12 de junho de 2013

Secretaria do Ambiente e Ibase lançam projeto de preservação da Mata Atlântica

Por Sandra Hoffmann / Ascom SEA


Mosaicos da Mata Atlântica vai instrumentalizar a população 
fluminense para participar dos conselhos de gestão ambiental. 

(foto: Larissa Amorim) 
Iniciativa pioneira no Brasil para o fortalecimento da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e o apoio à gestão integrada de mosaicos verdes de áreas protegidas no Rio de Janeiro, o Projeto Mosaicos da Mata Atlântica foi lançado, hoje (12/06), pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e pelo diretor-geral do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), Cândido Grzybowski.




O Rio de Janeiro tem a maior concentração de áreas protegidas do bioma Mata Atlântica e ecossistemas associados do país. Nos últimos anos, por conta de inúmeras iniciativas preservacionistas – boa parte implementada ou apoiada pela SEA e pelo Instituto Estadual do Ambiente –, se tornou o estado brasileiro que menos desmata a Mata Atlântica – mantendo ainda 13% de sua cobertura original.

No entanto, para a consolidação e o avanço dessa conquista, é necessário o fortalecimento da conservação de fragmentos de áreas verdes espalhados pelo território fluminense, que se encontram sob forte pressão, devido ao desenvolvimento econômico e ao padrão predatório de ocupação e uso da terra.

Nesse sentido, o Projeto Mosaicos da Mata Atlântica  visa a reestruturar e a fortalecer os conselhos consultivos, dos mosaicos Carioca e Central Fluminense, bem como implantar seus planos de gestão integrada além de articular a viabilização da sustentabilidade dos mosaicos de áreas protegidas.

Para implementação do projeto, que deverá ser concluído em 15 meses, serão investidos recursos de R$ 950 mil, do Fundo da Mata Atlântica. O projeto Mosaicos da Mata Atlântica, que será implementado pelo Ibase, vai abranger, em 16 municípios fluminenses, 49 unidades de conservação – sendo a área total dos mosaicos de 269 mil hectares. Nestas regiões, residem 11,5 milhões de pessoas. Destas, 576 mil pessoas serão atendidas pelo projeto.

Ao participar da cerimônia de lançamento, o secretário Carlos Minc destacou que o mosaico é uma experiência original que integra unidades de conservação federal, estaduais e municipais. Minc falou também sobre algumas ações da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) que visam à preservação da Mata Atlântica.

– É preciso pensar a proteção das unidades de conservação de forma integrada. Nós criamos os parques estaduais da Costa do Sol, na Região dos Lagos, e da Pedra Selada, na região do Médio Paraíba. Além disso, criamos as Unidades de Policiamento Ambiental (UPams) e lançamos a campanha de Abrace essas Dez!, destinada à conservação de dez espécies da fauna mais ameaçadas de extinção no Rio de Janeiro. Estamos investindo na preservação da Mata Atlântica. Nós queremos que a população veja os parques como uma alternativa para elas – disse o secretário.
  
Presente à cerimônia, a superintendente de Educação Ambiental da SEA, Lara Moutinho da Costa, destacou que o diferencial dessa iniciativa é a participação da população.
– O grande diferencial desse projeto é que o seu planejamento não está acontecendo dentro do gabinete. Ele acontecerá com a população participando. Vamos construir, junto com a população, dentro dos conselhos, os planos integrados de proteção à biodiversidade, de fiscalização e de fomento ao turismo – explicou Lara.
Ela destacou ainda que a terceira linha de ação do Projeto Mosaicos da Mata Atlântica é pensar na sustentabilidade dessas estruturas de gestão participativa. Para isso, será criado um grupo de trabalho, com participação dos órgãos envolvidos e também do Ministério Público.
– A Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc – lei nº 9985/00) cria a categoria mosaico, mas não diz como ela vai se sustentar. Então, é preciso criar uma racionalidade jurídica que diga como vai se sustentar. Para isso, será criado um grupo de trabalho que terá participação do Ministério Público para pensar em um documento jurídico que possa direcionar, por exemplo, recursos de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado por empresas, para que possam ser utilizados na estruturação do espaço físico e de pessoal para a sustentabilidade dos mosaicos – destacou a superintendente.
Também estiveram presentes na cerimônia, entre outros, o secretário-executivo do mosaico Central Fluminense, Francisco Pontes de Miranda Ferreira e a coordenadora-executiva do projeto, Nahyda Franca (Ibase).

Secretaria do Ambiente e Ibase fortalecem preservação da Mata Atlântica

Projeto reforça biodiversidade e gestão integrada de mosaicos de áreas protegidas no Estado do Rio de Janeiro


Iniciativa pioneira no Brasil para o fortalecimento da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e o apoio à gestão integrada de mosaicos verdes de áreas protegidas no Rio de Janeiro, o Projeto Mosaicos da Mata Atlântica será lançado, nesta quarta-feira, pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase).

O secretário do Ambiente, Carlos Minc, e o diretor-geral do Ibase, Cândido Grzybowski, participarão da cerimônia de lançamento do projeto, que reforça a preservação da Mata Atlântica no território fluminense.

O Rio de Janeiro tem a maior concentração de áreas protegidas do bioma Mata Atlântica e ecossistemas associados do país. Nos últimos anos, por conta de inúmeras iniciativas preservacionistas – boa parte implementada ou apoiada pela SEA e pelo Instituto Estadual do Ambiente –, se tornou o estado brasileiro que menos desmata a Mata Atlântica – mantendo ainda 13% de sua cobertura original.

No entanto, para a consolidação e o avanço dessa conquista, é necessário o fortalecimento da conservação de fragmentos de verdes espalhados pelo território fluminense que se encontram sob forte pressão, devido ao desenvolvimento econômico e ao padrão predatório de ocupação e uso da terra.

Nesse sentido, o Projeto Mosaicos da Mata Atlântica visa a reestruturar e fortalecer os conselhos consultivos dos mosaicos Carioca e Central Fluminense, bem como implantar seus planos de gestão integrada.

Os responsáveis pelo projeto também farão a articulação interinstitucional junto ao Ministério Público e aos órgãos gestores, promovendo assim a sustentabilidade dos mosaicos verdes de áreas protegidas e reservas da biosfera da Mata Atlântica no Rio de Janeiro.

Estarão também presentes na cerimônia, entre outros, os secretários-executivos dos mosaicos Carioca e Central Fluminense, Celso Junius Santos e Francisco Pontes de Miranda Ferreira, as coordenadoras-executivas do projeto, Lara Moutinho da Costa (SEA) e Nahyda Franca (Ibase), e o chefe do Parque Nacional da Tijuca, Ernesto Viveiros de Castro.

7 de junho de 2013

Secretaria do Ambiente faz palestra de Educação no Processo de Gestão Ambiental Pública em 15 cidades do RJ

Palestras acontecerão nas aberturas oficias do sexto ano do programa Elos da Cidadania: Educação Ambiental para a Gestão Participativa e Integrada de Águas e Florestas da Mata Atlântica

Larissa Amorim






Elos da Cidadania leva para as escolas o debate sobre a destruição da Mata Atlântica; os danos ocasionados pela ocupação irregular de áreas de risco, a exclusão, a violência e o esvaziamento político dos espaços públicos de participação popular


Cachoeiras de Macacu será o primeiro município a abrir oficialmente as atividades do Elos de Cidadania, programa de educação ambiental, criado em 2007, pela Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria estadual do Ambiente (Seam/SEA), e executado em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e com recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano. 

A abertura acontecerá dia 11/06, às 14 horas, no Centro Intereducacional de Arte e Cultura da cidade. Estarão presentes os professores das escolas participantes do município, os secretários municipais de Educação, de Cultura e de Meio Ambiente e coordenadores do programa. Está prevista ainda a realização da palestra Educação no Processo de Gestão Ambiental Pública, com Lara Moutinho da Costa, superintendente de Educação Ambiental da da SEA.

Entre os dias 13 e 21/06, ocorrerão as aberturas oficias dos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, São João de Meriti, Duque de Caxias, Nilópolis, Mesquita, Belford Roxo, Nova Iguaçu, Petrópolis, Magé, Guapimirim, Teresópolis e Nova Friburgo. 



Educação Ambiental Crítica

A proposta do Elos da Cidadania: Educação Ambiental para a Gestão Participativa e Integrada de Águas e Florestas da Mata Atlântica é levar à comunidade escolar debates gerais sobre as questões socioambientais, buscando soluções coletivas para os problemas identificados. 

Em seis anos de atuação, o Elos de Cidadania já formou aproximadamente 22 mil professores, profissionais de educação e alunos, de quase 800 escolas diferentes, trabalhando as questões relativas à Agenda 21. Agora, em nova fase, o Elos da Cidadania vai tratar especificamente de água e floresta. As principais questões abordadas serão a poluição atmosférica; a alteração e poluição de rios, lagoas e áreas costeiras; o uso de agrotóxicos; o lixo; a contaminação da água, do ar e  do solo; a inadequação ou inexistência de água encanada; tratamento de esgoto e coleta seletiva regular; a biopirataria; a introdução de espécies exóticas; a destruição da Mata Atlântica; os danos ocasionados pela ocupação irregular de áreas de risco; a exclusão; a miséria; a violência e o esvaziamento político dos espaços públicos de participação popular.

O programa atuará nas regiões serrana, metropolitana e baixada fluminense. Segundo o coordenador de eixo formal da Seam/SEA, Fábio Alves Leite da Silva, as localidades foram escolhidas por apresentarem áreas rurais e urbanas densamente povoadas com relevantes desigualdades socioeconômicas materializadas na exclusão social de uma significativa parcela da população que é privada dos bens e serviços necessários à manutenção da qualidade de vida.

– Em áreas com risco de acidentes e desastres naturais, como na Região Serrana, o conteúdo vai abranger também o enfrentamento dessas catástrofes e a preservação das encostas e de áreas de preservação permanente - informa.

Entre 2013 e 2014, o programa pretende atender diretamente a 200 professores de diferentes áreas de conhecimento e a 3.000 estudantes de ensino fundamental e médio da Secretaria de Estado de Educação, da Fundação de Apoio à Escola Técnica do RJ e das secretarias de educação dos municípios envolvidos. 

O planejamento é para que sejam organizados, no período de dois anos, 13 cursos de introdução à educação no processo de gestão ambiental pública; 100 espaços livres de organização de ações socioambientais locais; 100 diagnósticos socioambientais, histórias ambientais, mapas socioambientais e projetos de intervenção; seis fóruns de mobilizadores e gestores escolares e 14 mostras finais.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA ABERTURA OFICIAL DO ELOS DE CIDADANIA

Abertura em Cachoeiras de Macacu
11 de Junho, 14 horas
Local: Centro Intereducacional de Arte e Cultura - Rua Prefeito José da Silva, 55 - Campo do Prado          

Abertura em Guapimirim
13 de junho, 14 horas
Local: Centro Cultural de Guapimirim - Rua Itacoatiara, nº 99 - Centro

Abertura em Magé
14 de Junho, 9 horasLocal: a confirmar

Abertura em Petrópolis
14 de Junho, 14 horasLocal: Palácio Barão de Mauá - Praça da Confluência, 3 - Centro

Abertura de Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, São Gonçalo e São João de Meriti
18 de Junho, 9 horas
Local: UERJ - Rua São Francisco Xavier, 524 - Pavilhão João Lyra Filho, Bloco F, Auditório 11 - Maracanã

Abertura em Teresópolis
19 de Junho, 14 horas
Local: Escola Municipal Maçon Lino Oroña Lema - Rua Prefeito Sebastião Teixeira, 220 - Tijuca

Abertura em Nova Friburgo
21 de junho, 9 horas
Local: Auditório da Secretaria de Educação - Av. Alberto Braune, 224 - Centro


Mais informações
De segunda a sexta, das 10 às 17 horas.
Telefone: (21) 2334-0713

24 de maio de 2013

Professores do Rio discutem escolas sustentáveis

Grupo Interdisciplinar de Educação Ambiental promove encontro para educadores refletirem sobre o papel da escola como espaço educador sustentável e políticas públicas


Com a intenção de apoiar o processo de discussão envolvendo a IV Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, proposta pelo Ministério da Educação, o Grupo Interdisciplinar de Educação Ambiental do Estado do Rio de Janeiro (GIEA) promove, no dia 29 de maio, o Colóquio Escolas Sustentáveis. O evento acontecerá na Escola de Aperfeiçoamento dos Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro, localizada na Rua Amaral, 30, no bairro da Tijuca, zona norte do Rio.

O GIEA pretende reunir no evento professores e interessados para reflexão e discussão sobre a escola como espaço educador sustentável, apoiada em três pilares: ecotécnicas, currículo integrado e gestão democrática. O colóquio será dividido em duas mesas: a primeira sobre escolas como espaço educador sustentável e a segunda com reflexões sobre a política pública.

Estão confirmadas a presença do secretário de Estado do Ambiente, Carlos Minc, do subsecretário de Gestão da Rede e de Ensino da Secretaria de Educação, Antônio José Vieira de Paiva Neto, do coordenador geral de Educação Ambiental do Ministério da Educação, José Vicente Freitas, e da coordenadora do GIEA, Lara Moutinho da Costa, além de outros especialistas em Educação Ambiental (veja programação detalhada logo abaixo).

O GIEA foi criado pela Lei n.º 3325/99  com a finalidade de definir, principalmente, as diretrizes para a implementação da Política Estadual de Educação Ambiental e é composto por diversas instituições representantes do Estado e sociedade civil.


PROGRAMAÇÃO

8h – Credenciamento e café da manhã

9h às 9h30 – MESA DE ABERTURA
• Carlos Minc, secretário de Estado do Ambiente
• Antônio José Vieira de Paiva Neto, subsecretário de Gestão da Rede de Ensino da SEEDUC
• José Vicente Freitas, do Ministério da Educação
• Lara Moutinho da Costa, coordenadora do GIEA

9h30 às 11h – COLÓQUIO 1
Escolas como Espaço Educador Sustentável: As Três Vertentes - Espaços Físicos, Gestão Democrática e Currículo Integrado

Moderador: GIEA
• José Vicente Freitas - Coordenador Geral de Educação Ambiental do MEC
• Lucienne Pimentel - Faculdade de Engenharia da UERJ e Especialista em Ecotécnicas
• Inês Barbosa de Oliveira - UERJ e Especialista em Currículos
• Jaílson Alves dos Santos - Diretor da Escola de Gestores Educacionais da UFRJ e Especialista em Gestão Democrática

11h às12h30 – COLÓQUIO 2
Reflexões sobre a Política Pública

Moderador: GIEA
• Jacqueline Guerreiro - Rede de Educação Ambiental do Rio de Janeiro (REARJ)
• Celso Sanches - UNIRIO - membro do Grupo de Estudos em Educação Ambiental Desde el Sul
• Rodrigo Lamosa - UFRJ e diretor do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação de Duque de Caxias
• Valnei Alexandre da Fonseca - Diretor do Colégio Estadual Erich Walter Heine
• Neide Aparecida de Souza - Diretora do Colégio Estadual Brigadeiro Schorcht

13h – Coquetel de encerramento


Sobre o GIEA

Membros do GIEA se reúnem periodicamente 
para definir as diretrizes da futura política 
estadual de educação ambiental
O Grupo Interdisciplinar de Educação Ambiental do Estado do Rio de Janeiro, criado pela Lei n.º 3325/99, tem por finalidade: definir as diretrizes para a implementação da Política Estadual de Educação Ambiental (PEEA); sistematizar e divulgar as diretrizes definidas, garantida a ampla participação social e comunitária; estimular, acompanhar e avaliar a PEEA, bem como fortalecer a sua implementação; dimensionar recursos necessários aos programas e projetos de EA; fomentar parcerias entre instituições educacionais, empresas públicas e privadas, entidades de classe, lideranças comunitárias, e demais entidades que tenham interesse na área de EA, inclusive promovendo a captação de recursos destinados ao financiamento de planos, projetos e programas de EA; avaliar os programas e projetos de EA, sua abrangência, objetividade e adequação à política e gerenciamento competente de recursos materiais, humanos e tecnológicos; promover o acompanhamento e a divulgação dos programas e projetos de EA em execução no Estado; e eventos e espaços para discussões sobre a Educação Ambiental.

São membros do GIEA representantes (titular e suplente) das secretarias estaduais do Ambiente (SEA), de Educação (SEEDUC), de Ciência e Tecnologia (SECT); e de Cultura (SEC). Ainda integram o plenário, em sistema de revezamento anual, representantes da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) e Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (ANAMMA), e do Instituto Jardim Botânico do Rio de Janeiro e Fundação Oswaldo Cruz.

Além disso, atuam como instituições convidadas: o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), em sistema de revezamento anual; o Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino (SEPE) e o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), também em sistema de revezamento anual; a Rede de Educação Ambiental do Rio de Janeiro (REARJ); o Coletivo do Rio de Janeiro; e o Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica do Rio de Janeiro (CERBMA-RJ). As universidades fluminenses estão convidadas a atuarem em regime de alternância.


Mais informações:
Marcos Maia - marcos.maia@globo.com - (21) 9389-8953

15 de maio de 2013

Secretaria estadual do Ambiente realiza oficina para formação de monitores socioambientais na região serrana

O Mãos à Obra, programa da Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria do Estado do Ambiente (SEA) realiza nos dias 18 e 25 de maio, simultaneamente nos municípios de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo, a oficina ambiente saudável é ambiente sem preconceito. O objetivo é articular a diversidade cultural e sexual com a sustentabilidade ambiental, ampliando os conhecimentos dos monitores socioambientais sobre questões relativas aos direitos humanos, cidadania e saúde ambiental.

O programa Mãos à Obra, executado em parceria com a Uerj, tem como objetivo principal fortalecer, através da educação ambiental, o poder local e a gestão participativa sobre o território, atuando junto às instituições que compõe o sistema ambiental municipal e às comunidades em maior vulnerabilidade socioambiental.

Em 2012, atuou nas localidades da região serrana afetadas pelas chuvas em janeiro de 2011, e que receberam ações emergenciais da SEA, tais como: Posse, Campo Grande e Cascata do Imbuí (Teresópolis), Vale do Cuiabá, Gentio e Madame Machado (Petrópolis) e Córrego Dantas ( Nova Friburgo). Foram formados 95 monitores socioambientais.

Locais onde serão realizadas as oficinas:

Petrópolis
Horário: 9h
Local: Ciep Candido Portinari
Endereço: Estrada União Indústria 11.504 / Itaipava

Teresópolis
Horário:9h
Local: Escola Municipal João Adolpho Josetti
Endereço: Estrada José Artur Josetti, 355 / Posse

Nova Friburgo
Horário:9h
Local: Colégio Estadual Etelvina Schottz
Endereço: Estrada Teresópolis - Friburgo, Km3 / Córrego Dantas

30 de abril de 2013

Secretarias estaduais do Ambiente e da Educação assinam termo de cooperação para implantar programas de educação ambiental nos colégios do Rio


Na próxima sexta, dia 03/05, os secretários estaduais Carlos Minc, do Ambiente (SEA), e Wilson Risolia Rodrigues, da Educação (Seeduc), assinarão termo de cooperação técnica para formalizar a implantação de dois importantes programas de educação ambiental na rede estadual de ensino: Elos de Cidadania e Nas Ondas do Ambiente (componente Rádio@Escola.com)

Segundo a superintendente de Educação Ambiental da SEA, Lara Moutinho da Costa, o acordo com a Seeduc irá possibilitará o Governo do Rio estabelecer com mais eficiência mecanismos que contribuam para a formação de uma nova cultura ambiental orientada para a gestão participativa.

Pelo termo de cooperação, a SEA ficará responsável por divulgar, implantar e acompanhar a realização dos programas nos colégios, enquanto a Seeduc mediará o contato entre a SEA e as unidades escolares, além de acompanhar o trabalho dos programas.

Desenvolvidos pela Superintendência de Educação Ambiental da SEA em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e dirigidos a profissionais de educação e alunos do ensino médio, o Elos de Cidadania e o Nas Ondas do Ambiente, na prática, já atuam em algumas unidades estaduais há seis anos.


Elos de Cidadania

Criado em 2007, o Elos de Cidadania conta recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam). O programa vem atuando fortemente nas redes municipais de ensino do estado, em parceria com as secretarias de educação municipais. 

Este ano, o programa atuará no entorno dos principais rios e remanescentes da Mata Atlântica que integram os mosaicos Carioca e Central Fluminense, compreendendo as regiões hidrográficas Piabanha, Baía de Guanabara e Rio Dois Rios, nos municípios de Belford Roxo, Cachoeiras do Macacu, Duque de Caxias, Guapimirim, Magé, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Petrópolis, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João de Meriti e Teresópolis.

O objetivo é promover uma formação que qualifique a comunidade escolar para o desenvolvimento e o fortalecimento de ações coletivas integradas voltadas para o enfrentamento das vulnerabilidades e a gestão participativa e integrada dos recursos hídricos e da biodiversidade da Mata Atlântica.


Nas Ondas do Ambiente

Por sua vez, o Nas Ondas do Ambiente, também criado em 2007, com a mesma grade de parcerias do Elos de Cidadania, tem por objetivo fomentar a educomunicação socioambiental nas unidades escolares e comunidades, associando processos educativos participativos à comunicação popular com temas ambientais, culturais e sociais da atualidade. O programa é dividido em três componentes: Rádio@Escola.com, Nas Ondas da Mata Atlântica e Comunidades Urbanas.

No Rádio@Escola.com, professores e alunos dos primeiro e segundo ano do Ensino Médio recebem aulas de técnicas radiofônicas, redação, edição de som, entre outras. Após a etapa de aprendizado, os alunos são incentivados a instalarem a rádio na escola e a produzirem programação diária com temas de interesse da comunidade escolar.



Trecho inicial do TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA

Considerando o interesse estratégico do Governo do Estado do Rio de Janeiro em estabelecer mecanismos que contribuam para a implantação de uma nova cultura ambiental orientada para a gestão ambiental participativa;

A necessidade de aumentar a consciência pública sobre as questões socioambientais da atualidade;

As Unidades Escolares da Rede Pública Estadual como peças fundamentais no processo de formação da cidadania ambiental e de implantação da cultura da participação da gestão do ambiente;
  
CLÁUSULA PRIMEIRA - DO OBJETO

Este Termo tem por objeto a cooperação entre a Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro (SEA), por intermédio de sua Superintendência de Educação Ambiental (SEAM), a ela vinculada, e a Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC) no desenvolvimento de ações conjuntas do objeto visando a apresentação e a assessoria para implantação dos Programas Elos de Cidadania e Programa Nas Ondas do Ambiente nas Unidades Escolares da Rede Estadual de Ensino.

15 de abril de 2013

Programa da secretaria estadual do ambiente prepara profissionais para trabalharem como orientadores de educação ambiental nas escolas

Centro de Estudos Ambientais da Uerj na Ilha Grande receberá educadores do Elos de Cidadania


De 15 a 21/4, 50 profissionais de educação estarão no Centro de Estudos Ambientais e Desenvolvimento Sustentável (CEADS), na Ilha Grande, Rio de Janeiro, para cumprirem a etapa presencial do Curso de Formação em Educação no Processo de Gestão Pública organizado pelo Elos de Cidadania, programa da Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Ambiente que atua nas escolas da rede pública de ensino. A proposta do curso, coordenado pelo professor José Silva Quintas, ex-coordenador de Educação Ambiental do IBAMA, é preparar os futuros educadores ambientais, chamados de orientadores de elos, a fazerem uma intervenção pedagógica qualificada, coletiva e organizada nas escolas onde o Elos de Cidadania atuará a partir de maio deste ano.


Elos de Cidadania

Criado em 2007, executado em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e com recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam), já tendo atendido a quase 12 mil alunos em mais de 400 escolas municipais e estaduais, o programa Elos de Cidadania apoia a formação de uma nova cultura ambiental, a cultura da participação da gestão do ambiente. Por isso, busca levar a temática ambiental e de desenvolvimento para dentro da escola, instrumentalizando professores e alunos para a participação na vida pública, para o uso dos instrumentos de gestão ambiental e para elaboração e execução de projetos de intervenção locais, sempre articulados em uma rede de parcerias entre a comunidade escolar e sua vizinhança.

No programa, a metodologia de construção da agenda 21 escolar é usada como instrumento pedagógico para o exercício de se pensar e elaborar planos de ação e projetos de intervenção ambientais. A partir da análise crítica e historicizada da ocupação do território, em que são analisadas as relações de poder que historicamente se estabeleceram ali, a forma de acesso e o uso dos recursos ambientais, são mapeados os principais problemas (que se transformarão em desafios) e potencialidades, e planejadas as ações a curto, médio e longo prazo, focando as vulnerabilidades socioambientais presentes.

Em 2013, o Elos de Cidadania terá como público-alvo profissionais da educação (docentes e não docentes), estudantes e comunidade interna e externa das unidades escolares do sistema público de ensino localizadas no entorno dos principais rios e remanescentes da Mata Atlântica que integram os mosaicos Carioca e Central Fluminense, compreendendo as regiões hidrográficas Piabanha, Baía de Guanabara e Rio Dois Rios. O programa abrangerá 15 municípios: Belford Roxo, Cachoeiras do Macacu, Duque de Caxias, Guapimirim, Magé, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Petrópolis, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João de Meriti e Teresópolis.

"O objetivo é promover uma formação que qualifique esse grupo para o desenvolvimento e o fortalecimento de ações coletivas integradas voltadas para o enfrentamento das vulnerabilidades e a gestão participativa e integrada dos recursos hídricos e da biodiversidade da Mata Atlântica", afirma Marilene de Sá Cadei, coordenadora pedagógica.


CEADS

Coordenado pela Sub-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da Uerj, o CEADS está localizado na Ilha Grande, município de Angra dos Reis, em uma região privilegiada para o desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnológicas voltadas para o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. O Centro está integralmente incluído na Área de Proteção Ambiental dos Tamoios e do Parque Estadual da Ilha Grande, e ocupa a área do antigo Instituto Penal Cândido Mendes. Sua sede, que funciona no antigo prédio do Destacamento da Polícia Militar, abriga laboratórios multiusuários, salas de aula, auditório, alojamentos para alunos, professores e técnicos.

21 de março de 2013

Elos da Diversidade celebra Dia Mundial da Água com evento cultural em Copacabana

Programa de Educação Ambiental da Secretaria estadual do Ambiente recolherá assinaturas para a Carta pelas Águas, manifesto coletivo das religiões de matriz afro-brasileira pelas águas



Presente em todos os ritos de matriz afro-brasileira, a água é criação e representa limpeza, pureza, transparência e força, que se manifesta em suas quedas e correntezas. No dia 22/03, a partir das 10 horas, o Elos da Diversidade, programa da Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), realizado em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro e com lideranças religiosas, estará no Posto 6, na Praia de Copacabana, para celebrar o Dia Mundial da Água, com o encontro cultural Águas Sagradas Afro-Brasileiras.

No evento, estão previstas diversas atividades culturais e de educação ambiental, tais como cânticos sagrados, rituais de purificação das Águas de Oxalá, recitação de poemas e apresentações musicais. Também serão distribuídos folhetos com informações sobre a importância do manejo sustentável dos recursos hídricos. Haverá ainda a leitura da Carta pelas Águas, manifesto coletivo das religiões de matriz afro-brasileira pelas águas.

O Águas Sagradas Afro-Brasileiras integra a programação da Semana da Água 2013, organizada pela SEA e pelo Instituto de Estado do Ambiente, e apresenta a população em geral o papel educativo que as religiões têm dentro e fora de seus espaços de convivência, assumindo suas responsabilidades na criação de uma cultura de respeito e proteção às águas, e exigindo do poder público o cumprimento das Leis que regulam seus usos e a adoção de medidas que garantam o acesso às águas limpas e preservadas.

Carta pelas Águas

A conservação das águas enquanto elemento sagrado e essencial à vida é também de responsabilidade das religiões de matriz afro-brasileira. O momento é de se alcançar maior consciência da água, de unir esforços, unir forças e gerar mobilização em sua defesa.

Nesse sentido, como contribuição a uma gestão democrática, participativa e compartilhada das águas, os povos e comunidades de terreiros do estado do Rio de Janeiro enviarão ao Governo do Estado propostas e medidas prioritárias a serem assumidas por religiosos e governo. Entre elas, está a garantia da representatividade das religiões nas estruturas de gestão ambiental e das águas; o reconhecimento de fontes, cachoeiras e nascentes sagradas como patrimônio público e histórico-cultural; a proteção e conservação das áreas públicas de entorno dos rios e nascentes; a realização de projetos de educação ambiental elaborados com os religiosos que promovam culturas e saberes tradicionais e práticas sustentáveis; a divulgação das leis federais e estaduais que envolvem o combate à intolerância religiosa, a gestão das águas e a conservação da biodiversidade.

Por outro lado, o movimento se compromete, entre outras coisas, a mobilizar as comunidades para participarem da construção de políticas públicas que conservem a natureza e promovam os direitos dos povos tradicionais e das religiões de matriz afro-brasileira, assim como para a ocupação dos espaços públicos de participação na tomada de decisão, tais como os comitês de bacia hidrográfica, conselhos gestores de unidades de conservação, conselhos municipais de meio ambiente, entre outros.

Elos da Diversidade

Inserido no âmbito do Programa Ambiente em Ação, o Elos da Diversidade visa compatibilizar práticas religiosas e conservação da natureza, atuando com educação ambiental e ações de combate à intolerância religiosa. Dirige-se às lideranças religiosas e aos técnicos de áreas conservadas.

O programa Elos da Diversidade defende a criação de espaços sagrados em áreas protegidas, para preservar tanto os recursos naturais quanto as práticas culturais a eles associados.

Em 2012, o programa lançou o Projeto Espaço Sagrado da Curva do S, uma parceria da SEA com o Parque Nacional da Tijuca e a Prefeitura do Rio, que vai entregar à cidade um local dedicado às práticas de religiões afro-brasileiras no meio da Floresta da Tijuca. Com entrega prevista para o segundo semestre, o espaço fornecerá aos visitantes a infraestrutura necessária para que realizem suas práticas de maneira ambientalmente sustentável.


PROGRAMAÇÃO
Dia 22 de março – 6ª feira, 10 horas
Local: Praia de Copacabana - Posto 6

10h      Abertura com Cânticos Sagrados
10h30  Purificação das Águas de Oxalá
11h      Leitura da Carta Pelas Águas
11h45  Sarau das Águas e Atividades Culturais (Tambores Naturais e Grupo Treme Terra)

14 de dezembro de 2012

Mutirão retira 40 toneladas de resíduos na Floresta da Tijuca


A ação dos voluntários desobstruiu o rio que passa pelo Espaço Sagrado da Curva do S (Foto: Larissa Amorim)

Lourival Mendonça - O mutirão de limpeza e conservação, realizada na quinta-feira (13/12), revitalizou à Curva do S, localizada na Floresta da Tijuca, Zona Norte do Rio. Cerca de 250 voluntários, entre lideranças religiosas e adeptos de religiões de matriz africana, promoveram um grande esforço de mobilização e recolheram 40 toneladas de resíduos do local. O mutirão teve, ainda, a finalidade de sensibilizar a população e órgãos públicos para a causa de grupos que ainda sofrem com a intolerância religiosa.

Para limpar os rios, cachoeiras e os terrenos, os participantes foram divididos em seis grupos. Munidos de galochas, luvas, espátulas, vassouras e sacos plásticos, religiosos e voluntários de diferentes gerações se espantaram com a quantidade de resíduo que encontravam. Para Karoline da Silva Santos, de 13 anos,  “é importante que as gerações mais novas venham aqui e vejam o desrespeito ao ambiente, pois é o futuro de nossa religião que está em jogo”.

Segundo a superintendente de Educação Ambiental, Lara Moutinho, a importância da conservação do espaço sagrado enfrenta a barreira cultural da degradação do ambiente. De acordo com Lara, é essencial regulamentar a prática religiosa.

– Há leigos que, sem nenhuma relação de sacralidade com a área, deixam o resíduo no local. O religioso que acessa as áreas naturais não deixa resíduos. Não dá mais para acumular os restos de oferendas em qualquer lugar, a natureza não tem como absorver os resíduos produzidos – disse Lara.

De acordo com o consultor do Elos da Diversidade e articulador junto a comunidades e povos de terreiros, Pai Renato de Obaluaê, pedir licença à natureza para prestar esse serviço é fundamental.

– Nada na nossa religião pode ser feito sem essa reverência, que é ao mesmo tempo uma saudação e um pedido de permissão para agirmos sobre ela – ressaltou.

Ações de limpeza geram materiais reaproveitáveis
Parte dos resíduos recolhidos no mutirão será destinada à reciclagem. Após a limpeza e a desinfecção, os oberós (alguidares) servirão como vasos de planta ou como objeto decorativo. Cestos de palha, louças brancas, imagens e tecidos também foram encontrados e poderão ser reutilizados.

Maria da Graças de Oliveira Nascimento, integrante do Movimento Inter-religioso (MIR) explicou o significado do evento e ressaltou a relação do religioso com a natureza:

– Raramente essas pessoas se encontram e existem muitas diferenças entre eles, mas estamos aqui resignificando todo um conjunto de coisas. Povos do candomblé guardam uma ligação muito íntima e conservacionista com a natureza, já que sem as folhas não há axé. Aqui o que existe é uma pedagogia da harmonia com o divino – afirmou.

Para ela, o processo de urbanização provocou um desajuste entre as práticas religiosas e o ambiente, já que as oferendas que antes eram enterradas agora ficam expostas. A degradação dos parques e das unidades de conservação faz parte desse desequilíbrio.

– Hoje, o problema do lixo é consequência de toda uma cultura ambiental que isolou a natureza do homem, que a vê como meio e não como fim. Por isso é preciso se reeducar, e no caso dos povos de terreiro, esse processo passa pela busca da verdadeira essência dessas religiões, que é a ligação sistêmica com a natureza – disse Marias das Graças.

Ao término do mutirão, Oxum, a grande e amorosa mãe que traz o axé das águas doces, foi homenageada. Um dos seus filhos mais ilustres, Pai Zezito, introdutor do culto Ijexá no estado do Rio de Janeiro e uma das lideranças mais antigas do candomblé, lembrou da importância do mutirão e do encontro que ele proporcionou.

– Com os mutirões, as pessoas vão se educando, vendo e aprendendo. A limpeza também serve para lembrar que a natureza é inseparável do candomblé, que seu fundamento é a reverência às folhas, as árvores. Por isso, a educação é fundamental – concluiu Pai Zezito.

13 de dezembro de 2012

Caminhada pela Vida na Região Serrana

Moradores receberão orientações de como desocuparem suas casas em caso de ameaça de desastres naturais

Uma grande caminhada mobilizará as cidades de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo, na Região Serrana, no dia 15 de dezembro. Monitores socioambientais qualificados pelo programa Mãos à Obra, iniciativa da Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Ambiente, colocarão em prática os conhecimentos adquiridos nos oito meses de formação do curso de enfrentamento aos possíveis desastres naturais.

Durante a caminhada, será realizado o reconhecimento dos pontos de encontro, dos pontos notáveis, das rotas de fuga e dos pontos de apoio de regiões consideradas de risco. A atividade terá a participação de moradores que residem nessas áreas e que serão orientados pelos monitores a desocuparem emergencialmente suas moradias em caso de ameaça de desastre.


Programação

– Campo Grande, em Teresópolis
Saída: Escola Municipal Prof. João Adolfo Josetti
Hora: 10 horas
Percurso: Rua João Adolfo Josetti até o Ponto de Apoio Sítio do Sr. Vitor

– Madame Machado, em Petrópolis
Saída: Em frente à Paróquia Nossa Senhora de Fátima
Hora: 10 horas
Percurso: Rua José Gama Machado até o Ponto de Apoio Stock Car

– Córrego Dantas, em Friburgo
Saída: Escola Estadual Etelvina Shotz
Hora: 10 horas
Percurso: Rua Isabel da Silva até o Ponto de Apoio Gráfica Nacif

7 de dezembro de 2012

Fechamento de lixões até 2014 divide opiniões

Especialista afirma serem precisos mais de duas décadas de altos investimentos para implantar aterros sanitários em todo o país


Por serem monitorados, os aterros sanitários causam impactos ambientais bem menores que os lixões 


Claudia Bianco - Com o fechamento do Lixão de Gramacho, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, em junho deste ano, questionamentos sobre a disposição de resíduos sólidos voltaram a ser debatidos. O lixo, antes levado para Gramacho, terá como destino a Central de Tratamento de Resíduos (CTR), em Seropédica, na região metropolitana. Esta medida se enquadra na meta do Ministério do Meio Ambiente que prevê fechar todos os lixões do país até 2014.
Mas a meta é contestada por alguns setores da sociedade. Segundo o professor João Alberto Ferreira, do setor de Tecnologia de Aterro Sanitário da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), serão precisos 20 anos de fortes investimentos para implantar aterros sanitários em todo o país.
– É difícil imaginar que daqui a dois anos não exista mais lixões no país. Apesar de o número de aterros vir crescendo em áreas metropolitanas, não é tão simples assim. Precisaria de muito dinheiro, recursos e capacitação técnica. Essa meta exigiria um enorme compromisso do governo e prazos da lei, do Ministério Público e dos órgãos ambientais. Talvez só daqui a duas décadas o Brasil chegue a ser um país de aterros sanitários – explicou.
Julio Cesar Santos, secretário-geral do Instituto Doe Seu Lixo, ONG que atua na questão social dos catadores, tem uma visão mais otimista. Para ele, a meta pode ser alcançada se houver investimento em políticas publicas e infraestrutura de gestão de resíduos em todos os municípios.
Para João Alberto Ferreira, a alternativa para o volume de lixo são os aterros sanitários aliados à coleta seletiva e educação da população.
— Os aterros são as alternativas mais baratas do ponto de vista de investimento e do próprio custo operacional, já que o Brasil é um país com área disponível. Ao mesmo tempo, trabalhamos a coleta seletiva sabendo que é um processo lento, que os municípios têm recursos limitados e continuamos com o processo de educação ambiental nas escolas. Essas instituições também têm a função de lutar contra o processo do consumo desenfreado. É um processo que a sociedade vai ter que compreender – analisou.
Mas, será que é possível aliar progresso econômicos à sustentabilidade? Para Julio Cesar, sim, mas é preciso comprometimento.
— Na ONG tentamos mostrar que é possível conciliar desenvolvimento, geração de empregos, aumento de renda e da qualidade de vida com a redução de impactos ambientais. É preciso que os setores público e privado invistam em novas tecnologias e em políticas públicas voltadas para a inclusão da população e da preservação e aprimoramento dos recursos naturais – afirmou.
Lixão x aterro sanitário
Uma das dúvidas mais frequentes sobre o tema é a diferença entre lixão e aterro sanitário. Para o professor João Alberto, chamar aterro sanitário de lixão é um desserviço, pois cria uma imagem pública errada.
Ele explica que aterros sanitários são obras de engenharia, projetados, construídos e operados como obras de engenharia. Lixão é uma área qualquer onde se joga o lixo sem cuidado, controle ou instrução. Os impactos ambientais causados pelos aterros são limitados, já que são áreas monitoradas. Já os impactos ambientais causados pelos lixões são imensos. Poluição, incêndios, fonte de vetores, mau cheiro e doenças cancerígenas são alguns dos exemplos.
Novos rumos em Gramacho
Após o encerramento do lixão, 1.600 catadores receberam indenização e o Governo prometeu cursos de capacitação profissional. Serão construídos cinco centros de triagem de resíduos sólidos no Rio de Janeiro e cerca de 1.500 postos de trabalho. Julio Cesar Santos, do Instituto Doe seu Lixo, sinaliza a importância da capacitação técnica para esses catadores.
— Com a capacitação, eles passam a entender sua importância na cadeia produtiva da reciclagem e a perceber que, além da questão ambiental, a reciclagem pode ser um bom negócio. Eles passam a produzir mais, podem aumentar sua renda e melhorar sua qualidade de vida – disse.
A área onde ficava localizado o lixão de Gramacho levará muito tempo para se recuperar. No local será instalada uma usina de biogás, que vai usar o metano produzido pela decomposição do lixo para fabricar gás. Esse material vai ser destinado à Refinaria de Duque de Caxias (Reduc) para a geração de energia.
Fonte: Blog Elos de Cidadania

29 de novembro de 2012

Nas Ondas do Ambiente chega à Baixada Fluminense

Programa da Superintendência de Educação Ambiental ajuda comunidade de São João de Meriti a soltar a voz na rádio web Elos do Axé

Alunos engajados têm aulas de técnicas de produção radiofônica e de educação ambiental (foto: Marcos Maia)

Aline Macedo - Desde setembro deste ano, o programa “Nas Ondas do Ambiente” marca a sua presença na Baixada Fluminense, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, para trabalhar conceitos de comunicação, cidadania e ambiente. O programa nasceu com o intuito de desenvolver rádios comunitárias dentro de escolas da rede pública de ensino, mas ultrapassou os muros e, hoje, sua atuação abrange diversos setores da sociedade. Com o desenvolvimento da rádio web Elos do Axé, em São João de Meriti, essa atuação chega agora aos povos de terreiro.

No terreiro Ilê Àsé Ala Koro Wo, os professores Alba Valéria, Ludi Um e Vitor Salles trabalham em conjunto para desenvolver as diversas habilidades necessárias para que a rádio continue no ar depois do término das aulas.

– A gente passa a capacitação técnica dentro de jornalismo, técnica de áudio e locução, que formam o tripé básico para a rádio funcionar – explicou Salles.

Além da capacitação técnica, o programa também aborda o conteúdo a ser veiculado pela rádio através de reuniões de pauta, nas quais os próprios alunos são convidados a pensar sobre quem é o seu público e o que ele quer ouvir. Assim, também são trabalhadas questões específicas de cada comunidade em torno da rádio que, no caso do Elos do Axé, envolvem a divulgação da cultura afro e de noções de liberdade de expressão e religiosa.

Os futuros radialistas estão bastante empolgados com as aulas. Para Gustavo Zorzan, 15 anos, com o programa ele tem conseguido vencer sua timidez e pensa até mesmo em buscar uma carreira como locutor. Já a aluna de terceira idade Aurelúcia da Silva prefere ficar nos bastidores e trabalhar na parte técnica. Para ela, a rádio é uma oportunidade de vencer o preconceito que os frequentadores das casas de santo muitas vezes sofrem.

Apesar de o Rio de Janeiro ser o estado com a maior proporção de seguidores das religiões de matrizes africanas (1,61%, segundo dados da FGV), a intolerância ainda faz parte do cotidiano dos povos de terreiro. Aluna do programa, Simone Lira da Silva, a iyalorixá do terreiro Ilê Àsé Ala Koro Wo  pretende usar a rádio Elos do Axé para irradiar o respeito.

– É uma forma de mostrarmos para o mundo que a visão limitada que se tem do candomblé não é verdadeira. Aqui temos cultura, lazer, falamos de saúde e de prevenção. É uma forma de desconstruir essa imagem que outras religiões têm da gente – afirmou Simone.

28 de novembro de 2012

Projeto Oxum Rio Ijexá 2012 premia personalidades

Prêmio Espelho D'Água é concedido para pessoas de destaque em diversas áreas 


A Superintendente de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), Lara Moutinho, será uma das pessoas que receberá o “Prêmio Espelho D’Água”, concedido pelo Ilê Axé Funmilayó Omi  Dun, através do Projeto Oxum Rio Ijexá 2012. Esta premiação tem o objetivo de homenagear seis pessoas de destaque  nas  áreas da Saúde, Educação, Mídia, Religiosidade, Ambiente e Cultura.

Estado do Rio pode ganhar um Código Florestal

A intenção deste novo documento é suprir as lacunas deixadas pela legislação federal


Entre as lacunas estão as especificações referentes às áreas de proteção ambiental 
(Foto: Reprodução Internet) 
Victor Vicente - O Estado do Rio de Janeiro pode ganhar um Código Florestal. A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) vão formar um grupo de trabalho para elaborar uma proposta para este documento. A informação foi divulgada pelo subsecretário-executivo da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), Luiz Firmino, em uma palestra realizada, no dia 23 de novembro, na sede da secretaria, no Centro do Rio.
Segundo Firmino, os estudos vão levar em conta a posição do setor agrícola do Estado, através da Secretaria Estadual de Agricultura, além da Assembleia Legislativa, para obter um consenso sobre o tema. Ainda segundo o subsecretário, o principal objetivo do Código Florestal Fluminense será atender às peculiaridades do Estado do Rio de Janeiro, suprindo lacunas da legislação federal, como é o caso das especificações referentes a topo de morros como área de preservação permanente.
– Não se pode ignorar as novas correlações de forças na questão ambiental, como o maior peso dos ruralistas. É preciso uma negociação bem instrumentada para se ter capacidade de convencimento e assegurar uma posição de vanguarda para o Estado do Rio – disse Firmino.
Bolsa Verde
Do ponto de vista da gestão ambiental, a consolidação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) foi classificada pelo subsecretário como fundamental, já que se trata de um instrumento que pode ser utilizado de várias formas pelos órgãos ambientais. No Rio de Janeiro, por exemplo, o cadastro poderá ser usado junto com a Bolsa Verde, que estabelece um mercado de créditos florestais que poderá ser utilizado para regularização das propriedades rurais nos termos do novo código federal.

23 de novembro de 2012

Secretaria do Ambiente reforça programa de coleta seletiva e lança selo verde para condomínios do Rio


Segundo secretário do Ambiente, apenas 5% dos condomínios cariocas separam adequadamente seus resíduos para a reciclagem e o reaproveitamento

 Carlos Minc apresenta programa de coleta seletiva em encontro de síndicos cariocas (Foto: Larissa Amorim)

Aline Macedo - Recente levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 42,7% das cidades do Brasil não têm nenhuma ação para separar material descartado. No Rio, a situação é ainda mais crítica. Segundo o secretário de estado do Ambiente, Carlos Minc, em palestra ministrada no 39° Encontro de Síndicos, apesar da população ser favorável à coleta seletiva, apenas 5% dos domicílios cariocas realizam a prática.

Durante o evento, promovido no dia 22 de novembro pela Associação Brasileira de Administradores de Imóveis (Abadi), o secretário lançou o selo verde e falou sobre o Pacto de Reciclagem, criado em 2010 em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A iniciativa tem como objetivo mobilizar a população e aumentar a coleta seletiva e a reciclagem na capital do estado. 

Já o programa Coleta Seletiva Solidária atua em cinco linhas de ação diferentes e busca alcançar a população de forma abrangente. Para isso, oferece, inclusive, suporte técnico para síndicos que desejarem implantar a coleta seletiva em seus condomínios. 

Carlos Minc explicou que o programa faz a ponte entre os condomínios participantes e cooperativas de catadores. Assim, além de incentivar a sustentabilidade, também promove a geração de emprego e renda. 

Selo verde para condomínios

Para aqueles que quiserem dar um passo além, a SEA também tem um programa de apoio à coleta de óleo de cozinha, o Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais (Prove). Para premiar os condomínios que aderirem a ambos, a SEA, em parceria com a Abadi e a Secovi-Rio, desenvolveu o selo verde.

– O selo verde é um estímulo, com o qual a secretaria apoia e ajuda a organizar a coleta. Dá um pouquinho de trabalho, mas depois vai dar uma grande satisfação, além de ser um avanço no sentido da sustentabilidade – comemorou o secretário. 


Cores da reciclagem 

Você certamente já viu os cestos de lixo nas cores azul, verde, vermelho e amarelo e sabe que eles são destinados ao descarte de materiais recicláveis. Mas ainda há outras cores para diferentes resíduos que devem ser reciclados. 


Em 2001, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) criou a resolução n° 275, que estabelece um código de cores para os diferentes tipos de resíduos a ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva. São elas:

- Azul (papel/papelão); 
- Vermelho (plástico); 
- Verde (vidro); 
- Amarelo (metal); 
- Preta (madeira); 
- Laranja (resíduos perigosos); 
- Branco (resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde); 
- Roxo (resíduos radioativos); 
- Marrom (resíduos orgânicos); 
- Cinza (resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação).


21 de novembro de 2012

Ambiente é tema de programa de rádio em escolas públicas

Objetivo é incentivar o uso de tecnologias da comunicação como instrumento de educação ambiental

Estudantes da rede pública recebem auxilio de professor de técnicas radiofônicas (Foto: Eloi Mattar)
Jade Curvello - Comprometimento e interesse. São esses os requisitos necessários para que os alunos participem do Programa Nas Ondas do Ambiente, componente Rádio@Escola, iniciativa da Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro (SEA). O programa tem como objetivo disseminar informações de cunho ambiental para a escola e seu entorno por meio de um programa de rádio desenvolvido pelos próprios estudantes.

Realizado desde junho deste de 2012 no Colégio Estadual Raul Vidal, no Centro de Niterói, o Nas Ondas do Ambiente produz até dois programas de rádio por semana que vão ao ar durante a hora do recreio todas às terças e sextas-feiras. Os participantes têm contato com todas as etapas da produção radiofônica, indo desde a reunião de pauta, passando pela elaboração do roteiro, gravando e editando o programa, e finalmente executando-o para a escola inteira ouvir.

O estudante de 16 anos, do 1º ano do Ensino Médio, Douglas Vicente, conta que os programas radiofônicos são desenvolvidos após um trabalho de pesquisa sobre o assunto ambiental em questão.

– Buscamos as pautas através de dicas dos professores ou realizando pesquisas sobre o tema. Nosso objetivo é disseminar informações relativas ao meio ambiente da região e seu entorno, já que muitos alunos da escola moram em municípios vizinhos, como Maricá e São Gonçalo –, explica Douglas.

Os participantes do Nas Ondas do Ambiente contam com ajuda constante de uma equipe composta por profissionais especializados em técnicas de áudio, radiofônicas (jornalismo), apoio operacional e meio ambiente. O professor de técnicas radiofônicas (jornalismo), Vitor Salles, avalia positivamente a receptividade dos alunos da escola.

– A receptividade foi muito boa. Além dos alunos diretamente ligados ao Programa, nossa intenção é que os conhecimentos adquiridos aqui sejam repassados para o restante dos alunos do colégio, assim conseguiremos uma renovação da equipe –, disse Vitor.

O aluno Caliel Pacheco, de 17 anos, tenta repassar para seus amigos o quão interessante é participar do desenvolvimento de um programa de rádio com temática ambiental.

– Muitos dos meus amigos se interessam em saber como o programa é produzido, eles tem acesso ao estúdio e conhecem o processo, mas muitos deles tem vergonha em gravar –, afirmou Caliel.

Segundo os alunos, a programação da rádio já abordou temas como a poluição das águas, o processo de recliclagem de óleo, a coleta seletiva de lixo, o consumo consciente, e a problemática dos lixões. O professor Vitor Salles explica que através dessas temáticas, o Programa tenta mudar o cotidiano dos jovens atuando com eficácia.

– Nossa função é atuar com cidadania, visão crítica, e por meio da comunicação formar opinião – explica Salles.