2 de agosto de 2013

Secretaria do Ambiente apoia mutirão de limpeza na Comunidade da Formiga

Bárbara Cruz

Segundo o último censo, a comunidade da Formiga tem
 população de cerca de quatro mil habitantes. (foto: Google)
O Projeto Comunidades Verdes e a Igreja Batista Nova Canaã irão promover mutirão de limpeza, no dia 03/08, às 8h, na Comunidade da Formiga, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Além da remoção de lixo e entulho, estão previstos o plantio de mudas e a confecção de um jardim no local. 

A iniciativa conta com o apoio do eixo Campanhas, do Ambiente em Ação, programa da Superintendência de Educação Ambiental da SEA. O Campanhas realiza ações educativas e forma agentes ambientais nas comunidades pacificadas do Rio e na Baixada Fluminense.

Secretaria do Ambiente combate pesca ilegal na Lagoa de Araruama

Blitz promovida no primeiro dia dos três meses de defeso visa a favorecer a reprodução e o crescimento de peixes

Ascom SEASandra Hoffmann
  
Blitz ambiental mobilizou agentes da Cicca/SEA e das
prefeituras de Araruama, Iguaba Grande, São Pedro da
Aldeia, Cabo Frio e Arraial do Cab
o (foto Luiz Morier)
 
Três embarcações e diversas redes para a pesca apreendidas e quatro pescadores advertidos. Este foi o saldo da blitz ecológica deflagrada hoje (1/8) pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) nos municípios de Araruama, Iguaba, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio e Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, para coibir a pesca no primeiro dia de defeso total da Lagoa de Araruama.

A operação tem por objetivo evitar qualquer tipo de pesca na Lagoa de Araruama. Por 90 dias, até 31 de outubro, a atividade está proibida na lagoa para favorecer a reprodução e o crescimento de inúmeras espécies de peixes. 


Atualmente, existem 16 espécies catalogadas na lagoa, dentre as mais comuns, a tainha, a perumbeba, o robalo e o camarão.

Liderada pelo secretário do Ambiente, Carlos Minc, a ação mobilizou cerca de 20 pessoas e teve apoio da Polícia Ambiental (CPAm) e de agentes da Fiscalização Ambiental dos municípios visitados. Fora usados quatro botes.

Chefiada pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), as equipes deram início à fiscalização no início da manhã, na Lagoa de Araruama na altura do bairro Ponta da Areia, no Município de São Pedro da Aldeia, quando flagraram quatro pescadores em plena atividade, sem respeitar o defeso.

O secretário Carlos Minc disse que a operação tem o objetivo de garantir peixe em quantidade e num bom tamanho para o pescador e para a população. 

“Hoje, a tainha, por exemplo, está pesando entre 600 e 700 gramas. Depois do período do defeso, o peso dela pode chegar a 1,2 kg. Esse período de defeso é inédito, será por um período de 90 dias.  Os pescadores conscientes estão apoiando a iniciativa, mas outros não. Daí o objetivo desta operação, que hoje, no primeiro dia de defeso, tem caráter educativo. As redes apreendidas hoje serão devolvidas para os pescadores ao final do período de defeso. A gente quer estimular uma atitude que é boa para o meio ambiente. Os peixes têm um ciclo que precisa ser respeitado”, explicou Minc, acrescentando que a fiscalização se estenderá para pontos de desembarques de pesqueiros e também para pontos de venda de peixes.

Ao ressaltar que o Governo do Estado vem investindo no saneamento da Região dos Lagos, Minc disse que serão aprovados, em breve, recursos de aproximadamente R$ 4 milhões para se investir no aprimoramento da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Jardim Esperança, em Cabo Frio, que passará a ter tratamento de esgoto em nível terciário: “Ao ser qualificada em nível terciário, a ETE passará a tratar 98% do esgoto”.

Segundo a secretária municipal de Ambiente, Lagoa, Pesca e Serviços Públicos de São Pedro da Aldeia, Adriana Saad, na tentativa de aumentar a quantidade de pescado no ecossistema, optou-se pelo defeso total da Lagoa de Araruama.

Por mês, são capturados na Lagoa de Araruama cerca de 80 toneladas de pescado. Ela advertiu que, quem for flagrado pescando e estiver cadastrado para receber o seguro-defeso, no valor mensal de um salário mínimo (R$ 680), perderá esse direito.

Segundo o chefe da Cicca, coronel José Maurício Padrone, a penalidade para quem descumprir a ordem será uma advertência, seguida de recolhimento do material e multa.

“A partir de amanhã (2/8), quem for pego descumprindo a medida, será conduzido para a delegacia, podendo responder por crime ambiental, além de ter seu material apreendido e pagar multa pelo descumprimento”, disse Padrone.

Segundo o coordenador da Câmara Técnica de Pesca do Consórcio Intermunicipal Lagos São João, Francisco da Rocha, o “Chico Pescador”, pelo menos 90% dos pescadores aceitaram e aprovaram a iniciativa. “Os pescadores estão ligando para se informarem, parabenizando e apoiando a iniciativa”, ressaltou.

31 de julho de 2013

Transgeneridade - abordagens diversas em duas diferentes Jornadas


Cartilha da JMJ questiona transgeneridade...

“Que gênero eu vou escolher para esse ano?” – a pergunta é feita numa ilustração da cartilha distribuída aos participantes da Jornada Mundial da Juventude 2013. Com o título Manual de Bioética, o material aborda temas polêmicos como aborto, eutanásia, pesquisa com células tronco, reprodução assistida etc. No capítulo referente à Teoria do Gênero, outra ilustração mostra um menino que, olhando para o próprio pênis, se pergunta: “não sou homem? Então, o que é isto?”. Segundo o Manual, “ninguém pode decidir se transformar em homem ou em mulher”.
Sobre a adoção de crianças por casais homossexuais, a cartilha diz: “A procriação necessita de pai e mãe. A criança precisa de pai e mãe para se desenvolver”.

... e SEA apresenta contraponto na Jornada do Meio Ambiente
Novos arranjos familiares e famílias LGBT são temas da 2ª Jornada Ambiente Saudável é Ambiente sem Homofobia, que a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) promove de 20 a 23 de agosto, através da Superintendência de Educação Ambiental (Seam). A adoção de crianças por homossexuais será discutida por especialistas como a psicóloga Ana Paula Uziel, Coordenadora do Laboratório Integrado em Diversidade Sexual, Políticas e Direitos (LIDIS/UERJ), e a desembargadora Luciana Mota, que coordena o Núcleo de Diversidade Sexual e Direito Homoafetivo – NUDIVERSIS/DPGERJ.
A Jornada integra o programa Ambiente em Ação, da SEA, e, além dos debates, terá exibição de documentários sobre questões relacionadas à promoção da cidadania, à garantia dos direitos humanos para a população LGBT e à importância do combate à homofobia.

Casamento gay – americanos se dizem favoráveis e brasileiros aproveitam a resolução da CNJ




Pesquisa do Instituto Gallup, com 2 mil adultos escolhidos por acaso, revela que 52% dos americanos são favoráveis ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
No final de junho, a Suprema Corte dos EUA declarou inconstitucional a Lei de Defesa do Casamento, que definia o matrimônio como "a união entre um homem e uma mulher" e impedia, portanto, que os homossexuais casados nos estados onde a união é legal tivessem direito aos benefícios fiscais em nível federal.
Atualmente, o casamento homossexual é legalizado em 12 dos 50 estados do país, mais o Distrito de Columbia (onde está Washington, a capital).

No Brasil, 231 casamentos de pessoas do mesmo sexo foram registrados em um mês, após a decisão do Conselho Nacional de Justiça que, desde 16 de maio, proíbe as autoridades competentes “a recusa de habilitação, celebração de casamento civil ou de conversão de união estável em casamento entre pessoas de mesmo sexo”. Os dados constam de um levantamento feito pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), entidade que agrega Cartórios de Registro Civil de todo o País.
São Paulo foi a capital que mais registrou casamentos homossexuais no primeiro mês após a decisão da CNJ – um total de 43. Em segundo lugar, está Goiânia (22 casamentos) e em terceiro, o Rio de Janeiro, Fortaleza e Curitiba (18 casamentos em cada capital).
Para o grupo Arco-Íris, a resolução da CNJ deu visibilidade aos debates em torno dos direitos da população GBLT.

30 de julho de 2013

Homofobia em debate

Secretaria do Ambiente promove em agosto a segunda edição da Jornada Ambiente Saudável é Ambiente sem Homofobia. Inscrições já estão abertas

Os novos arranjos familiares, as propostas legislativas para coibir comportamentos homofóbicos, a união civil e a possibilidade de adoção de crianças por casais homossexuais são alguns dos temas pautados para a 2ª Jornada Ambiente Saudável é Ambiente sem Homofobia, evento que a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) promoverá, de 20 a 23 de agosto, em seu auditório, à Avenida Venezuela, 110/6º andar, Centro, Rio de Janeiro. Além de palestras e debates, haverá exibição de documentários sobre questões relacionadas à promoção da cidadania, à garantia dos direitos humanos para a população LGBT e à importância do combate à homofobia.

A Jornada integra o núcleo Ambiente Saudável é Ambiente sem Homofobia,  lançado em 2012, como parte do Programa Ambiente em Ação, da Superintendência de Educação Ambiental (SEAM), executado em parceria com a Uerj e com recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano. A jornada tem apoio do programa Rio sem Homofobia, criado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).

Segundo relatório divulgado esse ano pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o número de vítimas de violência homofóbica no Brasil triplicou no ano passado em relação a 2011.

Para o secretário do Ambiente Carlos Minc, a educação é um eixo fundamental no combate à homofobia.  “Não basta criar leis. Temos que criar uma nova cultura de paz e respeito. Temos que romper com os velhos paradigmas. Ambiente saudável é ambiente sem preconceito, seja étnico, religioso ou por orientação sexual”, afirma Minc.

A 2ª Jornada é um evento gratuito, com inscrições limitadas, que podem ser feitas através do e-mail ambientesemhomofobia@gmail.com.

Para outubro, está prevista a participação do programa Ambiente em Ação na Parada do Orgulho LGBT, em Copacabana.


PROGRAMAÇÃO 2ª JORNADA AMBIENTE SAUDÁVEL É AMBIENTE SEM HOMOFOBIA



20/08 - Ambiente sem Preconceito

14h -   Mesa de abertura

  • Carlos Minc - secretário estadual do Ambiente (SEA). Palestra: “Ambiente Saudável”
  • Lara Moutinho da Costa - superintendente de Educação Ambiental (Seam/SEA). Palestra: “Educação Ambiental no Enfrentamento da Homofobia”.
  • Julio Moreira - presidente do Grupo Arco-Íris – Cidadania LGBT. Palestra: “História do Movimento LGBT”.
  • Claudio Nascimento - superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos (Superdir/SEASDH). Palestra: “Programa Estadual Rio sem Homofobia – Conquistas e Desafios”.
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21/08 - Novos arranjos familiares e famílias de LGBT


14h -    Apresentação do filme "Família no papel" (Fernanda Friedrich e Bruna Wagner)


15h -    Mesa redonda e debate

  • Ana Paula Uziel - coordenadora do Laboratório Integrado em Diversidade Sexual, Políticas e Direitos (Lidis/Uerj)
  • Luciana Mota - coordenadora do Núcleo de Diversidade Sexual e Direito Homoafetivo (Nudiversis/DPGERJ)
  • Georgina Martins - escritora, professora do Curso de Pós-graduação em Literatura Infantil e Juvenil da UFRJ e integrante do movimento Mães pela Igualdade
  • Mediadora: Vanessa Leite - pesquisadora do Lidis/Uerj
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22/08 Travestilidade e racismo ambiental


14h -    Apresentação de fragmentos do filme “As Bombadeiras” (Luís Carlos de Alencar)


15h -    Mesa redonda e debate

  • Tania Pacheco - coordenadora do Mapa de Conflitos Envolvendo Racismo Ambiental e Saúde no Brasil da Fiocruz/Fase
  • Adriana Balthazar - mestre em Saúde Coletiva pelo IMS/Uerj
  • Marjorie Marchi - Associação de Travestis e Transexuais do Estado do RJ (Astra-Rio)
  • Mediadora: Lara Moutinho da Costa - superintendente de Educação Ambiental (Seam/SEA)
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23/08 - Os desafios da transexualidade e os novos direitos

14h -   Apresentação do filme "Fabricação Própria- A desordem do desejo" (Carol Tomé)
15h -   Mesa redonda e debate

  • João W. Nery - psicólogo e escritor
  • Guilherme Almeida - professor adjunto da Faculdade de Serviço Social da Uerj e coordenador adjunto do Lidis/Uerj
  • Bárbara Aires - militante ativista e produtora da Rede Globo
  • Mediador: Almir França - coordenador do Centro de Referência e Promoção da Cidadania LGBT - Capital
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Mais informações: (21) 2334-5736, das 10h às 18h

29 de julho de 2013

Inea promove Consulta Pública sobre criação da Reserva Extrativista Marinha de Itaipu

Proposta de Resex preserva meio ambiente e atende a antiga demanda de pescadores artesanais e tradicionais da Região Oceânica de Niterói

Pela proposta do Inea, Lagoa de Itaipu fará parte da Resex
 (foto: Olhares Fotografia Online)
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) promove, na próxima terça-feira (30/07),  consulta pública para debater com a sociedade a proposta de criação da Reserva Extrativista Marinha de Itaipu. Com cerca de 3.950 hectares, a Resex Marinha de Itaipu abrangerá áreas marinhas de Itacoatiara, Itaipu, Camboinhas, Piratininga e o espelho d´água da Lagoa de Itaipu, na Região Oceânica do Município de Niterói.

As Reservas Extrativistas são unidades de conservação previstas pelo Sistema Nacional de Unidade de Conservação da Natureza. Como características gerais, esta categoria representa áreas de domínio público com uso concedido à população tradicional extrativistas, geridas por Conselho Deliberativo e que permitem o uso sustentável dos recursos naturais e a implementação de estruturas voltadas para a melhoria de qualidade de vida das comunidades envolvidas.

O processo de criação desta Resex partiu da demanda da população extrativista de pescadores artesanais e tradicionais da região, que vêm discutindo, desde 1989, a proposta que será colocada para debate público, e que visa ao equilíbrio entre a exploração autossustentável e à conservação dos recursos naturais renováveis através das suas práticas e costumes nessa região.

Os limites propostos para a Resex Marinha de Itaipu incluem áreas que são de alta relevância da pesca, podendo assim manter as praticas e os costumes tradicionais.

A consulta, que ocorrerá no Salão da Casa Paroquial da Igreja de Itaipu (Estrada Francisco da Cruz Nunes, 8429, Itaipu, Niterói), às 18 horas, é aberta a todos os interessados, que poderão ser informados sobre a importância e os objetivos da unidade de conservação proposta e oferecer sugestões que visem ao seu aperfeiçoamento.

Fonte: Ascom SEA
Tel: (21) 2332-5625
Email: imprensa@ambiente.rj.gov.br

8 de julho de 2013

Secretaria do Ambiente e Inea vistoriam obras de recuperação de Friburgo

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, vão vistoriar, nesta terça-feira (09/07), às 10 horas, as obras de recuperação ambiental em Nova Friburgo, um dos municípios mais atingidos pelo evento climático ocorrido em janeiro de 2011.

O investimento no município de R$ 194 milhões, repassados pelo Governo Federal, inclui dragagem, adequação de calha, proteção e contenção das margens do Rio Bengalas, num trecho de 3,5 quilômetros; a dragagem, adequação de calha, proteção e contenção das margens, reflorestamento e instalação de 16 parques fluviais num trecho de três quilômetros do Córrego D'Antas; e a substituição de oito pontes e duplicação de outra, também no Córrego D'Antas.

3 de julho de 2013

Governo reúne jovens para debater Meio Ambiente



Com o apoio da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), a Secretaria de Estado de Assistência Social promove, nesta quinta-feira (04/07), a 1ª Conferência Estadual de Juventude e Meio Ambiente do Rio de Janeiro, tendo como tema básico discussões sobre Produção e Consumo Sustentáveis, Impactos Ambientais, Geração de Emprego, Trabalho e Renda e Educação Ambiental. 

Participam da mesa de abertura, entre outros, a partir das 9 horas, o secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Zaqueu Teixeira, o superintendente estadual de Políticas Públicas para a Juventude, Tiago Santana, a superintendente de Educação Ambiental da SEA, Lara Moutinho da Costa, e o vice-presidente da ACRJ, Ricardo Salles. 

A conferência, que se realizará no Auditório da ACRJ, na Rua da Candelária, 9, subsolo, no Centro, tem como parceiros o Conselho Estadual da Juventude e o Conselho Empresarial de Jovens Empreendedores da ACRJ. 


Conferências Nacionais sobre Meio Ambiente 

A definição de políticas públicas para um Brasil sustentável depende de mudanças na forma de atuação das esferas governamentais, do setor produtivo, das organizações da sociedade, chegando ao cotidiano de cada cidadão. Para isso, é preciso rever e ampliar a nossa noção de desenvolvimento e entendê-lo como uma construção coletiva capaz de gerar qualidade de vida nas dimensões ambiental, econômica, social, cultural e ética. 

O modelo de gestão participativa aplicado nas conferências nacionais ganhou impulso e se tornou um importante instrumento democrático para o governo federal a partir de 2003. Cada eixo comporta uma discussão conceitual, técnica, operacional e política. 

Em suas edições, a conferência coloca para a sociedade temas estratégicos para o País, que visam a conservação da biodiversidade, da água, do clima e dos recursos energéticos. 


Programação da 1ª Conferência Estadual de Juventude e Meio Ambiente do Rio de Janeiro

8h – Credenciamento 

9h/10h30 – Mesa de Abertura 
Zaqueu Teixeira, Secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos 
Tiago Santana, Superintendente Estadual de Políticas Públicas para Juventude
Adrielle Saldanha, Presidente do Conselho Estadual da Juventude 
Lara Moutinho da Costa, Superintendente de Educação Ambiental da SEA 
Ricardo Salles, Vice-Presidente da ACRJ 
Marcelo Roque, Presidente do Conselho Empresarial de Jovens Empreendedores da ACRJ 

10h30/13h – Roda de Diálogos 
Mediação: Adrielle Saldanha, Presidente do Conselho Estadual da Juventude 

Eixo 1: Produção e Consumo Sustentável 
Palestrante: Pedro Cunha, Viva Hoje Artivismo e Conselho Consultivo de Jovens Tunza para América Latina e caribe do PNUMA 

Eixo 2: Redução dos Impactos Ambientais 
Palestrante: Diego Khouri, Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental da SEA 

Eixo 3: Geração de Emprego e Renda 
Palestrante: Gordin, Movimento de Catadores do Rio de Janeiro 

Eixo 4: Educação Ambiental 
Palestrante: Lara Moutinho da Costa, Superintendente de Educação Ambiental da SEA 

13h/14h - Almoço 

14h/14h15 – Dinâmica Sustentável 

14h15/16h – GTs 

GT 1 – Produção e Consumo Sustentáveis 
GT 2 – Redução dos Impactos Ambientais 
GT 3 – Geração de Emprego e Renda 
GT 4 – Educação Ambiental 

16h/17h – Plenária Final e Encerramento 


Fonte: Superintendência Estadual de Políticas Públicas para Juventude

27 de junho de 2013

Grupo Arco-Íris realiza manifestação no Centro do Rio contra projeto de Lei de Cura Gay

O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), realiza nessa sexta, 28 de junho, manifestação pelo dia do orgulho LGBT, no Centro do Rio de Janeiro. O protesto tem como principal objetivo pressionar a Câmara dos Deputados Federais para derrubar o Projeto de Decreto Legislativo 234/2011, mais conhecido como “cura gay”, de autoria do Deputado João Campos (PSDB), que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação a questão da orientação sexual e identidade de gênero. A concentração dos participantes acontecerá na Candelária, nos cruzamentos da Avenida Presidente Vargas e Rio Branco, a partir das 16 horas. A caminhada seguirá até a Cinelândia, onde três mil velas serão acessas para simbolizar as vítimas de crimes homofóbicos no Brasil. A passeata é de cunho pacífico e contará com um carro de som e cartazes para chamar a atenção da população.

“Em 1990, a OMS (Organização Mundial de Saúde) retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças, e 23 anos depois, parlamentares fundamentalistas religiosos, querem impor um retrocesso sem precedentes em relação ao direito das pessoas LGBT em expressar e viver a sua orientação sexual e identidade de gênero em nosso país. Não podemos permitir este tipo de retrocesso!”, afirma o presidente do Grupo Arco-Íris, Júlio Moreira.

A manifestação também terá outras reivindicações como a aprovação das leis que criminaliza a homofobia e regulamenta o casamento civil igualitário entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. No âmbito estadual será reivindicada a aprovação pela ALERJ (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) do Projeto de Lei Estadual 2054/2013, que pune estabelecimentos públicos que discriminem LGBT.

“Queremos também que os manifestantes se posicionem e questionem a PEC 99/11, que concede poderes as associações religiosas de interferir nas ações ao STF, representando uma ameaça ao Estado Laico e a democracia brasileira, e também sobre o Estatuto do Nascituro, que interfere diretamente no direito da mulher sobre o seu corpo”, afirma Marcelle Esteves, diretora sociocultural do Grupo Arco-Íris.

O Dia 28 de Junho

Em 1969 bares frequentados pelo público LGBT da cidade de Nova Iorque sofriam constantes batidas da polícia, que agrediam e violentavam os clientes como também extorquiam os proprietários. Os bares LGBT desse momento histórico, como o Stonewall Inn, eram mantidos em locais secretos com os esquemas mais diversos de segurança e proteção, como luzes que piscavam na entrada de desconhecidos e portas escondidas com acesso a salões exclusivos. Nessa época a homossexualidade era considerada doença e crime nos Estados Unidos, permitindo uma verdadeira caça às bruxas em ambientes considerados tolerantes à diversidade. Os LGBT eram presos, torturados e mortos por apenas existirem. A situação era crítica e se tornava cada dia mais insustentável.  No dia 28 de junho a polícia norte americana trouxe camburões e força especial, mas foi surpreendida por uma multidão organizada que resistiu intensamente. O levante do Stonewall Inn marcou o início do movimento LGBT organizado. Um ano depois, mais de 10 mil homossexuais marcharam por Nova Iorque reafirmando a luta por direitos civis. Desde então o dia 28 de junho é mundialmente lembrado como o Dia do Orgulho LGBT, data histórica de resistência e combate à homofobia.

Fonte: Ascom Grupo Arco Íris

18 de junho de 2013

Crianças da Maré resgatam história da comunidade com arte

Museu da Maré inaugura exposição sobre sustentabilidade com apoio da Secretaria do Ambiente


As primeiras casas de palafita construídas na Maré:
paisagem que inspirou a exposição As Águas Continuam a Fluir

Por Flor Jacq / Ascom SEA

Nessa sexta (21/06), o Museu da Maré apresenta mais uma edição do Maré de Samba, evento multicultural que vai unir música e uma exposição sobre sustentabilidade em meio ambiente, contando a história da comunidade, favela ainda não-pacificada.

Criada por crianças, entre 10 e 15 anos, do complexo de favelas, a exposição tem como tema principal a água, onde as primeiras casas da Maré foram instaladas sobre palafitas, sustentando-se na coragem e na solidariedade.

Os visitantes de As Águas Continuam a Fluir encontrarão poesias e peças feitas com pneus velhos e outros artigos recolhidos durante mutirões de limpeza na comunidade, apontado os problemas e soluções diagnosticados pelas crianças. 

A Secretaria de Estado do Ambiente desenvolve oficinas socioambientais no Museu da Maré, além de acompanhar a construção de três piers, antiga demanda dos pescadores da região.

O  Museu da Maré fica na Av. Guilherme Maxwel, 26. A referência para chegar é a rua em frente à Passarela 7 da Av. Brasil, sentido Zona Oeste.

Samba da Maré completa cinco anos

Flor Jacq / Ascom SEA

Está enganado quem acha que os moradores de comunidades populares estão sentados em casa, esperando o poder público criar uma cultura de paz, onde seja possível se expressar. É nesse contexto que nasceu o Samba da Maré.

Vinculado ao Museu da Maré, o projeto reúne música – clássicos do samba e canções de jovens compositores do Complexo da Maré e de outros bairros do subúrbio do Rio, como Olaria e Irajá – e intervenções socioculturais – exposições fotográficas, de artes plásticas e peças teatrais.

Assim como no musical Opinião (1964/82 - RJ), o Samba da Maré procura destacar a arte popular de resistência. Por aqui, no entanto, é o morro quem convida o asfalto para entrar no teatro da comunidade e conhecer de perto as alegrias e tristezas tão cantadas.

Ao som de tantãs, pandeiros, cavacos e violões, o público é chamado a viajar pelos aspectos positivos e negativos das 16 comunidades que formam o complexo de favelas da Maré e de tantos outras da Zona Norte do Rio.

O evento acontece desde novembro de 2008 e, além dos artistas locais, recebeu convidados como Leandro Sapucahy, Bateria da União da Ilha – com seu intérprete oficial, Ito Melodia –Thiago Thomé, Bateria da Mangueira, Chiquinho Vírgula, João Martins, Renato Milagres, Juninho Thybau, Renato da Rocinha, Grupo Opaxorô, Bruno Sales, Rony do Grupo Referências e outros.

O Samba da Maré quer remar na direção da maré, cruzando os mares que resgatam a nossa cultura musical, mostrando que não só de páginas policiais vive o subúrbio carioca. O cenário é o primeiro museu de favelas do Brasil, o Museu da Maré, já visitado por cerca de 30 mil pessoas, reconhecido internacionalmente e ganhador de diversos prêmios de cultura no país.

17 de junho de 2013

Secretaria estadual do Ambiente retoma programa de educação ambiental nas escolas do Rio e Região Metropolitana

Proposta do Elos de Cidadania este ano é debater  a gestão participativa e integrada de águas e florestas da Mata Atlântica em 100 escolas da rede pública de ensino

Até 2014, Elos de Cidadania formará cerca de 200 professores
e 6.000 estudantes de ensino fundamental e médio do RJ

(foto: Larissa Amorim / 2012)

Em momento que muito se fala em representação social, por conta das manifestações de jovens nas ruas das principais cidades brasileiras, o programa de educação ambiental Elos de Cidadania, que, entre outros temas socioambientais, aborda o esvaziamento político dos espaços públicos de participação popular, será retomado oficialmente nas escolas, nesta terça (18/06), às 9 horas, em evento na Uerj, com a presença de professores e alunos das escolas participantes dos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, São João de Meriti, Duque de Caxias, Nilópolis, Mesquita, Belford Roxo e Nova Iguaçu.

Promovido pela Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria estadual do Ambiente (Seam/SEA), em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano, e apoio das secretarias de educação do Estado e dos municípios onde atua, o Elos da Cidadania: Educação Ambiental para a Gestão Participativa e Integrada de Águas e Florestas da Mata Atlântica tem como proposta levar à comunidade escolar debates gerais sobre as questões socioambientais, buscando soluções coletivas para os problemas identificados.

Em seis anos de atuação, o Elos de Cidadania já formou aproximadamente 22 mil professores, profissionais de educação e alunos, de quase 800 escolas diferentes, trabalhando as questões relativas à Agenda 21.

Agora, em nova fase, o Elos da Cidadania vai tratar especificamente de água e floresta.  Durante o curso, os alunos terão a oportunidade de discutir temas que, em geral, afetam a comunidade onde vivem, tais como a poluição atmosférica; a alteração e poluição de rios, lagoas e áreas costeiras; o uso de agrotóxicos; o lixo; a contaminação da água, do ar e do solo; a inadequação ou inexistência de água encanada, de tratamento de esgoto e de coleta seletiva regular; a biopirataria; a introdução de espécies exóticas.

Além disso, o programa vai abordar aspectos gerais sobre a destruição da Mata Atlântica e os danos ocasionados pela ocupação irregular de áreas de risco, e ainda sobre os processos históricos de exclusão, miséria, violência e esvaziamento político dos espaços públicos de participação popular.

O programa atuará nas regiões serrana, metropolitana e baixada fluminense. As localidades foram escolhidas por apresentarem áreas rurais e urbanas densamente povoadas com relevantes desigualdades socioeconômicas materializadas na exclusão social de uma significativa parcela da população que é privada dos bens e serviços necessários à manutenção da qualidade de vida. Em áreas com risco de acidentes e desastres naturais, como na Região Serrana, o conteúdo vai abranger também o enfrentamento dessas catástrofes e a preservação das encostas e de áreas de preservação permanente.

Entre 2013 e 2014, o programa pretende atender diretamente a 200 professores de diferentes áreas de conhecimento e a 6.000 estudantes de ensino fundamental e médio da de 100 escolas da rede de ensino da Secretaria de Estado de Educação, da Fundação de Apoio à Escola Técnica do RJ e das secretarias de educação dos municípios envolvidos.

Elos já foi lançado em quatro município

O secretário de estado do Ambiente, Carlos Minc, o secretário de Educação, Wilson Risolia,  o reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves de Castro,  a superintendente de educação ambiental, Lara Moutinho da Costa, participam da mesa de abertura do evento, entre outras autoridades. Está prevista, ainda, a realização da palestra Educação no Processo de Gestão Ambiental Pública, com o pesquisador e consultor em Educação Ambiental Carlos Frederico Loureiro.

O evento já passou pelos municípios de Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, Magé e Petrópolis. Teresópolis e Nova Friburgo farão seus lançamentos nos próximos dias 19 e 21, respectivamente.

12 de junho de 2013

Secretaria do Ambiente e Ibase lançam projeto de preservação da Mata Atlântica

Por Sandra Hoffmann / Ascom SEA


Mosaicos da Mata Atlântica vai instrumentalizar a população 
fluminense para participar dos conselhos de gestão ambiental. 

(foto: Larissa Amorim) 
Iniciativa pioneira no Brasil para o fortalecimento da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e o apoio à gestão integrada de mosaicos verdes de áreas protegidas no Rio de Janeiro, o Projeto Mosaicos da Mata Atlântica foi lançado, hoje (12/06), pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e pelo diretor-geral do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), Cândido Grzybowski.




O Rio de Janeiro tem a maior concentração de áreas protegidas do bioma Mata Atlântica e ecossistemas associados do país. Nos últimos anos, por conta de inúmeras iniciativas preservacionistas – boa parte implementada ou apoiada pela SEA e pelo Instituto Estadual do Ambiente –, se tornou o estado brasileiro que menos desmata a Mata Atlântica – mantendo ainda 13% de sua cobertura original.

No entanto, para a consolidação e o avanço dessa conquista, é necessário o fortalecimento da conservação de fragmentos de áreas verdes espalhados pelo território fluminense, que se encontram sob forte pressão, devido ao desenvolvimento econômico e ao padrão predatório de ocupação e uso da terra.

Nesse sentido, o Projeto Mosaicos da Mata Atlântica  visa a reestruturar e a fortalecer os conselhos consultivos, dos mosaicos Carioca e Central Fluminense, bem como implantar seus planos de gestão integrada além de articular a viabilização da sustentabilidade dos mosaicos de áreas protegidas.

Para implementação do projeto, que deverá ser concluído em 15 meses, serão investidos recursos de R$ 950 mil, do Fundo da Mata Atlântica. O projeto Mosaicos da Mata Atlântica, que será implementado pelo Ibase, vai abranger, em 16 municípios fluminenses, 49 unidades de conservação – sendo a área total dos mosaicos de 269 mil hectares. Nestas regiões, residem 11,5 milhões de pessoas. Destas, 576 mil pessoas serão atendidas pelo projeto.

Ao participar da cerimônia de lançamento, o secretário Carlos Minc destacou que o mosaico é uma experiência original que integra unidades de conservação federal, estaduais e municipais. Minc falou também sobre algumas ações da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) que visam à preservação da Mata Atlântica.

– É preciso pensar a proteção das unidades de conservação de forma integrada. Nós criamos os parques estaduais da Costa do Sol, na Região dos Lagos, e da Pedra Selada, na região do Médio Paraíba. Além disso, criamos as Unidades de Policiamento Ambiental (UPams) e lançamos a campanha de Abrace essas Dez!, destinada à conservação de dez espécies da fauna mais ameaçadas de extinção no Rio de Janeiro. Estamos investindo na preservação da Mata Atlântica. Nós queremos que a população veja os parques como uma alternativa para elas – disse o secretário.
  
Presente à cerimônia, a superintendente de Educação Ambiental da SEA, Lara Moutinho da Costa, destacou que o diferencial dessa iniciativa é a participação da população.
– O grande diferencial desse projeto é que o seu planejamento não está acontecendo dentro do gabinete. Ele acontecerá com a população participando. Vamos construir, junto com a população, dentro dos conselhos, os planos integrados de proteção à biodiversidade, de fiscalização e de fomento ao turismo – explicou Lara.
Ela destacou ainda que a terceira linha de ação do Projeto Mosaicos da Mata Atlântica é pensar na sustentabilidade dessas estruturas de gestão participativa. Para isso, será criado um grupo de trabalho, com participação dos órgãos envolvidos e também do Ministério Público.
– A Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc – lei nº 9985/00) cria a categoria mosaico, mas não diz como ela vai se sustentar. Então, é preciso criar uma racionalidade jurídica que diga como vai se sustentar. Para isso, será criado um grupo de trabalho que terá participação do Ministério Público para pensar em um documento jurídico que possa direcionar, por exemplo, recursos de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado por empresas, para que possam ser utilizados na estruturação do espaço físico e de pessoal para a sustentabilidade dos mosaicos – destacou a superintendente.
Também estiveram presentes na cerimônia, entre outros, o secretário-executivo do mosaico Central Fluminense, Francisco Pontes de Miranda Ferreira e a coordenadora-executiva do projeto, Nahyda Franca (Ibase).

Secretaria do Ambiente e Ibase fortalecem preservação da Mata Atlântica

Projeto reforça biodiversidade e gestão integrada de mosaicos de áreas protegidas no Estado do Rio de Janeiro


Iniciativa pioneira no Brasil para o fortalecimento da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e o apoio à gestão integrada de mosaicos verdes de áreas protegidas no Rio de Janeiro, o Projeto Mosaicos da Mata Atlântica será lançado, nesta quarta-feira, pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase).

O secretário do Ambiente, Carlos Minc, e o diretor-geral do Ibase, Cândido Grzybowski, participarão da cerimônia de lançamento do projeto, que reforça a preservação da Mata Atlântica no território fluminense.

O Rio de Janeiro tem a maior concentração de áreas protegidas do bioma Mata Atlântica e ecossistemas associados do país. Nos últimos anos, por conta de inúmeras iniciativas preservacionistas – boa parte implementada ou apoiada pela SEA e pelo Instituto Estadual do Ambiente –, se tornou o estado brasileiro que menos desmata a Mata Atlântica – mantendo ainda 13% de sua cobertura original.

No entanto, para a consolidação e o avanço dessa conquista, é necessário o fortalecimento da conservação de fragmentos de verdes espalhados pelo território fluminense que se encontram sob forte pressão, devido ao desenvolvimento econômico e ao padrão predatório de ocupação e uso da terra.

Nesse sentido, o Projeto Mosaicos da Mata Atlântica visa a reestruturar e fortalecer os conselhos consultivos dos mosaicos Carioca e Central Fluminense, bem como implantar seus planos de gestão integrada.

Os responsáveis pelo projeto também farão a articulação interinstitucional junto ao Ministério Público e aos órgãos gestores, promovendo assim a sustentabilidade dos mosaicos verdes de áreas protegidas e reservas da biosfera da Mata Atlântica no Rio de Janeiro.

Estarão também presentes na cerimônia, entre outros, os secretários-executivos dos mosaicos Carioca e Central Fluminense, Celso Junius Santos e Francisco Pontes de Miranda Ferreira, as coordenadoras-executivas do projeto, Lara Moutinho da Costa (SEA) e Nahyda Franca (Ibase), e o chefe do Parque Nacional da Tijuca, Ernesto Viveiros de Castro.

7 de junho de 2013

Secretaria do Ambiente faz palestra de Educação no Processo de Gestão Ambiental Pública em 15 cidades do RJ

Palestras acontecerão nas aberturas oficias do sexto ano do programa Elos da Cidadania: Educação Ambiental para a Gestão Participativa e Integrada de Águas e Florestas da Mata Atlântica

Larissa Amorim






Elos da Cidadania leva para as escolas o debate sobre a destruição da Mata Atlântica; os danos ocasionados pela ocupação irregular de áreas de risco, a exclusão, a violência e o esvaziamento político dos espaços públicos de participação popular


Cachoeiras de Macacu será o primeiro município a abrir oficialmente as atividades do Elos de Cidadania, programa de educação ambiental, criado em 2007, pela Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria estadual do Ambiente (Seam/SEA), e executado em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e com recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano. 

A abertura acontecerá dia 11/06, às 14 horas, no Centro Intereducacional de Arte e Cultura da cidade. Estarão presentes os professores das escolas participantes do município, os secretários municipais de Educação, de Cultura e de Meio Ambiente e coordenadores do programa. Está prevista ainda a realização da palestra Educação no Processo de Gestão Ambiental Pública, com Lara Moutinho da Costa, superintendente de Educação Ambiental da da SEA.

Entre os dias 13 e 21/06, ocorrerão as aberturas oficias dos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, São João de Meriti, Duque de Caxias, Nilópolis, Mesquita, Belford Roxo, Nova Iguaçu, Petrópolis, Magé, Guapimirim, Teresópolis e Nova Friburgo. 



Educação Ambiental Crítica

A proposta do Elos da Cidadania: Educação Ambiental para a Gestão Participativa e Integrada de Águas e Florestas da Mata Atlântica é levar à comunidade escolar debates gerais sobre as questões socioambientais, buscando soluções coletivas para os problemas identificados. 

Em seis anos de atuação, o Elos de Cidadania já formou aproximadamente 22 mil professores, profissionais de educação e alunos, de quase 800 escolas diferentes, trabalhando as questões relativas à Agenda 21. Agora, em nova fase, o Elos da Cidadania vai tratar especificamente de água e floresta. As principais questões abordadas serão a poluição atmosférica; a alteração e poluição de rios, lagoas e áreas costeiras; o uso de agrotóxicos; o lixo; a contaminação da água, do ar e  do solo; a inadequação ou inexistência de água encanada; tratamento de esgoto e coleta seletiva regular; a biopirataria; a introdução de espécies exóticas; a destruição da Mata Atlântica; os danos ocasionados pela ocupação irregular de áreas de risco; a exclusão; a miséria; a violência e o esvaziamento político dos espaços públicos de participação popular.

O programa atuará nas regiões serrana, metropolitana e baixada fluminense. Segundo o coordenador de eixo formal da Seam/SEA, Fábio Alves Leite da Silva, as localidades foram escolhidas por apresentarem áreas rurais e urbanas densamente povoadas com relevantes desigualdades socioeconômicas materializadas na exclusão social de uma significativa parcela da população que é privada dos bens e serviços necessários à manutenção da qualidade de vida.

– Em áreas com risco de acidentes e desastres naturais, como na Região Serrana, o conteúdo vai abranger também o enfrentamento dessas catástrofes e a preservação das encostas e de áreas de preservação permanente - informa.

Entre 2013 e 2014, o programa pretende atender diretamente a 200 professores de diferentes áreas de conhecimento e a 3.000 estudantes de ensino fundamental e médio da Secretaria de Estado de Educação, da Fundação de Apoio à Escola Técnica do RJ e das secretarias de educação dos municípios envolvidos. 

O planejamento é para que sejam organizados, no período de dois anos, 13 cursos de introdução à educação no processo de gestão ambiental pública; 100 espaços livres de organização de ações socioambientais locais; 100 diagnósticos socioambientais, histórias ambientais, mapas socioambientais e projetos de intervenção; seis fóruns de mobilizadores e gestores escolares e 14 mostras finais.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA ABERTURA OFICIAL DO ELOS DE CIDADANIA

Abertura em Cachoeiras de Macacu
11 de Junho, 14 horas
Local: Centro Intereducacional de Arte e Cultura - Rua Prefeito José da Silva, 55 - Campo do Prado          

Abertura em Guapimirim
13 de junho, 14 horas
Local: Centro Cultural de Guapimirim - Rua Itacoatiara, nº 99 - Centro

Abertura em Magé
14 de Junho, 9 horasLocal: a confirmar

Abertura em Petrópolis
14 de Junho, 14 horasLocal: Palácio Barão de Mauá - Praça da Confluência, 3 - Centro

Abertura de Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, São Gonçalo e São João de Meriti
18 de Junho, 9 horas
Local: UERJ - Rua São Francisco Xavier, 524 - Pavilhão João Lyra Filho, Bloco F, Auditório 11 - Maracanã

Abertura em Teresópolis
19 de Junho, 14 horas
Local: Escola Municipal Maçon Lino Oroña Lema - Rua Prefeito Sebastião Teixeira, 220 - Tijuca

Abertura em Nova Friburgo
21 de junho, 9 horas
Local: Auditório da Secretaria de Educação - Av. Alberto Braune, 224 - Centro


Mais informações
De segunda a sexta, das 10 às 17 horas.
Telefone: (21) 2334-0713

24 de maio de 2013

Professores do Rio discutem escolas sustentáveis

Grupo Interdisciplinar de Educação Ambiental promove encontro para educadores refletirem sobre o papel da escola como espaço educador sustentável e políticas públicas


Com a intenção de apoiar o processo de discussão envolvendo a IV Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, proposta pelo Ministério da Educação, o Grupo Interdisciplinar de Educação Ambiental do Estado do Rio de Janeiro (GIEA) promove, no dia 29 de maio, o Colóquio Escolas Sustentáveis. O evento acontecerá na Escola de Aperfeiçoamento dos Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro, localizada na Rua Amaral, 30, no bairro da Tijuca, zona norte do Rio.

O GIEA pretende reunir no evento professores e interessados para reflexão e discussão sobre a escola como espaço educador sustentável, apoiada em três pilares: ecotécnicas, currículo integrado e gestão democrática. O colóquio será dividido em duas mesas: a primeira sobre escolas como espaço educador sustentável e a segunda com reflexões sobre a política pública.

Estão confirmadas a presença do secretário de Estado do Ambiente, Carlos Minc, do subsecretário de Gestão da Rede e de Ensino da Secretaria de Educação, Antônio José Vieira de Paiva Neto, do coordenador geral de Educação Ambiental do Ministério da Educação, José Vicente Freitas, e da coordenadora do GIEA, Lara Moutinho da Costa, além de outros especialistas em Educação Ambiental (veja programação detalhada logo abaixo).

O GIEA foi criado pela Lei n.º 3325/99  com a finalidade de definir, principalmente, as diretrizes para a implementação da Política Estadual de Educação Ambiental e é composto por diversas instituições representantes do Estado e sociedade civil.


PROGRAMAÇÃO

8h – Credenciamento e café da manhã

9h às 9h30 – MESA DE ABERTURA
• Carlos Minc, secretário de Estado do Ambiente
• Antônio José Vieira de Paiva Neto, subsecretário de Gestão da Rede de Ensino da SEEDUC
• José Vicente Freitas, do Ministério da Educação
• Lara Moutinho da Costa, coordenadora do GIEA

9h30 às 11h – COLÓQUIO 1
Escolas como Espaço Educador Sustentável: As Três Vertentes - Espaços Físicos, Gestão Democrática e Currículo Integrado

Moderador: GIEA
• José Vicente Freitas - Coordenador Geral de Educação Ambiental do MEC
• Lucienne Pimentel - Faculdade de Engenharia da UERJ e Especialista em Ecotécnicas
• Inês Barbosa de Oliveira - UERJ e Especialista em Currículos
• Jaílson Alves dos Santos - Diretor da Escola de Gestores Educacionais da UFRJ e Especialista em Gestão Democrática

11h às12h30 – COLÓQUIO 2
Reflexões sobre a Política Pública

Moderador: GIEA
• Jacqueline Guerreiro - Rede de Educação Ambiental do Rio de Janeiro (REARJ)
• Celso Sanches - UNIRIO - membro do Grupo de Estudos em Educação Ambiental Desde el Sul
• Rodrigo Lamosa - UFRJ e diretor do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação de Duque de Caxias
• Valnei Alexandre da Fonseca - Diretor do Colégio Estadual Erich Walter Heine
• Neide Aparecida de Souza - Diretora do Colégio Estadual Brigadeiro Schorcht

13h – Coquetel de encerramento


Sobre o GIEA

Membros do GIEA se reúnem periodicamente 
para definir as diretrizes da futura política 
estadual de educação ambiental
O Grupo Interdisciplinar de Educação Ambiental do Estado do Rio de Janeiro, criado pela Lei n.º 3325/99, tem por finalidade: definir as diretrizes para a implementação da Política Estadual de Educação Ambiental (PEEA); sistematizar e divulgar as diretrizes definidas, garantida a ampla participação social e comunitária; estimular, acompanhar e avaliar a PEEA, bem como fortalecer a sua implementação; dimensionar recursos necessários aos programas e projetos de EA; fomentar parcerias entre instituições educacionais, empresas públicas e privadas, entidades de classe, lideranças comunitárias, e demais entidades que tenham interesse na área de EA, inclusive promovendo a captação de recursos destinados ao financiamento de planos, projetos e programas de EA; avaliar os programas e projetos de EA, sua abrangência, objetividade e adequação à política e gerenciamento competente de recursos materiais, humanos e tecnológicos; promover o acompanhamento e a divulgação dos programas e projetos de EA em execução no Estado; e eventos e espaços para discussões sobre a Educação Ambiental.

São membros do GIEA representantes (titular e suplente) das secretarias estaduais do Ambiente (SEA), de Educação (SEEDUC), de Ciência e Tecnologia (SECT); e de Cultura (SEC). Ainda integram o plenário, em sistema de revezamento anual, representantes da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) e Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (ANAMMA), e do Instituto Jardim Botânico do Rio de Janeiro e Fundação Oswaldo Cruz.

Além disso, atuam como instituições convidadas: o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), em sistema de revezamento anual; o Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino (SEPE) e o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), também em sistema de revezamento anual; a Rede de Educação Ambiental do Rio de Janeiro (REARJ); o Coletivo do Rio de Janeiro; e o Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica do Rio de Janeiro (CERBMA-RJ). As universidades fluminenses estão convidadas a atuarem em regime de alternância.


Mais informações:
Marcos Maia - marcos.maia@globo.com - (21) 9389-8953

15 de maio de 2013

Secretaria estadual do Ambiente realiza oficina para formação de monitores socioambientais na região serrana

O Mãos à Obra, programa da Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria do Estado do Ambiente (SEA) realiza nos dias 18 e 25 de maio, simultaneamente nos municípios de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo, a oficina ambiente saudável é ambiente sem preconceito. O objetivo é articular a diversidade cultural e sexual com a sustentabilidade ambiental, ampliando os conhecimentos dos monitores socioambientais sobre questões relativas aos direitos humanos, cidadania e saúde ambiental.

O programa Mãos à Obra, executado em parceria com a Uerj, tem como objetivo principal fortalecer, através da educação ambiental, o poder local e a gestão participativa sobre o território, atuando junto às instituições que compõe o sistema ambiental municipal e às comunidades em maior vulnerabilidade socioambiental.

Em 2012, atuou nas localidades da região serrana afetadas pelas chuvas em janeiro de 2011, e que receberam ações emergenciais da SEA, tais como: Posse, Campo Grande e Cascata do Imbuí (Teresópolis), Vale do Cuiabá, Gentio e Madame Machado (Petrópolis) e Córrego Dantas ( Nova Friburgo). Foram formados 95 monitores socioambientais.

Locais onde serão realizadas as oficinas:

Petrópolis
Horário: 9h
Local: Ciep Candido Portinari
Endereço: Estrada União Indústria 11.504 / Itaipava

Teresópolis
Horário:9h
Local: Escola Municipal João Adolpho Josetti
Endereço: Estrada José Artur Josetti, 355 / Posse

Nova Friburgo
Horário:9h
Local: Colégio Estadual Etelvina Schottz
Endereço: Estrada Teresópolis - Friburgo, Km3 / Córrego Dantas