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14 de dezembro de 2012

Mutirão retira 40 toneladas de resíduos na Floresta da Tijuca


A ação dos voluntários desobstruiu o rio que passa pelo Espaço Sagrado da Curva do S (Foto: Larissa Amorim)

Lourival Mendonça - O mutirão de limpeza e conservação, realizada na quinta-feira (13/12), revitalizou à Curva do S, localizada na Floresta da Tijuca, Zona Norte do Rio. Cerca de 250 voluntários, entre lideranças religiosas e adeptos de religiões de matriz africana, promoveram um grande esforço de mobilização e recolheram 40 toneladas de resíduos do local. O mutirão teve, ainda, a finalidade de sensibilizar a população e órgãos públicos para a causa de grupos que ainda sofrem com a intolerância religiosa.

Para limpar os rios, cachoeiras e os terrenos, os participantes foram divididos em seis grupos. Munidos de galochas, luvas, espátulas, vassouras e sacos plásticos, religiosos e voluntários de diferentes gerações se espantaram com a quantidade de resíduo que encontravam. Para Karoline da Silva Santos, de 13 anos,  “é importante que as gerações mais novas venham aqui e vejam o desrespeito ao ambiente, pois é o futuro de nossa religião que está em jogo”.

Segundo a superintendente de Educação Ambiental, Lara Moutinho, a importância da conservação do espaço sagrado enfrenta a barreira cultural da degradação do ambiente. De acordo com Lara, é essencial regulamentar a prática religiosa.

– Há leigos que, sem nenhuma relação de sacralidade com a área, deixam o resíduo no local. O religioso que acessa as áreas naturais não deixa resíduos. Não dá mais para acumular os restos de oferendas em qualquer lugar, a natureza não tem como absorver os resíduos produzidos – disse Lara.

De acordo com o consultor do Elos da Diversidade e articulador junto a comunidades e povos de terreiros, Pai Renato de Obaluaê, pedir licença à natureza para prestar esse serviço é fundamental.

– Nada na nossa religião pode ser feito sem essa reverência, que é ao mesmo tempo uma saudação e um pedido de permissão para agirmos sobre ela – ressaltou.

Ações de limpeza geram materiais reaproveitáveis
Parte dos resíduos recolhidos no mutirão será destinada à reciclagem. Após a limpeza e a desinfecção, os oberós (alguidares) servirão como vasos de planta ou como objeto decorativo. Cestos de palha, louças brancas, imagens e tecidos também foram encontrados e poderão ser reutilizados.

Maria da Graças de Oliveira Nascimento, integrante do Movimento Inter-religioso (MIR) explicou o significado do evento e ressaltou a relação do religioso com a natureza:

– Raramente essas pessoas se encontram e existem muitas diferenças entre eles, mas estamos aqui resignificando todo um conjunto de coisas. Povos do candomblé guardam uma ligação muito íntima e conservacionista com a natureza, já que sem as folhas não há axé. Aqui o que existe é uma pedagogia da harmonia com o divino – afirmou.

Para ela, o processo de urbanização provocou um desajuste entre as práticas religiosas e o ambiente, já que as oferendas que antes eram enterradas agora ficam expostas. A degradação dos parques e das unidades de conservação faz parte desse desequilíbrio.

– Hoje, o problema do lixo é consequência de toda uma cultura ambiental que isolou a natureza do homem, que a vê como meio e não como fim. Por isso é preciso se reeducar, e no caso dos povos de terreiro, esse processo passa pela busca da verdadeira essência dessas religiões, que é a ligação sistêmica com a natureza – disse Marias das Graças.

Ao término do mutirão, Oxum, a grande e amorosa mãe que traz o axé das águas doces, foi homenageada. Um dos seus filhos mais ilustres, Pai Zezito, introdutor do culto Ijexá no estado do Rio de Janeiro e uma das lideranças mais antigas do candomblé, lembrou da importância do mutirão e do encontro que ele proporcionou.

– Com os mutirões, as pessoas vão se educando, vendo e aprendendo. A limpeza também serve para lembrar que a natureza é inseparável do candomblé, que seu fundamento é a reverência às folhas, as árvores. Por isso, a educação é fundamental – concluiu Pai Zezito.

11 de outubro de 2012

Ambiente Saudável é Ambiente Sem Homofobia


O programa Ambiente em Ação, desenvolvido pela Superintendência de Educação Ambiental do Estado do Rio de Janeiro, promoverá entre os dias 16 de outubro e 6 de dezembro o curso Ambiente Saudável é Ambiente sem Homofobia. O projeto tem como objetivo sensibilizar as pessoas em relação à temática ambiental articulada às questões de direitos humanos, cidadania, saúde mental, corpo, gênero e sexualidade.

O curso também proporcionará a capacitação em técnicas de reaproveitamento de materiais recicláveis para participantes do movimento LGBT, usuários dos centros de referência da cidadania LGBT, gestores públicos, estudantes e demais interessados. Quem deseja participar tem até amanhã (12/10) para fazer a inscrição, que pode ser feita na própria Superintendência de Educação Ambiental, na Avenida Venezuela, 110 – 5º Andar, das 13h30 às 18h.


28 de setembro de 2012

Passeata reafirma necessidade da tolerância religiosa


Quinta Caminhada pela Liberdade Religiosa reuniu milhares de pessoas em Copacabana e reiterou a importância do diálogo inter-religioso


Intolerância religiosa: um passado ainda presente
(Foto: Marcos Maia)

Lourival Mendonça - Assim como a intolerância, a arte da convivência e do respeito entre as religiões atravessa séculos de história. Nessa trajetória, momentos como o da Caminhada pela Liberdade Religiosa, ocorrida no domingo (16), representam a esperança de que um dia todos caminhem para o reconhecimento da diversidade de culturas e crenças. A presença do Programa Elos da Diversidade, da Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria do Estado de Ambiente (SEA), fez lembrar aos participantes da caminhada que a agenda da tolerância religiosa inclui também o respeito à natureza como lugar de devoção e espaço do sagrado. 

Mãe Meninazinha: não temos que ser tolerados,
temos que ser respeitados (Foto: Marcos Maia)
É dessa forma que Mãe Meninazinha de Oxum, uma das mais antigas ialorixás em atividade no Rio de Janeiro, resume sua luta. Ela acredita no poder do diálogo e do respeito, porém, reconhece que há muito que avançar. Para ela, a fé em Deus e o respeito à natureza andam de mãos dadas. 

“Nós, que somos ialorixás, sempre fomos guardiões da natureza. O orixá é a natureza, pedra, água, mata. E por isso, não podemos usar certos materiais, como barro, louças e garrafas em nossas oferendas. Não se usa garrafa, vela, alguidar. Usam-se folhas de bananeira, cabaças e outros materiais”, completou.

O padre Leonardo Holtz, da paróquia de Santa Terezinha, em Botafogo, no Rio de Janeiro, defendeu, durante a caminhada, que o verdadeiro cristianismo deve emergir em atitudes como a busca do diálogo e da compreensão. 


“A ideia de ‘Deus’ não é propriedade de uma religião. Independentemente do credo de cada um, é preciso reconhecer que a religiosidade do outro é importante. Cristo sabia valorizar cada um em sua individualidade. Não adianta pregar o amor de Cristo e não colocar isso em prática. Em nome da nossa fé, é o que tentamos fazer aqui, juntos”, afirmou o padre. 

Segundo Gustavo Fonseca, dirigente do Lar de Caridade de Quatis, município do interior fluminense, os rituais da umbanda não são realizados na natureza, mas reconhece que a preservação do ambiente é bandeira de todos que lidam com o sagrado. 

“Viemos (à caminhada) somente com o propósito de somar, com a nossa doutrina, que é a umbanda, e estamos aqui para defender o respeito, com todos os médiuns e ogãs da casa. Já que se conhece a árvore pelo seu fruto, a quantidade de pessoas aqui já responde por si só. Cada um com sua cultura, com seu jeito de viver a espiritualidade”, concluiu.



20 de setembro de 2012

Religiosos defendem o ambiente

Líderes de diversos credos afirmam que a preservação do ambiente está intimamente ligada à visão de mundo de suas correntes

Foto: Larissa Amorim


Pina Bastos - A equipe do Elos da Diversidade colheu depoimentos de praticantes de diversas religiões na 5ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que ocorreu neste domingo (16), em Copacabana. Eles falaram sobre suas práticas, preconceito, intolerância e sobre como é a relação entre essas religiões e a natureza.

O Elos da Diversidade é um braço do programa Ambiente em Ação, da Superintendência de Educação Ambiental, da Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro, que tem como objetivo compatibilizar práticas religiosas e conservação da natureza, atuando na educação ambiental e em ações de combate à intolerância religiosa. 

Líder do Candomblé vê a humanidade como uma grande família



Luiz Américo Henriques Barbosa diz que o candomblé vê a humanidade como uma grande família e prega a irmandade humana. Esta fé tem suas raízes na República do Benim e segue a linha da tribo de Jêje. “O candomblé depende da natureza, pois todas as nossas divindades estão ligadas a algum elemento da natureza: rio, cachoeira, mar, floresta. Se acabar a natureza, acaba a religião”, diz ele, e continua: "precisamos urgentemente de uma política ambiental urbana, pois muitas árvores sagradas para o candomblé, como a cameleira branca, o dendezeiro e o obizeiro, só são encontradas em casas antigas". Ele ressalta que os ataques verbais e físicos aos yaôs (iniciados) diminuíram depois de promulgada a lei proibindo a intolerância religiosa (lei 11.635, de 27 de dezembro de 2007).


Foto: Larissa Amorim

Água é sagrada para a Umbanda





Edwer Garcia declara que os umbandistas respeitam a natureza porque precisam dela: "é com a água do mar que lavamos o mal e é com as folhas de certas árvores que fazemos osorôs ou curas. A nossa nação é da linha de Angola. A umbanda é um culto de origem africana, mas nascido no Brasil." As cerimônias também consistem de louvores em forma de cânticos e toques de atabaque, como no candomblé, quando podem ocorrer transes, e também podem ser feitas consultas a búzios, que dão origem a “obrigações” - ações que os fieis devem realizar com algum propósito. Todos ligados à natureza, os deuses da umbanda e do candomblé são os mesmos - mas com nomes diferentes -, atesta Edwin.


Padre reafirma importância do diálogo inter-religioso

Foto: Larissa Amorim

O padre Geraldo Marques, da paróquia de Santa Edwiges, em Sepetiba, afirma: "A tolerância é um exercício diante da falta de diálogo. A intenção de muitos católicos é a aproximação com outras religiões, a compreensão e o amor, pois, apesar das diferenças, não se pode nem deve demonizar a religião dos outros". Em confraternização com um representante do judaísmo, o padre fala de pontos em comum entre as duas religiões: "Temos as mesmas raízes". Também dessa paróquia, os padres Geraldo Natalino e o diácono Damasceno marcam presença na Caminhada. Diz Geraldo Marques: "precisamos conversar mais com fieis de outras religiões, nos aproximar mais. Chega de isolamento".




Representante da Federação Israelita deseja melhores votos

Foto: Larissa Amorim

Helio Koifman, vice-presidente da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj), declara: "no Brasil o preconceito é generalizado, mas a integração judaica no país se deu em função da intolerância em outros países. Viemos de muitos lugares e o Brasil nos acolheu". O dia da caminhada vem a ser o Rosh Hashana, dia do ano novo judaico, o ano 5.773, e ele deseja a todos Shana Tová (Feliz Ano Novo). Koifman afirma: "a liberdade religiosa é fundamental para a democracia no Brasil. Sem liberdade religiosa não existe democracia”.



SERVIÇOS

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Sociedade de Cultos Afro Kere Ahoçu-ho Lefan
Rua Iriquitiá, 548, Taquara, Jacarepaguá
Tel: 3342-3964.

Terreiro umbandista
Rua 12, número 2, centro de Piabetá
Tel: (24)9377-1715.

Paróquia de Santa Edwiges
Rua Santa Edwiges, 300, Sepetiba
Tels: 3317-7252 e 9411-9748

Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro
Av. Nossa Senhora de Copacabana, 680, cobertura,  Copacabana
Tels: 2236-4367 e 9989-2834
hkoifman@hotmail.com



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Coordenação Elos da Diversidade: (21) 2332-5623 e 2334-5899
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19 de setembro de 2012

Cerimônia reforça valor da tolerância religiosa

Elos da Diversidade participa da coletiva de imprensa da 5ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, onde líderes dividiram o pão como gesto de respeito mútuo

Foto: Aline Macedo
Aline Macedo - Antes da 5ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, ocorrida no último domingo (16), na praia de Copacabana, lideranças religiosas se reuniram no Clube Israelita Brasileiro para partilhar o pão, de maneira simbólica e estabelecer gesto  de respeito mútuo. O evento também reivindicou que a Caminhada, realizada anualmente no terceiro domingo de setembro desde 2008, seja incluída no calendário oficial da cidade.

A Superintendência de Educação Ambiental, através do Elos da Diversidade, um dos braços do programa  Ambiente em Ação, marcou presença na Caminhada com uma ala formada por ambientalistas e lideranças religiosas.

Na coletiva de imprensa, o babalawo Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão Contra a Intolerância Religiosa (CCIR), entidade organizadora da Caminhada,  relembrou o episódio que motivou a criação do grupo, quando alunos de uma escola pública foram impedidos de celebrar as festas de São João pela diretoria. Para evitar situações semelhantes no futuro, a CCIR preparou uma carta compromisso endereçada aos candidatos a prefeito na qual os eventuais signatários se comprometem a garantir o liberdade de expressão das manifestações religiosas públicas.

Foto: Aline Macedo

Os participantes do evento defenderam os mesmos ideais: que todas as crenças tenham o devido reconhecimento e respeito. Candomblecistas, muçulmanos, umbandistas, cristãos (entre católicos, protestantes e kardecistas), judeus, seguidores do Santo Daime e da Fé Baha’i, budistas, maçons, ciganos, hare krishnas e agnósticos saudaram-se e ressaltaram a importância da diversidade.

O representante da maçonaria, Ubiratan Ângelo, comparou o encontro a um prisma, no qual as diversas cores das religiões se unem em uma só. Dom Pedro Cunha, bispo e interlocutor da Igreja Católica, desejou que esse encontro possa ser “uma verdadeira expressão da unidade na diversidade”.



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18 de setembro de 2012

Religiosos conciliam suas crenças com a natureza


Caminhada que ocorreu no último domingo expressou necessidade de tolerância entre as diversas confissões e pela respeito pela natureza, que na opinião de manifestantes, é essencial para a fé


Foto: Marcos Maia

Jade Curvello - Entre judeus, católicos, mulçumanos e religiões de matrizes afro, o componente Elos da Diversidade do programa Ambiente em Ação, da Superintendência de Educação Ambiental (Seam), participou da 5ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, mostrando que é possível unir religiosidade e conservação ambiental. Afinal, “quem respeita a diversidade religiosa, respeita a natureza”, na concepção dos idealizadores do projeto.


A participação na caminhada foi através de uma ala composta por agentes ambientais e líderes religiosos. O coordenador do Elos da Diversidade, Carlos Frederico Loureiro, ressaltou a importância da consciência entre os que utilizam a natureza para professar a sua fé. “Uma consciência ambiental maior ajuda a evitar e superar os conflitos. A prática mais correta do ponto de vista da conservação é a manutenção das tradições em contato direto com a natureza”, afirmou.


A candomblecista Flavia Coutinho, que também esteve presente na caminhada, acredita ser importante a criação de Espaços Sagrados em Unidades de Conservação. Ela defende o Elos da Diversidade, e acredita que “é necessário que haja uma união entre o governo e os praticantes da religião, para que, dessa forma, a área sagrada tenha sua auto-renovação”.


Carlos Frederico também afirma que há uma compreensão por parte dos religiosos sobre a tentativa de inserção de métodos de oferendas ecologicamente corretas. “Temos tido uma boa aceitação, já que eles entendem que é preciso cuidar da natureza para manter a própria tradição”, encerra o coordenador.  


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17 de setembro de 2012

Caminhada reúne membros de diversas religiões

Secretaria estadual do Ambiente participou da Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa em Copacabana com ala composta por agentes ambientais e líderes religiosos


Manifestantes se reúnem em nome da diversidade religiosa

Aline Macedo - Com o lema “caminhando a gente se entende”, a 5ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa tomou conta da orla de Copacabana, ontem (16). Promovida pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, com diversas outras entidades, o evento saiu do Posto 6, e seguiu de lá até a altura da Praça do Lido, em uma grande confraternização que reuniu, segundo os organizadores, cerca de 210 mil fiéis das mais diversas crenças.

A Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), marcou presença com a ala Elos da Diversidade, núcleo do programa Ambiente em Ação, que visa compatibilizar práticas religiosas e conservação da natureza, atuando com educação ambiental e ações de combate à intolerância religiosa. O programa dirige-se tanto às lideranças religiosas como aos técnicos de áreas conservadas.

Realizado em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro e com lideranças religiosas, o Elos da Diversidade defende a criação de espaços sagrados em áreas protegidas, para preservar tanto os recursos naturais quanto as práticas culturais a eles associados.

Em agosto deste ano, o programa lançou o Projeto Espaço Sagrado da Curva do S, uma parceria da SEA com o Parque Nacional da Tijuca e a Prefeitura do Rio, que vai entregar à cidade um local dedicado às práticas de religiões de matrizes africanas no meio da Floresta da Tijuca. Com entrega prevista para o segundo semestre de 2013, o espaço fornecerá aos religiosos a infraestrutura necessária para que realizem suas práticas de maneira ambientalmente sustentável.

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1 de março de 2012

III ENCONTRO NACIONAL MULHERES DE AXÉ

Nos dias 09 e 10 de março de 2012 vai acontecer o III Encontro Nacional Mulheres de Axé, na cidade do Rio de Janeiro. O evento faz parte das ações promovidas pela Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde e conta com o apoio da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, do Ministério da Saúde, do Fundo de População das Nações Unidas(UNFPA) e da Fundação Cultural Palmares.

24 de janeiro de 2012

IV Encontro de Terreiro é um sucesso de participação


No sábado, dia 14 de janeiro, aconteceu o IV Encontro de Povos e Comunidades de Terreiro do núcleo Elos da Diversidade.

Organizado no âmbito do programa Ambiente em Ação, a atividade visa sensibilizar e mobilizar as comunidades de terreiro da Baixada Fluminense e da Zona Oeste do Rio de Janeiro para a construção de propostas relacionadas ao acesso e uso das áreas naturais protegidas para práticas religiosas.

Dessa vez, a anfitriã do evento foi a Yalorixá Palmira de Iansã, que abriu as portas de seu Ile Omon - Oya – Legi para receber religiosos de várias matrizes.

Segundo a superintendente de Educação Ambiental, Lara Moutinho da Costa, “a proposta nasceu de experiências anteriores com o grupo Meio Ambiente e Espaços Sagrados, do Parque Nacional da Tijuca e a campanha Elos de Axé, do MIR (Movimento Inter-Religioso). O objetivo é estreitar e fortalecer os elos entre a diversidade biológica e a cultural, visando à conservação dos recursos naturais e das práticas sociais a eles associadas”.

O Encontro contou com aproximadamente 100 participantes e reuniu grandes nomes da luta contra a intolerância religiosa, como Ivanir dos Santos, coordenador da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Jose Beniste, historiador, conferencista e fundador do curso "Brasil-Nigéria” de língua Yorubá", Kátia Perobelli, secretária de Meio Ambiente de Mesquita, Mãe Torody D’Ogum da Rede Nacional Afro Brasileira de Saúde e Mãe Meninazinha D’Oxum, Yalorixá fundadora da Sociedade Civil e Religiosa Ilê Omolu e Oxum.

A partir do acúmulo das várias discussões sobre educação, ambiente, cultura e enfrentamento à intolerância religiosa, promovidas desde o I Encontro, surgiu como proposta a construção de um espaço de referência ambiental para práticas religiosas.

Para o articulador do núcleo, o Pai Flávio Guimarães, a atividade foi “uma proveitosa reunião entre técnicos das áreas ambiental, acadêmica e religiosa. Com tantos axés reunidos conseguimos fortalecer substancialmente a luta por um mundo socialmente livre, culturalmente tolerante e ambientalmente responsável. Um verdadeiro elo pela diversidade”.

Criado pela Superintendência de Educação Ambiental, o componente Elos da Diversidade do programa Ambiente em Ação tem o objetivo de favorecer o diálogo entre os saberes religiosos e o conhecimento científico, que por caminhos e olhares diferentes, cuidam e protegem a natureza.

Maiores informações através do e-mail programa.ambienteacao@gmail.com ou pelo telefone 2334-5899.

8 de dezembro de 2011

ELOS DA DIVERSIDADE PROMOVE 3 GRANDES ENCONTROS DE TERREIRO

O Núcleo Elos da Diversidade fecha suas atividades de 2011 com um grande saldo de mobilização junto às Comunidades de Terreiro.

Organizado no âmbito do programa Ambiente em Ação, o Núcleo atua com Educação Ambiental, Cultura e Combate à Intolerância Religiosa.

Segundo a Superintendente de Educação Ambiental Lara Moutinho da Costa “a proposta nasceu de experiências anteriores com o grupo Meio Ambiente e Espaços Sagrados, do Parque Nacional da Tijuca e a campanha Elos de Axé, do MIR (Movimento Inter-Religioso). O objetivo é estreitar e fortalecer os elos entre a diversidade biológica e a cultural, visando à conservação dos recursos naturais e das práticas sociais a eles associadas”.

Nesse ano foram realizados 3 Encontros de Povos e Comunidades de Terreiro.

Um no Ilê Axé Efon, casa do Babalorixá Elias de Iansã, em Nova Iguaçu, que teve como articulador Aderbal Ashogun.

Outro na APAACABE (Associação de Proteção dos Amigos e Adeptos do Culto Afro Brasileiro e Espírita), que fica no bairro de Cosmo na Zona Oeste do Rio. Com apoio de seu presidente, o Babalorixá Luiz do Omolu, e a articulação da Ekedi Basília Paula.

E o mais recente organizado pela Yalorixá Torody de Ogum no Ile Ásè Alá Koro Wo, em São João de Meriti.

A ideia desses encontros iniciais é sensibilizar e mobilizar as populações da Baixada Fluminense e da Zona Oeste do Rio de Janeiro para a construção de propostas relacionadas ao acesso e uso das áreas naturais protegidas para práticas religiosas.

Entre técnicos da área ambiental, membros do Poder Público, representantes de organizações da Sociedade Civil e líderes religiosos, cada encontro reuniu em torno de 80 pessoas.

Criado pela Superintendência de Educação Ambiental, o Elos da Diversidade tem o objetivo de favorecer o diálogo entre os saberes religiosos e o conhecimento científico, que por caminhos e olhares diferentes, cuidam e protegem a natureza.

O próximo Encontro de Povos e Comunidades de Terreiro já está marcado para o ano que vem, no dia 14 de janeiro, na Casa da Yalorixá Palmira de Oyá, em Mesquita.

Maiores informações através do e-mail programa.ambienteacao@gmail.com

Um fim de ano com muito axé para todos!

18 de novembro de 2011

ELOS DA DIVERSIDADE REALIZA SEU PRIMEIRO ENCONTRO DE TERREIRO

No sábado passado, dia 12 de novembro, realizamos o primeiro Encontro de Povos e Comunidades de Terreiro.

Organizado no âmbito do programa Ambiente em Ação, o Encontro foi a primeira atividade pública do núcleo Elos da Diversidade, que atua com Educação Ambiental, Cultura e Combate à Intolerância Religiosa.

Criado pela Superintendência de Educação Ambiental, o Elos da Diversidade tem o objetivo de favorecer o diálogo entre os saberes religiosos e o conhecimento científico, que por caminhos e olhares diferentes, cuidam e protegem a natureza.

Segundo a Superintendente de Educação Ambiental Lara Moutinho da Costa “a proposta nasceu de experiências anteriores com o grupo Meio Ambiente e Espaços Sagrados, do Parque Nacional da Tijuca e a campanha Elos de Axé, do MIR (Movimento Inter-Religioso). O objetivo é estreitar e fortalecer os elos entre a diversidade biológica e a cultural, visando a conservação dos recursos naturais e das práticas sociais a eles associadas”.

Esse primeiro encontro foi realizado no Ilê Axé Efon, casa do Babalorixá Elias de Iansã, no Bairro Jardim Nova Era, em Nova Iguaçu.

Para o coordenador do Elos da Diversidade, o professor Frederico Loureiro, "foi um encontro interessante porque aprendemos com a diversidade de culturas e experiências de vida, e o grupo demonstrou motivação para concretizar os objetivos do projeto, em nome de uma sociedade mais justa que saiba respeitar os diferentes modos de nos relacionarmos com a natureza".

A ideia desses encontros iniciais é sensibilizar e mobilizar as populações da Baixada Fluminense e da Zona Oeste do Rio de Janeiro para a construção de propostas relacionadas ao acesso e uso das áreas naturais protegidas para práticas religiosas.

O anfitrião do Encontro Pai Elias de Iansã destacou que “esse tipo de atividade quebra uma série de paradigmas, pois, serve para demonstrar o quanto somos fortes, unidos, e que nossas práticas, desde que observadas algumas orientações, não prejudicam a natureza”.

O próximo Encontro de Povos e Comunidades de Terreiro acontecerá no dia 26 de novembro, às 14 horas, na APAACABE (Associação de Proteção aos Amigos e Adeptos do Culto Afro-Brasileiro e Espírita), no bairro Cosmo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Maiores informações através do e-mail programa.ambienteacao@gmail.com

Axé!