação técnica para esses catadores.
— Com a capacitação, eles passam a entender sua importância na cadeia produtiva da reciclagem e a perceber que, além da questão ambiental, a reciclagem pode ser um bom negócio. Eles passam a produzir mais, podem aumentar sua renda e melhorar sua qualidade de vida – disse.
A área onde ficava localizado o lixão de Gramacho levará muito tempo para se recuperar. No local será instalada uma usina de biogás, que vai usar o metano produzido pela decomposição do lixo para fabricar gás. Esse material vai ser destinado à Refinaria de Duque de Caxias (Reduc) para a geração de energia.
Fonte: Blog Elos de Cidadania

28 de novembro de 2012

Projeto Oxum Rio Ijexá 2012 premia personalidades

Prêmio Espelho D'Água é concedido para pessoas de destaque em diversas áreas 


A Superintendente de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), Lara Moutinho, será uma das pessoas que receberá o “Prêmio Espelho D’Água”, concedido pelo Ilê Axé Funmilayó Omi  Dun, através do Projeto Oxum Rio Ijexá 2012. Esta premiação tem o objetivo de homenagear seis pessoas de destaque  nas  áreas da Saúde, Educação, Mídia, Religiosidade, Ambiente e Cultura.

4 de outubro de 2012

No dia da natureza é importante repensar atitudes

As posturas ecologicamente sustentáveis devem ser adotadas pela coletividade, e não se resumem às medidas governamentais

É importante que o homem crie consciência ecológica e entenda que a degradação ambiental de hoje trará inúmeros malefícios para as gerações de amanhã (foto: reprodução internet)

Victor Vicente É comum tomarmos por natureza apenas o ambiente em que vivemos, mas seu sentido se desenrola numa direção muito mais ampla do que acreditamos a princípio. O termo natureza equivale-se ao mundo natural, ao estado de princípio das coisas. Natura, palavra latina que originou a palavra natureza em língua portuguesa, significa “qualidade essencial, disposição inata, ou ainda, curso das coisas e o próprio universo”. Entende-se, portanto, que o natural não se limita apenas ao ambiente, mas sim, o ambiente é parte integrante do que é natural.

Muitas vezes, o termo exclui o ambiente construído pelo homem - o artificial -, sendo atribuído apenas ao ambiente natural, associando-se à vida selvagem, aos fenômenos e recursos naturais. O resultado da transformação das matérias-primas, assim como as transformações da natureza resultantes da ação do homem não podem ser consideradas como um produto natural.

Em seu processo evolutivo, o homem passou a se apropriar cada vez mais da natureza e deixou de pensar  em si como integrante do natural. Mas, apesar de todo o contexto urbano, industrial e evolutivo, o homem faz parte da natureza e é essencial para continuidade dela.

Repensar as atitudes que tomamos em relação ao ambiente e à natureza como um todo é uma decisão que precisa ser tomada agora e por todos. A mudança vem nas pequenas atitudes, no convívio, no cotidiano. Buscar um crescimento sustentável não é uma luta que se restringe aos órgãos governamentais. A sociedade partilha da mesma grande responsabilidade e a mudança só virá com a participação de todos.

21 de setembro de 2012

Dia 21 é dia para defender a flora

Comemorado há 47 anos, o dia da árvore é um incentivo para a reflexão sobre a importância de preservar o ambiente



O ipê-amarelo e outras árvores do país podem estar
ameaçadas (Foto: Reprodução internet)
Jade Curvello e Paloma Quintão - No dia 21 de setembro é comemorado no Brasil o Dia da Árvore. A data foi escolhida devido à proximidade com a Primavera, a estação mais florida do ano, que começa dia 22. As árvores são de extrema importância para a vida humana, já que mantêm a umidade do ar e ajudam a diminuir a poluição atmosférica. Isto ocorre porque suas folhas dissolvem o gás carbônico proveniente da queima de combustíveis.

Sua presença no ambiente evita desastres naturais como os que aconteceram nos últimos anos, principalmente nos municípios da Região Serrana do estado do Rio de Janeiro. As tragédias ocorrem em decorrência da intensa degradação das encostas provocada principalmente pelo homem. Com a ausência das raízes, o solo não permanece firme. Logo, quando chove, os deslizamentos são mais frequentes.

Para que esse dia continue sendo comemorado, é importante que seja desenvolvida a conscientização do uso legal das árvores. Não se pode comercializar madeira ilegal, desmatar encostas, assim como é necessário que haja o replantio desse bem primordial.

No Brasil, a comemoração envolve principalmente o ipê-amarelo, a árvore símbolo do país, tirando o título que muitos acreditam ser do pau-brasil. O ipê-amarelo está presente em todo o território nacional, dando vida e cor aos seus cenários. Porém, infelizmente esse colorido pode estar com os dias contados, já que sua presença em habitats naturais é rara. 

17 de setembro de 2012

Caminhada reúne membros de diversas religiões

Secretaria estadual do Ambiente participou da Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa em Copacabana com ala composta por agentes ambientais e líderes religiosos


Manifestantes se reúnem em nome da diversidade religiosa

Aline Macedo - Com o lema “caminhando a gente se entende”, a 5ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa tomou conta da orla de Copacabana, ontem (16). Promovida pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, com diversas outras entidades, o evento saiu do Posto 6, e seguiu de lá até a altura da Praça do Lido, em uma grande confraternização que reuniu, segundo os organizadores, cerca de 210 mil fiéis das mais diversas crenças.

A Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), marcou presença com a ala Elos da Diversidade, núcleo do programa Ambiente em Ação, que visa compatibilizar práticas religiosas e conservação da natureza, atuando com educação ambiental e ações de combate à intolerância religiosa. O programa dirige-se tanto às lideranças religiosas como aos técnicos de áreas conservadas.

Realizado em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro e com lideranças religiosas, o Elos da Diversidade defende a criação de espaços sagrados em áreas protegidas, para preservar tanto os recursos naturais quanto as práticas culturais a eles associados.

Em agosto deste ano, o programa lançou o Projeto Espaço Sagrado da Curva do S, uma parceria da SEA com o Parque Nacional da Tijuca e a Prefeitura do Rio, que vai entregar à cidade um local dedicado às práticas de religiões de matrizes africanas no meio da Floresta da Tijuca. Com entrega prevista para o segundo semestre de 2013, o espaço fornecerá aos religiosos a infraestrutura necessária para que realizem suas práticas de maneira ambientalmente sustentável.

Mais informações:
Coordenação Elos da Diversidade: (21) 2332-5623 e 2334-5899
Assessoria de Imprensa: (21) 2334-0184

Visite a página do programa no Facebook: /ambienteemacao


14 de setembro de 2012

Ambiente em Ação ajuda mutirão a limpar praia

Evento para comemoração do Dia Mundial da Limpeza reúne voluntários, inclusive membros do projeto Ambiente em Ação, para conscientização ambiental


Pina Bastos - No próximo dia 15, sábado, será comemorado mais um Dia Mundial da Limpeza. Pela décima vez, empresas privadas e órgãos públicos de todo o planeta organizarão atividades para coleta de plástico e lixo reciclável em praias e rios. Com os 125 países participantes, a expectativa é que cerca de 35 milhões de pessoas em todo o globo sejam mobilizadas para participarem das ações nos seus respectivos países e cidades.

Para este ano, a novidade no Rio de Janeiro é a participação do Ambiente em Ação, projeto da Superintendência de Educação Ambiental, com a participação de adolescentes, jovens e do líder comunitário do Salgueiro, Leonardo Correa, um dos maiores incentivadores do programa na comunidade.

No Brasil, o Clean Up The World, como é conhecido internacionalmente, teve início em 2003 na praia de Copacabana, com 200 voluntários e 28 mergulhadores. Em 2012, o evento acontecerá em pelo menos 40 localidades distintas de todo o país, que juntas contam com 15 mil voluntários.

Para as ações de limpeza das praias, os voluntários receberão sacolas de plástico reciclado, luvas e uma ficha de coleta, na qual o lixo será quantificado e qualificado, o que possibilitará futuras pesquisas e análises dos resíduos e microlixos encontrados. Além disso, parte do material recolhido irá para cooperativas e instituições de reciclagem.

Com todas essas atividades, os organizadores e idealizadores do evento visam colher o maior número possível de materiais plásticos e recicláveis, bem como aumentar o número de voluntários e conscientizar a população para uma gestão melhor dos resíduos, diminuindo, assim, o impacto ambiental e promovendo a geração de renda.


Mais informações:
Coordenação Seam: (21) 2334-5899
Assessoria de Imprensa: (21) 2334-0184



Visite a página do programa no Facebook: /ambienteemacao

13 de setembro de 2012

Ação impede crime ambiental na Barra da Tijuca

O secretário do Ambiente, Carlos Minc, participou pessoalmente da atividade que selou um saída nociva de esgoto in natura em condomínio do bairro

Foto: Marcos Tristão/ O Globo

Victor Vicente - Uma operação realizada pela Coordenadoria Integrada de Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria de Estado do Ambiente, lacrou a saída de esgoto in natura do condomínio Vivendas da Barra na lagoa de Marapendi com uma “rolha ecológica”, uma tampa de 50cm de diâmetro que bloqueia a saída de dejetos.

Segundo a Cedae, o condomínio foi notificado em março de 2010 e multado, mas ainda não fez a devida ligação com o esgoto. O secretário de Ambiente, Carlos Minc, considera sem sentido um grande investimento do poder público em saneamento, se os condomínios não se regularizam.
                                                                           

Mascote da Copa de 2014 é espécie ameaçada

A escolha, que representa o Brasil, reforça a visibilidade dos biomas caatinga e cerrado, além de incentivar a preservação desse animal, o tatu-bola



Foto: Divulgação
Jade Curvello e Paloma Quintão - Recentemente, foi escolhido o mascote da Copa de 2014. Como o grande evento acontecerá no Brasil, foi escolhida pelos organizadores uma espécie representante da fauna nacional, o tatu-bola. Com o nome científico de Tolypeutes tricinctus, o animal vive no cerrado e na caatinga, e recebe a palavra “bola” em seu nome usual justamente porque é a única espécie de tatu capaz de se enrolar completamente dentro da carapaça, formando uma bola. Curioso, não é? Mas a triste notícia é que esse animal faz parte do Livro Vermelho da fauna brasileira, relação das espécies que correm o risco de desaparecer. Por isso, é importante saber mais sobre esse mascote.

Tatu-bola corre o risco de desaparecer

Foto: Reprodução Internet
De acordo com o Livro Vermelho dos mamíferos, organizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e realizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), esse tipo de tatu é, não só o menor, mas também o menos conhecido. Isso por ser a única espécie desse mamífero endêmica no Brasil, ou seja, se reproduz somente em determinadas regiões, o que impede sua disseminação pelo território brasileiro. Seu habitat natural se resume ao cerrado e à caatinga, e em estados como Sergipe, Ceará e Pernambuco o tatu-bola está praticamente extinto. Esse é um dos fatores da extinção do Tolypeutes tricintus.

Outra causa para o seu desaparecimento é a facilidade da caça ilegal. O bolinha, como é chamado popularmente, não sabe cavar buracos e, por isso, tem dificuldades para se defender. Além disso, a reprodução escassa aumenta ainda mais os efeitos dessa prática ilegal. Como uma fêmea pode ser acompanhada por mais de um macho, na época do acasalamento eles se encontram sempre em grupos, e quando a reprodução ocorre, nasce somente um filhote. Em casos raros, nascem dois bolinhas. Isso propicia a caça, já que se torna possível capturar vários de uma só vez.

Um problema muito comum que atinge não só o tatu-bola, como outros animais, é a destruição do habitat natural. De acordo com informações coletadas no Livro Vermelho, o cerrado está sendo progressivamente devastado devido à produção de soja e cana-de-açúcar, muito comum nessa região. Já a caatinga, assim como o Pantanal, tem o processo de ocupação dificultado pela dinâmica peculiar de seus ciclos hidrológicos, o que contribui para a modificação de sua paisagem.

É possível auxiliar na preservação da espécie

Foto: Portal São Francisco
A melhor forma de começar qualquer processo de conservação é gerar uma consciência ambiental. Para isso, é essencial que se invista em projetos de educação ambiental, voltados não só para crianças, mas também para as pessoas que vivem nas regiões onde ainda é possível encontrar o tatu-bola, com o objetivo de diminuir a caça dessa espécie. A criação de Unidades de Conservação é outro importante aliado para a preservação dos habitats naturais, mas isso não significa que seja preciso encerrar as atividades de agricultura mecânica nessas regiões. O ideal é fazer um equilíbrio entre o desfruto e o cuidado com o ambiente, para que não aconteça com outras espécies o que está acontecendo com o tatu-bola.

3 de setembro de 2012

Festival mostra filmes de cunho ambientalista

O evento conta com 13 longas, de vários países, e acontece no Rio entre os dias 31 de agosto e 6 de setembro

Victor Vicente - Em meio ao cenário de discussões e debates sobre o ambiente, acontece no Rio de Janeiro, o Festival Internacional do Audiovisual Ambiental, que reúne produções nacionais e internacionais voltadas, especificamente, para as questões ambientais.

O Filmambiente, em sua segunda edição, busca contribuir principalmente para a ampliação do conhecimento e da consciência sobre as mudanças comportamentais necessárias para a preservação da vida no planeta, desde as mudanças individuais até as do poder público e privado. Criando, através do melhor da produção audiovisual, um panorama de ideias e ações para que o público possa chegar em suas próprias conclusões sobre as questões ambientais.

 O festival conta com 13 longas e 17 curtas que foram selecionados dentre mais de 300 títulos de 17 países. Ele acontece no Rio de Janeiro de 31 de agosto a 6 de setembro de 2012.