12 de outubro de 2012

12 de outubro: Dia do Mar

Data incentiva a conscientização sobre a fragilidade de animais


O mar ocupa mais de 70% da superfície da Terra (Foto: Reprodução da internet)

Jade Curvello - Berço de inúmeras espécies, fonte de recursos tanto biológicos como naturais e utilizado como via de transporte, o mar possui uma importância ainda maior do que sua própria beleza. Com o objetivo de exaltar sua relevância e promover sua conservação, dia 12 de outubro comemora-se o Dia do Mar. Neste dia, essa imensidão que ocupa 71% da superfície da Terra merece ser colocada em foco.

Apesar da consciência ambiental de grande parte da sociedade, o mar ainda se encontra cercado de inimigos. Os agentes poluidores são os mais diversos, desde o despejo em mar aberto de resíduos não-biodegradáveis ao intenso tráfego de navios petroleiros que acabam por afetar a qualidade da água, e consequentemente a vida das espécies marinhas que ali habitam.

Outro fator bastante prejudicial ao ambiente marinho são os possíveis vazamentos de petróleo, ocasionados por acidentes envolvendo navios ou bacias petrolíferas. Os danos são causados por uma reação em cadeia, de modo que o resíduo afeta diretamente o plâncton, fonte de alimento dos peixes. Através da acumulação biológica, os mesmos podem ser envenenados pela ingestão do óleo. Por outro lado, no momento que as algas desaparecem, não realizam mais fotossíntese, de maneira que o restante dos animais marinhos também podem morrer por falta de oxigênio.

Mais prejudicial do que muitos imaginam ser, o plástico também se revela como um dos inimigos das espécies habitantes do mar. Aves, peixes, e tartarugas são afetadas diretamente pelo lançamento inadequado desse resíduo. Os animais confundem os pedaços de plástico com alimentos, e após ingeri-los acabam morrendo. Uma sacola plástica esquecida na areia pode acabar voando para a água, e ocasionando a morte de animais.

Diante de tantos riscos que o mar enfrenta, as mudanças de hábito e atitudes da sociedade podem ser a principal arma contra a degradação desse bem. O dia 12 de outubro além de ser uma data comemorativa, pode ser o início de uma reflexão pessoal quanto à importância do mar para a vida humana.

O perigo do plástico no mar

Ativistas encontraram durante uma expedição ao Oceano Antártico mais de 40 mil fragmentos de plástico por quilômetro quadrado de mar. O material não é biodegradável e deve permanecer no mar por anos. Segundo ambientalistas, o plástico vai entrar na cadeia de comida da fauna marinha. Os cientistas também identificaram 1,5 milhão de espécies de micro-organismos - número muito superior ao que se conhecia anteriormente.

11 de outubro de 2012

Ambiente Saudável é Ambiente Sem Homofobia


O programa Ambiente em Ação, desenvolvido pela Superintendência de Educação Ambiental do Estado do Rio de Janeiro, promoverá entre os dias 16 de outubro e 6 de dezembro o curso Ambiente Saudável é Ambiente sem Homofobia. O projeto tem como objetivo sensibilizar as pessoas em relação à temática ambiental articulada às questões de direitos humanos, cidadania, saúde mental, corpo, gênero e sexualidade.

O curso também proporcionará a capacitação em técnicas de reaproveitamento de materiais recicláveis para participantes do movimento LGBT, usuários dos centros de referência da cidadania LGBT, gestores públicos, estudantes e demais interessados. Quem deseja participar tem até amanhã (12/10) para fazer a inscrição, que pode ser feita na própria Superintendência de Educação Ambiental, na Avenida Venezuela, 110 – 5º Andar, das 13h30 às 18h.


9 de outubro de 2012

Carta compromisso pede tolerância e liberdade religiosa

No documento, Comissão faz apelo a governantes para garantir o livre exercício religioso

Lideranças religiosas se reuniram no Clube Israelita Brasileiro (Foto: Aline Macedo)

Paloma Quintão - A intolerância religiosa ainda está presente no dia a dia da sociedade. Muitas vezes, surge de formas menos explícitas como, por exemplo, a proibição de festas temáticas de cunho religioso em instituições de ensino. Com os olhos voltados para este problema, a Comissão Contra a Intolerância Religiosa (CCIR) preparou uma carta compromisso endereçada aos candidatos a prefeito, na qual os eventuais signatários se comprometem a garantir o livre exercício de todas as religiões em seu mandato. O documento foi divulgado no dia 16 de setembro.

Segundo o babalawo Ivanir dos Santos, o que incentivou a criação da carta comissão foi o episódio ocorrido em uma escola pública, o qual alunos foram impedidos de celebrar as festas de São João pela diretoria. 

De acordo com informações coletadas no portal do Centro de Integração da Cultura Afro-Brasileiras (CIAFRO), o principal propósito da carta é levar para a agenda dos futuros dirigentes do município, políticas que visem acabar com a intolerância religiosa e defender a liberdade das religiões. Ainda segundo o site, o documento informa que“o ponto de partida a compreensão de que a cidade no momento eleitoral é objeto central de disputa e discussão dos candidatos, condição esta, oportuna para se delinear as estratégias políticas de atuação.”

Seam promove a liberdade religiosa

A Superintendência de Educação Ambiental (Seam), por meio do programa Ambiente em Ação e seu componente Elos da Diversidade, marcou presença na 5ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa com uma ala formada por ambientalistas e lideranças religiosas. O evento ocorreu no domingo, 16 de setembro, na praia de Copacabana, um dos cartões postais do Rio de Janeiro.

Antes da Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, lideranças religiosas se reuniram no Clube Israelita Brasileiro para formalizar uma mensagem de respeito mútuo. O evento também reivindicou que a Caminhada, realizada anualmente no terceiro domingo de setembro, seja incluída no calendário oficial da cidade

Em geral, as declarações realizadas no evento promoviam reconhecimento e respeito. Candomblecistas, muçulmanos, umbandistas, cristãos (entre católicos e protestantes), kardecistas, judeus, seguidores do Santo Daime e da Fé Baha’i, budistas, maçons, ciganos e hare Krishnas ressaltaram a importância da diversidade.

8 de outubro de 2012

Moradores da Maré brilham em Mostra de Artes

Evento contou com exposições de dança, teatro e uma feira de artesanato

Alunos da comunidade da Zona Norte se apresentam para pais e professores (Foto: Larissa Amorim)


Vítor Straliotto – Cerca de 500 pessoas tiveram a oportunidade de conhecer, no dia 6 de outubro, o trabalho artístico realizado por moradores do Complexo da Maré, Zona Norte do Rio. A 4ª Mostra de Artes do Museu da Maré reuniu no mesmo lugar diversas atividades como espetáculos de dança, teatro, exposição de fotos e uma feira de artesanato. O evento faz parte do Projeto DAMARÉ, criado pela Superintendência de Educação Ambiental (Seam) em parceria com a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA).

Alunos do projeto foram as estrelas principais do evento. O grupo teatral encenou uma versão bem brasileira da peça Romeu e Julieta, do inglês William Shakespeare. Com chapéus de cangaceiros, encantaram a plateia. Os jovens também demonstraram muita habilidade e treino em exposições de Hip Hop e dança do ventre. A energia da equipe era visível, e contagiou o público, que aplaudiu de pé as apresentações.

De acordo com a superintendente de Educação Ambiental da Secretaria de Estado de Ambiente (Seam), Lara Moutinho, “os efeitos positivos deste projeto também voltado para a conscientização ambiental são visíveis”.

– As pessoas já procuram evitar lançar lixo nos canais e na rua, e até mesmo a fauna local está aparecendo mais uma vez. As pessoas percebem que ver os caranguejos está se tornando mais comum, e até mesmo o frango d’água voltou para o bairro –, disse.

A coordenadora do projeto Mãos à Obra, Ana Santiago, defendeu a parceria entre a Uerj e o projeto DAMARÉ, e argumentou que a universidade não deve ficar restrita a seus muros. Segundo ela, esse trabalho permite uma aproximação do meio acadêmico e da comunidade, que realmente precisa deste tipo de parceria.

Para a professora da oficina de fotografia do projeto, Bia Marques, responsável pela exposição fotográfica sobre a Feira de São Cristóvão, as aulas são importantes para a formação dos alunos, e permitem um reencontro com as origens da ocupação da comunidade.

– A Feira tem tudo a ver com a Maré. As duas têm origens nordestinas, têm tradições muito parecidas. Essa proximidade inclusive permite a realização de algo muito difícil na Maré, que é justamente o trabalho fotográfico –, disse.

Segundo Marcelo Teixeira, pai de uma das alunas do projeto o trabalho realizado pelos professores é muito importante.

– Aqui as crianças têm a oportunidade de praticar uma forma de exercício, exercitar a mente, e com as oficinas, quem sabe, até aumentar as chances de conseguir um emprego. Na minha época, não tinha nada disso –, disse Marcelo.

O aprendizado sobre preservação do ambiente também foi elogiado por pais e responsáveis. 

Escola de Nova Friburgo recebe o Elos Fortalecendo


Elos Espécies Ameaçadas, uma ação do Elos de Cidadania, integrou as oficinas

Victor Vicente - A Escola Municipal Umbelina Breder de Queiroz, em Nova Friburgo, Região Serrana do Rio, recebeu nesta segunda-feira, 8, uma nova oficina do Elos Fortalecendo, componente do programa Elos de Cidadania. A oficina trabalhou com o programa Elos Espécies Ameaçadas, onde as crianças se fantasiaram das dez espécies em risco de extinção no estado do Rio de Janeiro que fazem parte da campanha Abrace essas Dez!.

Durante a oficina, a ação fez um paralelo com as eleições municipais, trabalhando a importância da democracia na sociedade. As crianças defenderam as espécies escolhidas e falaram sobre a importância delas para o ambiente. Ao fim da oficina houve uma votação que elegeu a melhor apresentação.



6 de outubro de 2012

Evento divulga arte de jovens do Complexo da Maré

Mostra busca promover a educação ambiental entre os moradores locais

Atividades mostram o talento dos jovens da Maré (Foto: Divulgação)

Jade Curvello - Uma revolução cultural no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio. Assim pode ser definida a 4ª Mostra de Artes e Feiras de Artesanato no Museu da Maré que acontece neste sábado, 6, em uma das áreas mais carentes da capital fluminense. O evento faz parte do Projeto DAMARÉ, criado pela Superintendência de Educação Ambiental (Seam) em parceria com a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA).

O evento que reunirá monitores do projeto e participantes, contará com atrações especiais desenvolvidas por jovens e mulheres da comunidade como a feira de artesanato, exposição fotográfica “Maré em Movimento” e a apresentação das Oficinas DAMARÉ com a exibição peças de teatro, apresentações de balé, dança do ventre, dança de salão, música, jazz e hip hop.

O DAMARÉ leva a Universidade a um território aonde há grande carência de políticas públicas e educacionais, além de trabalhar questões ambientais da região, como por exemplo, a recuperação do Canal do Fundão e seu entorno. A colaboradora do DAMARÉ, Ana Santiago, exalta a importância que o projeto exerce na vida dos moradores das comunidades beneficiadas.

– Mostrar aos jovens que, apesar das dificuldades, é possível que eles estejam inseridos na Universidade –, falou Ana Santiago.

A consciência ambiental crítica proposta pela Seam é uma das vertentes do projeto.

– Ele propõe uma nova percepção do papel que o homem desempenha na natureza, um ambiente saudável é quando a natureza e o homem caminham unidos –, explicou.

Para o coordenador do Museu da Maré, Luiz Antônio de Oliveira, atividades como essas são importantes canais para a democratização das artes nas comunidades.

– O Museu da Maré é um espaço de encontro, onde as pessoas além de se divertirem também aprendem. Para nós é interessante participar do Projeto DAMARÉ, pois possibilita o conhecimento da comunidade em relação a arte e a cultural em geral –, disse Luiz.


- A nossa parceria com a SEA reafirma a seriedade do trabalho do Museu, e de que forma ele engrandece a comunidade da Maré - completou. 

DAMARÉ


A proposta do projeto, criado em 2010 pela Superintendência de Educação Ambiental (Seam) em parceria com a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), é criar um intercâmbio de informações entre as comunidades da Maré e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

5 de outubro de 2012

5 de outubro: Dia Nacional do Habitat e da Ave


Na data, tráfico de espécies silvestres e ameaçadas de extinção preocupam especialistas

Dia da ave deve ser momento de conscientização (Foto: Reprodução da internet)

Carlos Henrique da Silva - Das mais de 1800 espécies de aves encontradas no Brasil, pelo menos 160 estão ameaçadas. Este dado preocupante serve de alerta à população brasileira no dia que se comemora o Dia do habitat e da Ave, instituído em 12 de Setembro de 1968. Atualmente, a data possui um cunho informativo e educativo, no qual instituições governamentais realizam atividades com a participação de escolas e comunidades.

Para o biólogo e professor do Departamento de Ecologia da UERJ, Maurício Brandão Vecchi, a intensificação de atividades humanas no meio ambiente é uma das principais causas da degradação florestal.

– Para as aves, da mesma forma que para a maioria dos animais e plantas, a situação se agrava nas regiões em que se intensificam as atividades humanas em função tanto do processo mal planejado de urbanização como de expansão de atividades agropecuárias –, disse Vecchi.

– A Mata Atlântica é um bioma extremamente rico em espécies de aves (mais de mil!) e muito atingido nesse aspecto, pois se localiza na região costeira, que concentra 80% da população do país –, completou Maurício.

Tráfico de animais atinge mais de 30 milhões de espécies silvestres
                                                                                                    
Além do desmatamento e da crescente urbanização das áreas florestais, uma outra grande ameaça às aves brasileiras é o tráfico desses animais. De acordo com a ONG Rede Nacional de Combate ao tráfico de Animais Silvestre (Renctas), sediada em Brasília, anualmente cerca de 38 milhões de espécies silvestres são capturadas no país e pelo menos 4 milhões são vendidas, sendo que 90% dos animais morrem durante o transporte.

–Muitas aves exibem um colorido muito vistoso e um canto melodioso, e por isso são retiradas da natureza e ilegalmente comercializadas como animal de estimação. Isso contribui para a ameaça tanto pela falta de informação e educação da sociedade, como pela ausência de políticas eficazes de fiscalização e combate ao tráfico de animais silvestres –, afirma Maurício.
       
Ação Elos Espécies Ameaçadas em Extinção

O Programa Ambiente em Ação, da Superintendência de Educação Ambiental do Estado do Rio de Janeiro, através da Ação Elos Espécies Ameaçadas em Extinção realiza atividades em escolas públicas para promover a conscientização da necessidade de preservar a fauna. Com o apoio dos estudantes, essas ações visam estimular reflexões a fim de sensibilizar a comunidade escolar sobre as principais causas de extinção de algumas espécies, como queimadas e caça predatória.

– Os estudantes são orientados pelos professores e realizam atividades diversificadas. Com isso, o nosso objetivo é mostrar a possibilidade de uma mudança no comportamento por meio da sensibilização comunitária, através da integração entre professores, alunos, comunidade local e escolar –, disse o professor Tancredo Ramos, tutor do programa em Nova Friburgo, Região Serrana.

Serviço: Para denunciar casos de tráfico de animais que você conhece, ligue para a linha verde do IBAMA: (21) 3321-7713, ou entre em contato com a autarquia pelo e-mail sede@ibama.gov.br.

4 de outubro de 2012

No dia da natureza é importante repensar atitudes

As posturas ecologicamente sustentáveis devem ser adotadas pela coletividade, e não se resumem às medidas governamentais

É importante que o homem crie consciência ecológica e entenda que a degradação ambiental de hoje trará inúmeros malefícios para as gerações de amanhã (foto: reprodução internet)

Victor Vicente É comum tomarmos por natureza apenas o ambiente em que vivemos, mas seu sentido se desenrola numa direção muito mais ampla do que acreditamos a princípio. O termo natureza equivale-se ao mundo natural, ao estado de princípio das coisas. Natura, palavra latina que originou a palavra natureza em língua portuguesa, significa “qualidade essencial, disposição inata, ou ainda, curso das coisas e o próprio universo”. Entende-se, portanto, que o natural não se limita apenas ao ambiente, mas sim, o ambiente é parte integrante do que é natural.

Muitas vezes, o termo exclui o ambiente construído pelo homem - o artificial -, sendo atribuído apenas ao ambiente natural, associando-se à vida selvagem, aos fenômenos e recursos naturais. O resultado da transformação das matérias-primas, assim como as transformações da natureza resultantes da ação do homem não podem ser consideradas como um produto natural.

Em seu processo evolutivo, o homem passou a se apropriar cada vez mais da natureza e deixou de pensar  em si como integrante do natural. Mas, apesar de todo o contexto urbano, industrial e evolutivo, o homem faz parte da natureza e é essencial para continuidade dela.

Repensar as atitudes que tomamos em relação ao ambiente e à natureza como um todo é uma decisão que precisa ser tomada agora e por todos. A mudança vem nas pequenas atitudes, no convívio, no cotidiano. Buscar um crescimento sustentável não é uma luta que se restringe aos órgãos governamentais. A sociedade partilha da mesma grande responsabilidade e a mudança só virá com a participação de todos.

3 de outubro de 2012

Blitz ambiental multa empresas em Duque de Caxias

Gerente de empresa interditada foi detido e responderá por crime ambiental que poderá resultar em multa de até dois milhões de reais

A empresa Montman foi multada e interditada por  
despejo de óleo no Rio Calombé (Foto: Luiz Morier)

Victor Vicente - Uma operação da Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria de Estado do Ambiente, realizada nessa quarta-feira, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, identificou e multou seis empresas por despejar óleo combustível e produtos químicos no Rio Calombé. Durante a ação, uma empresa foi interditada.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado do Ambiente, a empresa Montman Serviços e Reparos Marítimos e Terrestres, que realiza a limpeza de caminhões tanque de combustíveis, foi a que mais sofreu punições, sendo interditada e multada por operar sem licença ambiental, vencida desde julho de 2011, e por poluir o rio com óleo combustível. O gerente da empresa, Marcos Grilo, foi detido e conduzido à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), onde irá responder por crime ambiental.

– A empresa que interditamos hoje economizou 30 caminhões de sucção, a R$ 800,00 cada um, num total de R$ 24 mil, e vai arder em pelo menos R$ 2 milhões em multa –, disse o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc.

Outras cinco empresas que fazem a limpeza de caminhões tanque também foram notificadas e multadas por descumprir condicionantes da licença ambiental, como não promover a limpeza da caixa reparadora de água e óleo.

Segundo o secretário Carlos Minc, as empresas que forem apontadas como poluidoras do rio terão de bancar os custos para a sua despoluição, que pode chegar a R$ 50 milhões.

– O Rio Calombé está com 5 km de percurso completamente contaminados. Essas empresas que estão poluindo o rio terão de bancar sua despoluição, estimada em R$ 20 milhões –, afirmou Minc.

A operação teve apoio da Secretaria de Estado de Segurança, de policiais da Delegacia de Proteção ao Ambiente (DPMA), do Comando de Polícia Ambiental (CPAm), de técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da prefeitura de Duque de Caxias.

1 de outubro de 2012

Lagoas da Barra da Tijuca serão recuperadas

Trabalho contará com mais de meio bilhão de reais e incluirá a dragagem de sedimentos, que poderá beneficiar os canais de Marapendi, Joatinga bem como lagoas na região

reprodução
Lagoa de Marapendi, na Barra da Tijuca (Foto: Reprodução da internet)

Victor Vicente - Foi aprovado pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) o novo programa de recuperação ambiental das lagoas da Barra da Tijuca. Com investimento calculado em R$ 602 milhões, o projeto faz parte de uma série de iniciativas que buscam preparar o Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2016.

As obras serão conduzidas pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos e integram o programa de ações municipais e estaduais para a recuperação e o saneamento dos bairros de Jacarepaguá, do Recreio dos Bandeirantes e da Barra da Tijuca.

O Processo de recuperação inclui a dragagem de cerca de 5 metros cúbicos de sedimentos do sistema lagunar da região, atingindo os canais de Marapendi e Joatinga, além das lagoas de Camorim, da Tijuca, de Marapendi e de Jacarepaguá.

Uma ilha localizada entre as lagoas do Camorim e da Tijuca será ampliada, abrigando um novo espaço de lazer e estimulando a educação ambiental. Outra mudança será o prolongamento de 180 metros do Quebra-Mar da Barra da Tijuca, localizado na Foz do Canal da Joatinga. Para o prolongamento, serão usadas as pedras dos restos da obra de extensão da linha do metrô, que ligará a Barra ao resto da cidade.

As obras devem começar em fevereiro de 2013, com a emissão da licença ambiental e licitação ocorrendo até o fim deste ano. 

Campanha Abrace essas Dez! chega às escolas

O Programa Elos de Cidadania levará informações sobre animais em extinção no Estado do Rio de Janeiro  para as salas de aula

O trabalho sobre a campanha nas escolas é uma das formas de disseminar a
importância dessas espécies (Foto: Larissa Amorim)

Jade Curvello - No último sábado, dia 22, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro ocorreu uma ação da campanha Abrace essas Dez!, que visa consicientizar alunos da rede pública sobre as espécies em risco na região fluminense. Para além do evento no sábado, o projeto nas escolas em que os cursos de educação ambiental do programa Elos de Cidadania está inserido. A discussão visa ressaltar a importância da preservação das espécies da fauna fluminense ameaçadas de extinção e será apresentada aos jovens e estudada nas salas de aula.

Segundo o articulador do programa em Areal, Alexandre Bello, a campanha Abrace essas Dez! foi recebida de forma empolgante pelos alunos e já está sendo realizada nas escolas. “Eles já estão preparando uma Ação Elos para desenvolver e levar a toda a sociedade a mensagem para abraçar as dez espécies ameaçadas”, revelou Alexandre.

Sobre a necessidade dos jovens conhecerem mais sobre esses animais, Bello afirmou: “Algumas das espécies existem na localidade de Areal, e é preciso conservá-las. As informações que os alunos adquirem no curso podem ser repassadas tanto para a família quanto para amigos e, dessa forma, estaremos construindo uma rede de conhecimento”.

A conservação tanto dos animais quanto do próprio ambiente é exaltada também pelos jovens. Lucas da Silva de 12 anos, aluno do pólo de Areal faz uma comparação interessante, e diz que “é como se os animais e o ambiente fossem um presente que nos foi dado, e por isso, precisamos cuidar deles. É necessário repassarmos isso também para a nossa comunidade”.