19 de novembro de 2012

Parada LGBT: ambiente saudável e rico em diversidade

Evento incluiu a temática ambiental, através do Programa Ambiente Saudável é sem Homofobia

Carlos Minc defendeu a bandeira do respeito à diversidade humana (Foto: Larissa Amorim)

Lourival Mendonça - Em um dia de festa, paz e de pleno exercício da cidadania, cerca de 700 mil pessoas, segundo estimativa da PM, lotaram a Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio, neste dia 18 de novembro. A 17ª edição da Parada do Orgulho LGBT, que teve o lema “Coração não tem preconceitos, tem amor”, contou com um reforço esse ano: contra a homofobia e contribuindo para a afirmação dos direitos homoafetivos, o Ambiente em Ação, programa coordenado pela Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), participou pela primeira vez do evento e levou para a orla carioca a mensagem "Ambiente Saudável É Ambiente Sem Homofobia".

Durante a Parada, o programa deixou a sua marca atuando na conscientização e no diálogo com os presentes sobre a diversidade ambiental e sexual. Alunos do curso "Ambiente Saudável É Sem Homofobia" dividiram o conhecimento aprendido em sala de aula. Para a cursista Vania da Silva Rocha, é fundamental que todos os segmentos tenham em mente o conceito de igualdade como um todo. 

- Seja no segmento do ambiente, da educação ou dos direitos humanos, é essencial entender que há igualdade nas diferenças - observou a funcionária pública. 

Defensor dos direitos do grupo LGBT, o Secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, falou sobre a participação do programa no evento, destacando que a bandeira da biodiversidade e a do respeito à diversidade humana são inseparáveis. 

- Essa é a parada da liberdade e da cidadania. O carioca quer conviver com a biodiversidade e contra a homofobia aos LGBTs -, disse o secretário. 

O secretário ainda deu uma boa notícia aos participantes do evento. A Lei Estadual 3406/00,que estabelecia punições a estabelecimentos públicos e privados que descriminassem por orientação sexual, recentemente anulada, voltará a ser apresentada pelo governador Sérgio Cabral, garantindo assim uma importante conquista da comunidade LGBT do Rio de Janeiro

Ambiente Saudável ganha a orla

A ação realizada pelo núcleo do programa Ambiente em Ação foi aprovada com sucesso. Para a drag queen Thabata Rios,  é importante esclarecer que todos, independentemente da orientação sexual, estão inseridos no ambiente.

- Ambiente saudável é, sim, ambiente sem homofobia. Todos precisam ter isso na cabeça. Precisamos bater nesta tecla - falou Thabata. 

Vestido de anjo, Felipe Prado engrossou o coro de adeptos à mensagem divulgada pelo núcleo do programa Ambiente em Ação. Para ele, "a iniciativa é importantíssima porque ainda é preciso lutar, e muito, pelos direitos à cidadania do grupo LGBT".
 

15 de novembro de 2012

Ambiente Saudável É Sem Homofobia: novo conceito ambiental

Curso do programa Ambiente em Ação promove reflexão sobre práticas sustentáveis e cidadania


Alunos e instrutores debatem as várias faces do desrespeito á diversidade. (Foto: Aline Macedo)

Aline Macedo - Cerca de um mês depois de iniciadas as aulas do curso “Ambiente Saudável É Sem Homofobia”, promovido pela Superintendência de Educação Ambiental na sede da Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro (SEA), os alunos  perceberam que o conceito de ambiente trabalhado em aula é diferente do que estão habituados. Articulando gestão ambiental e questões de sexualidade e identidade, o curso é, nas palavras da estudante de biologia Milena Guedes, “muito inovador e ousado”.

– Estamos construindo juntos esse novo conceito – comemorou com a turma a instrutora Diva Pereira, co-responsável pelo segundo módulo, Mercado, Comercialização e Sustentabilidade.

A partir de uma visão mais ampla sobre o meio ambiente, na qual questões relativas ao ser humano e ao exercício da cidadania são parte fundamental, alunos e instrutores vêm debatendo as várias faces do desrespeito à diversidade.

Para Ana Paraense, instrutora do segundo módulo, incluir a discussão sobre hábitos de consumo, economia solidária e comércio justo é, também, uma maneira de desenvolver entre os alunos um olhar estratégico que os ajude a fazer a diferença dentro da cadeia produtiva.

– Uma face muito cruel da exclusão não é a exclusão econômica? Eu fico imaginando que alguém que é excluído no sentido político e social da cidadania também tenda a ter dificuldade, por exemplo, de ter trabalho. Como a gente pode, estrategicamente, desconstruir essa exclusão? –, questionou Paraense.

Lixo no lixo?

Expondo as características e contradições do atual modelo de produção e consumo, o curso “Ambiente Saudável É Sem Homofobia” propõe uma nova relação com os produtos. Além de estimular a reflexão sobre necessidades reais ou inventadas, o conhecimento sobre o ciclo de vida dos materiais faz com que o lixo, por exemplo, ganhe um novo significado: em vez de ser o resto de algo que já foi útil, ele passa a ser visto como matéria-prima fora de lugar.

Para auxiliar a materialização desses conceitos, as oficinas práticas ensinam os alunos a transformar o velho em novo. As oficineiras Maria Ferreira e Maria Cristina Pacheco, artesãs especializadas no reaproveitamento de materiais, ressaltam o diferencial dos objetos que produzem. Segundo elas, o consumidor percebe o valor agregado de um produto que trata o meio ambiente com respeito. E, melhor: volta para comprar mais.

Consumismo e preconceito

O professor de literatura Daniel de Oliveira declarou que o curso já causou impacto em sua vida. Assumindo que agia de maneira consumista, ele agora desacelerou o seu ritmo e pensa com mais cuidado antes de efetuar uma compra.

Por outro lado, a técnica em segurança do trabalho Daniele Peçanha já estava familiarizada com os temas ambientais antes de começar o curso. Para ela, a novidade está na articulação das questões de direitos humanos e sexualidade. Daniele disse que marcará presença na Parada de Orgulho LGBT pela primeira vez, junto com a ala do programa Ambiente em Ação, da SEAM/RJ.

– Ainda falta muita reflexão da população, não só com relação à homofobia, mas preconceitos em geral –, diz.

Dividido em três módulos teóricos (Introdução às questões ambientais; Produto, mercado, comercialização e sustentabilidade; e Corpo, gênero e sexualidade) e duas oficinas práticas (Customização de roupas e adereços e Reaproveitamento e reciclagem de resíduos sólidos), esta é a primeira edição do curso Ambiente Saudável É Sem Homofobia. Quatro outros Centros de Referência de Cidadania LGBT/CR.-LDBT receberão as aulas nos próximos dois anos: Rio de Janeiro/Central, Niterói, Caxias e Nova Friburgo.

– Todos nós temos o direito de participar, todos temos o direito a um ambiente saudável, sem homofobia, equilibrado, e que proporcione um futuro melhor –, concluiu a instrutora Diva Pereira.

14 de novembro de 2012

Confira procedimentos a serem tomados em caso de chuva

Moradores de regiões afetadas pela chuva devem estar preparados para responder em um primeiro momento, diz coordenador da Defesa Civil da Seam

Em 2011 a Região Serrana do Rio sofreu com o maior desastre natural do país (Foto: Reprodução Internet)
Victor Vicente - A chuva da madrugada desta terça-feira (13), em Nova Friburgo, Região Serrana do Rio, fez com que a Defesa Civil colocasse o município em estágio de alerta máximo. O Centro da cidade, que no início de 2011 ficou destruído pela chuva, já está alagado. Foram acionadas todas as 35 sirenes em 24 comunidades e os moradores orientados a deixarem suas casas imediatamente e procurar um dos 101 pontos de apoio espalhados na cidade.

O Coordenador de Defesa Civil da Superintendência de Educação Ambiental (Seam), Marcelo Bodart, afirma que o principal trabalho para se prevenir e enfrentar desastres ambientais é o de conscientização.

– Os moradores devem estar preparados para responder em um primeiro momento –, afirma Bodart.

Para ajudar os moradores destas áreas, o coordenador informa o passo a passo do procedimento padrão a ser realizado.

1° - Em um primeiro momento o morador deve ter um kit com documentos, água, remédios essenciais, primeiros socorros e pilhas;

2° - Com o kit em mãos, ele deve procurar alguma rota de fuga previamente estabelecida pela Defesa Civil;

3° - Ao chegar ao ponto de apoio, deve aguardar futuras orientações para saber se o risco de acidente passou e, assim, retornar à sua casa.

Em janeiro de 2011 um temporal destruiu várias áreas da região e tornou evidente a necessidade de um trabalho específico de organização comunitária.O programa Mãos à Obra, da Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Ambiente, atua no trabalho de enfrentamento de desastres.

O Mãos à Obra trabalha criando lideranças comunitárias e fortalecendo grupos para a evacuação de lugares de risco em um acidente. De acordo com Marcelo Bodart, o grupo deve ser evacuado em fila e conduzido por um líder que tem como função controlar a marcha. No meio da fila, um homem fica encarregado de observar para ver se alguém caiu ou se feriu. No final da fila, um homem fica responsável por não deixar ninguém para trás.
                                                                                
Ainda segundo o coordenadora, é realizado um trabalho de criação de possíveis rotas de fuga para a população em caso de um desastre. Ele explica que a ação mais importante é a de capacitação, convencimento e sensibilização realizado dentro dos municípios, que já sofreram muito com as chuvas e desastres.

12 de novembro de 2012

Parque Estadual da Serra da Tiririca é ampliado

A unidade de conservação terá uma área equivalente a quatro mil campos de futebol

Parque Estadual da Serra da Tiririca protege vários tipos de biomas, como o da Mata Atlântica (Foto: Divulgação)

Jade Curvello - Pólo de ecoturismo e lazer dos municípios de Niterói e Maricá, no estado do Rio de Janeiro, o Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset) teve sua área ampliada pelo governo estadual em 1.241 hectares. Atendendo a reivindicações de ambientalistas e moradores de Niterói, a área protegida também vai contar até o final deste ano, com 20 guarda-parques e uma Unidade de Policiamento Ambiental (UPAm).

Para ampliar a área foram incorporados a ela, a Reserva Municipal Darcy Ribeiro, as ilhas Pai, Mãe e Menina e o Morro da Peça. Esse processo de inclusão foi realizado a partir de uma grande consulta pública em Niterói, onde se levou em conta, por exemplo, o regime de cogestão do parque da Tiririca, em parceria com a Prefeitura de Niterói, e a incorporação das ilhas, proposta pelos pescadores.

O parque protege áreas de Mata Atlântica, restinga, costões rochosos, mangue e banhados. Devido a essa vasta biodiversidade, desde 1992, a área é considerada pela Organização das Nações Unidas (UNESCO) como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Minc, deu relevância à conservação da biodiversidade da área.

– A incorporação da reserva Darcy Ribeiro significa conservar a biodiversidade de uma área importante para o município, mas que foi completamente abandonada pelos governos anteriores, e estava inclusive sujeita a invasões – explicou.
Segundo o secretário, a ampliação da unidade de conservação também tem caráter socioambiental.

– Vamos proteger a Mata Atlântica, aumentar a reprodução do pescado e garantir aos pescadores a possibilidade de trabalhar também com turismo ambiental, promovendo visitações às ilhas que agora fazem parte da nova unidade de conservação – esclareceu Minc.

O Parque Estadual da Serra da Tiririca além de ser uma opção de lazer, por meio da prática de atividades como a caminhada, o surfe, a escalada e a pesca, também pode ser uma ferramenta de estudo para pesquisas científicas, e pólo para disseminação do conceito de educação ambiental. 

7 de novembro de 2012

Curso capacitará agentes ambientais em Acari


A partir das aulas jovens e adultos multiplicadores de informação sobre o ambiente
Rua ao lado do Hospital de Acari é um dos pontos críticos do bairro (Foto: Google Street View)

Victor Vicente - O Programa Ambiente em Ação, através do eixo Campanhas, em parceria com a Fundação Nacional da Saúde (FUNASA) realiza neste sábado (10), a primeira aula do curso de capacitação para formação de agentes ambientais na comunidade de Acari, Zona Norte do Rio.  As aulas acontecerão no Ecoponto Brasil Sustentável, localizado na Avenida  Pastor Martin Luther King Júnior, n°11.058, aos sábados do dia 10 de novembro a 1 de dezembro, das 9 às 13 horas.

A primeira aula do curso, sobre Educação e Saúde Ambiental, será ministrada pelo Prof. José Roberto Castro Gonçalves e por Wilton Marques de Gois, que, relacionando os cuidadados ambientais com a saúde, trarão questões  sobre os principais vetores de doenças da comunidade, como os mosquitos e roedores.

Para capacitar os alunos, o 2º módulo do curso é sobre Educomunicação. O Prof. Jorge Tonnera Júnior, que ministrará a aula, irá apresentar aos estudantes as teorias básicas da comunicação. Os cursistas aprenderão a construir seus próprios instrumentos de comunicação, como jornal, mural e fanzine, visando campanhas educativas na comunidade.

O 3º e 4º módulo serão, respectivamente, Lixo e a Poluição das Águas e Lixo e Cidadania – Benefícios da Reciclagem, que tratarão do desperdício de água, poluição dos rios, saneamento básico, reciclagem e coleta seletiva.

Ao fim dos quatro módulos, os alunos participarão de um mutirão de limpeza em duas áreas críticas em Acari: a primeira em uma rua ao lado do Hospital Municipal Ronaldo Gazola e a outra em um valão localizado no centro da comunidade.

Os professores e organizadores esperam, com o curso, sensibilizar os jovens e adultos à tratarem do assunto ambiental com mais seriedade, servindo de propagadores de informação e educação.

5 de novembro de 2012

Rio cria painel para acompanhar metas da Rio+20

Painel monitorará o progresso das políticas públicas sobre temas para o crescimento sustentável
Declaração do Rio de Janeiro foi assinada por mais de 30 estados e regiões do mundo

Victor Vicente - Com o fim da Rio +20, metas foram traçadas para o crescimento sustentável mundial. O roteiro de economia verde, publicado em texto, reúne propostas sobre as principais ações de desenvolvimento sustentável a serem integradas às políticas públicas dos Estados.  Para atingir esse objetivo, o Rio de Janeiro lançou, no dia 30 de outubro, na Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, o Painel de Controle que busca acompanhar as dez metas estabelecidas na Rio +20.
O Painel é composto por indicadores de desenvolvimento sustentável que irão monitorar o progresso das políticas públicas em dez importantes áreas para o desenvolvimento ecológico, dentre elas, energia, biodiversidade e transporte. Com o painel, o Estado do Rio de Janeiro terá mais controle sobre as metas que foram propostas na convenção e tem, agora, a possibilidade de se antecipar aos objetivos acordados na Declaração do Rio de Janeiro, assinada por mais de 30 estados e regiões do mundo em pro da economia verde.

26 de outubro de 2012

Exploração ilegal é vilã do consumo de água no Brasil

INEA fecha estabelecimento que operava sem licença ambiental na Zona Oeste

Ação do INEA em Curicica fecha empresa que explorava irregularmente água subterrânea (Foto: SEA) 

Jade Curvello - As reflexões a respeito do futuro dos recursos naturais do planeta se mostram cada vez mais relevantes para a sociedade. Por constituir aproximadamente 71% da superfície da Terra e ser essencial para qualquer forma de vida, a água se transforma em uma das questões mais delicadas para a administração pública.

Apesar do Brasil ser um dos países que menos consome água no mundo, a média de litros consumidos por dia ainda é superior à considerada adequada. Contrariando a maioria das campanhas que colocam a população como a maior consumidora desse recurso natural, os maiores vilões no Brasil são a agricultura e a indústria.

De acordo com o professor do programa de pós-graduação em Engenharia Ambiental da Uerj, Elmo Rodrigues, existe muita perda de água por ligações clandestinas e vazamentos nos sistemas de abastecimento público, e essa perda pode chegar a 50% de toda água canalizada e tratada.

– O setor de saneamento básico ainda é um gargalo a ser superado pela administração pública brasileira –, explicou o especialista.

Uma prova de que este setor ainda gera conflitos, foi operação coordenada pelo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), no dia 25 de outubro, em Curicica, Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação teve como objetivo fechar a empresa Estrela Dourada Transporte e Serviços LTDA que operava sem licença ambiental e explorava irregularmente água subterrânea.

Os técnicos constataram que a empresa comercializava o recurso como se fosse potável, e também utilizava caminhões como logotipo falso da Prefeitura do Rio do Janeiro para distribuir a água. Tanto o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, quanto a presidente do Inea, Marilene Ramos, estavam presentes na operação.

O secretário estadual do Ambiente alegou que a empresa além de praticar crime ambiental, praticava também contra a saúde pública ao comercializar água para consumo humano sem controle de qualidade.

– A empresa não tinha licença, capta água sem licença, mistura cloro sem controle e vende como água potável, e ainda com logotipo da prefeitura falsificado. O responsável está preso, os oito caminhões que faziam a distribuição foram embargados e os cinco poços, interditados. Isto é um festival de crimes ambientais –, disse Minc.

Segundo o assessor da Superintendência Reginal do Inea da Baía de Guanabara, Stefan Gomes, ao realizar a vistoria foi constatada uma enorme captação de água, de aproximadamente 400 mil litros. A empresa foi multada em um valor de aproximadamente 2 milhões de reais, e seu proprietário, Felipe Coutinho Fernandes foi preso.

25 de outubro de 2012

Brigada infantil Contra a Dengue participa de mutirão no Borel

Mais de 20 alunos percorreram ruas na comunidade da Tijuca em ação de conscientização

Alunos da Brigada Infantil percorreram a comunidade identificando os problemas (Foto: Carlos Pedro de Carvalho)

Carlos Henrique da Silva - Na manhã desta quinta-feira (25), alunos da Escola Municipal Chácara do Céu, na comunidade do Borel, na Tijuca, Zona Norte do Rio,  mostraram, durante o Mutirão de Conscientização no Borel, que a conscientização sobre o ambiente deve começar desde que pequeno. As crianças fazem parte da Brigada Mirim Contra a Dengue, do programa Ambiente em Ação, coordenado pela  Superintendência de Educação Ambiental.

Com plaquinhas defendendo a reciclagem, os 27 alunos, com idades entre 4 e 6 anos, percorreram ruas, conversaram com moradores e identificaram problemas existentes na região que permitem a proliferação do mosquito da dengue.

Após aprenderem ainda mais sobre a dengue e a importância da reciclagem, os pequenos multiplicadores assistiram a apresentação da banda da Comlurb, Chegando de Surpresa”. 

Mostra Final Elos de Cidadania movimenta a Região Serrana

Os projetos foram desenvolvidos durante o ano de 2012 nas escolas

Alunos da Região Serrana do Rio de Janeiro participaram ativamente das oficinas (Foto: Elos de Cidadania)

Jade Curvello - Cidades da Região Serrana do Rio de Janeiro continuam a todo vapor com Mostra final Elos de Cidadania. O grande evento que acontece desde o dia 17 de outubro, envolve ações de intervenção socioambiental nas escolas em que o Programa Elos de Cidadania atua. A Mostra final ainda vai passar pelos municípios de Nova Friburgo, Sapucaia e tem seu encerramento marcado para o dia 31 de outubro, com apresentações das escolas da Região Metropolitana do Rio na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

As apresentações dos cursistas dão enfoque aos projetos desenvolvidos durante o ano de 2012 nas escolas. Além disso, os alunos também promovem discussões voltadas para temas relevantes para sua região. Este foi o caso dos jovens da cidade de Duas Barras que apresentaram projetos de melhoria da coleta de lixo local e também sobre a despoluição do Rio Negro, principal fonte de água dos municípios de Cordeiro e Cantagalo.

Já os cursistas do pólo de Trajano de Moraes promoveram a iniciativa “Preservação da cachoeira nossa luta, nossa meta”, que pretende criar um parque de preservação para a cachoeira da comunidade.

As vulnerabilidades socioambientais locais constatadas ao longo do curso serviram como tema para cursistas de Bom Jardim. Foram apresentados projetos  que buscam trabalhar ações contra o uso de agrotóxicos. O mesmo tema foi abordado no município de Areal, através do projeto “Horta Vital”, exaltando a alimentação saudável e sem agrotóxicos.

A Mostra final nas cidades de Cordeiro e Cantagalo foi marcada pela união entre natureza e cultura. No evento foi lançado o livro de poemas Poesia Rima com Geografia, elaborado pelos próprios alunos do curso. Cursistas e estudantes que participaram do evento também prestigiaram o espetáculo Coisas de Bicho, encenado pelas crianças residentes na comunidade próxima ao Rio Paraíba do Sul.

O Programa Elos de Cidadania insere a educação ambiental nos projetos pedagógicos escolares e fomenta a discussão sobre as questões do ambiente e do desenvolvimento na escola em sua relação com a comunidade local. Na Mostra Final do curso cerca de 3 mil alunos e professores dos pólos do interior e do Grande Rio receberão o certificado do programa.

24 de outubro de 2012

Secretaria do Ambiente retira mil porcos em Bangu

Os suínos estavam em chiqueiro clandestino dentro de uma área de proteção ambiental

O dono do local foi notificado anteriormente, mas havia retirado apenas parte de sua criação (Foto: Luiz Morier)
Victor Vicente - Com objetivos básicos proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais, as Áreas de Proteção Ambiental têm ainda uma ligação direta com a qualidade de vida. Para proteger essas e atacar focos de poluição e crimes ambientais, uma ação da Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), retirou cerca de mil porcos de um chiqueiro clandestino localizado em Bangu, Zona Oeste do Rio. A fiscalização durou 15 dias e terminou no dia 23 de outubro.

De acordo com informações da SEA, o criadouro funcionava em um terreno de amortecimento da Área de Proteção Ambiental de Gericinó-Mendanha (criada em 2005) e causava transtornos à vizinhança, inclusive à uma penitenciária da região, que convivia com os dejetos e o mau cheiro dos animais, atraindo vetores de diversas doenças.

Os dejetos desses suínos eram carregados pela água da chuva ou da lavagem do chiqueiro para o Rio Sardinha, afluente de um importante rio do estado: o Rio Sarapuí, que tem seu curso iniciado na Serra de Bangu e cruza Nilópolis, Mesquita, Meriti, Belford Roxo, desaguando no Rio Iguaçu, em Duque de Caxias. Afetando diretamente a vida de cerca de 136 mil moradores que vivem em suas margens.

Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, "trata-se de uma carga orgânica muito elevada, e isso é poluição hídrica. Estamos, inclusive, no Parque Estadual da Pedra Branca, reflorestando as nascentes do Rio Sarapuí, e não podemos permitir que seja poluído pelos dejetos de quase mil suínos”.

Os animais retirados do chiqueiro clandestino foram encaminhados à um criadouro licenciado no Município de Seropédica.

Área de Proteção Ambiental de Gericinó-Mendanha

A Área de Proteção Ambiental de Gericinó-Mendanha foi criada em 2005, tem com 105 Km2 de área e abrange as Serras do Marapicu, Mendanha e Madureira, nas cotas acima de 100 metros de altitude.

22 de outubro de 2012

Brasil 2014: propostas para uma Copa do Mundo mais verde

Proximidade com grandes eventos é chave para inserção de medidas sustentáveis no Brasil

A Copa do Mundo de 2014 tem como grande objetivo construir um legado ambiental (Foto: Reprodução da Internet)

Jade Curvello – Com a proximidade da Copa do Mundo de 2014, além da necessidade de cumprir prazos, o Brasil terá mais um desafio: seguir, com sucesso, o legado ambiental deixado pela Copa do Mundo da África do Sul de 2010. O país africano foi destaque mundial devido ao seu desempenho positivo no que diz respeito às questões sustentáveis.

Um relatório sobre o desempenho ambiental do país africano foi divulgado no último dia 9, pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), e nele, são exaltadas as ações verdes implantadas no evento.

Dentre as alternativas bem sucedidas na última edição da Copa, e que devem ser adotadas em território nacional, estão os projetos de energia renovável, como o uso da energia solar, a conservação da água nos estádios, através da construção de reservatórios para captação do recurso proveniente da chuva, e a melhoria dos sistemas de transportes, com o BRT (Transporte Rápido por Ônibus).

Segundo o professor do Instituto de Química da Uerj, Fernando Altino, a busca por padrões mais sustentáveis sempre envolve mudanças de comportamento, e os eventos contribuirão de forma positiva para isso.

– É importante que o estado exija a prática de ações ambientais em eventos culturais e esportivos, pois são nessas ocasiões que para muitas pessoas, serão feitos os primeiros contatos com alternativas interessantes do ponto de vista ambiental – disse Fernando.

Alternativas sustentáveis

A criação da campanha Passaporte Verde é uma ideia que promete servir como um guia com informações e orientações sobre a prática do turismo sustentável. Ele consiste tanto no planejamento da viagem, quanto no transporte utilizado para realizá-la. O Passaporte Verde tem como objetivo estimular que não só os turistas, mas os próprios torcedores adotem práticas sustentáveis, respeitando o ambiente e favorecendo a economia local.

Fernando, que também é doutor em Meio Ambiente acredita que o Passaporte Verde seja uma medida benéfica, no entanto, teme quanto a sua implementação.

– Todas as iniciativas relacionadas a sustentabilidade que são relacionadas aos grandes eventos têm um peso positivo, porém se serão eficientes, dependerá muito da forma como serão implementadas – analisa.


O tatu-bola, escolhido como mascote do Mundial do Brasil em 2014, está entre as espécies que correm o risco de desaparecer. A estratégia que coloca em evidência o tatu-bola faz com que o interesse da população sobre essa questão aumente, e que a proteção sobre tantas outras espécies também seja defendida.

As propostas do governo em parceria com a PNUMA constroem um caminho de incentivo à conscientização ambiental da população. Fernando Altino exalta o papel da educação ambiental nessa mudança.

– É fundamental que se aproveite a energia positiva dos eventos para apresentar e internalizar as boas práticas sustentáveis – conclui o professor.
  

19 de outubro de 2012

Força Nacional de Segurança contra o desmatamento


Para biólogo, é preciso fortalecer o atual modelo de fiscalização na Amazônia

A Força Nacional de Segurança: é mais uma ação do Governo Federal para combater o desmatamento
(Foto: Reprodução da internet)

Carlos Henrique da Silva - O governo federal, através da Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e do Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou, no dia 9 de outubro, a criação de um grupo da Força nacional de Segurança destinado a combater o desmatamento na Amazônia. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) mostram que no mês de agosto deste ano o desmate da floresta triplicou em relação ao mesmo período de 2011.    

A principal estratégia com a criação desse grupo é realizar um trabalho integrado entre órgãos do Meio Ambiente, das Forças Armadas, do Ministério da Justiça e da Polícia Federal. Com isso, a idéia inicial é estabelecer uma atuação permanente do grupamento da Força Nacional de segurança. Segundo o biólogo e professor universitário Marcelo Neto Galvão, essas ações podem representar avanços significativos no combate ao desmatamento.

- Essa medida poderá ser uma evolução no processo de fiscalização da Amazônia, principalmente no que se propõe em compartilhar informações entre a inteligência militar e os órgãos ambientais. Sendo assim, imagino que os principais impactos positivos seriam a maior rapidez da ação punitiva que cabe a essa iniciativa, um monitoramento mais amplo de possíveis ameaças ao bioma e, consequentemente, uma possível redução das porcentagens de perda de áreas verdes -, disse Galvão.

No entanto, o professor ressalta que somente as ações do grupo não serão suficientes para resolver a questão do desmatamento na floresta, posto que também é necessário haver, sobretudo, um fortalecimento no atual modelo de fiscalização.

- Algumas das vertentes de combate à degradação são os aumentos e fortalecimentos da fiscalização e de pessoal especializado em tal prática. Desta forma espera-se que medidas punitivas advindas de uma fiscalização eficaz venham a reduzir o acelerado ritmo de desmatamento. Também poderia se considerar uma reforma política sobre impostos e subsídios cedidos a agropecuária nas regiões onde ocorre o bioma, além da criação de políticas que visem formas de explorar os serviços ambientais da floresta, tanto com o objetivo de preservá-la como o de sustentar as populações humanas ligadas a ela - explicou.

De acordo com Marcelo, a questão da degradação na Amazônia é um problema antigo, e que passa pelos interesses políticos-econômicos que viabilizam tal prática. Ele também destaca os fatores que atualmente promovem a degradação.

- A presença de latifúndios ora atrelados a atividades agropecuárias (principalmente criação de gado bovino e cultivo de soja), geralmente ligados à especulação; corte seletivo de recursos madeireiros que, entre os prejuízos óbvios, também aumenta a vulnerabilidade da mata ao fogo; exploração de recursos não madeireiros (borracha, castanha, minerais etc) e a biopirataria, muitas vezes escondida na figura de “benéficas” ONGs internacionais. Também pode se agregar a isso os incentivos fiscais, o perdão de multas, como o proposto até pelo Novo Código Florestal, e a falta de fiscalização.

18 de outubro de 2012

Espaço Sagrado terá tratamento de resíduos religiosos


Parque Nacional da Tijuca receberá projeto que tem previsão para 2013

Lideranças religiosas e ambientalistas dão abraço simbólico no Parque da Tijuca (Foto: Eloi Mattar)


Jade Curvello – Com o objetivo de preservar recursos naturais e as práticas culturais a eles associadas, o Elos da Diversidade, Componente do Programa Ambiente em Ação, reuniu, nesta quinta-feira, lideranças religiosas, representadas principalmente pelos Guardiões do Sagrado e da Natureza, e membros da equipe e ambientalistas, Parque Nacional da Tijuca, Zona Norte do Rio. O local será o primeiro a receber o Espaço Sagrado.

O Espaço será construído na Curva do S, no Alto da Boa Vista. As obras serão concluídas até meados de 2013. O local contará com uma central de tratamento de resíduos religiosos, com composteira, aterro e área de separação dos materiais para reciclagem, além de um viveiro para a produção de mudas, batizado de Jardim das Folhas Sagradas. As atividades realizadas no local vão desde a orientação aos visitantes a oficinas educativas, focando em práticas religiosas sustentáveis com o uso de elementos que não agridam a natureza.

Entre as ações que têm a finalidade de preparar o espaço são realizadas pelo Elos da Diversidade, está a Oficina de Gestão de Resíduos Religiosos. A oficina buscou aprofundar o debate acerca das normas que deverão ser implantadas no espaço. A destinação do resíduo religioso gerado após serem oferendas foi um dos temas debatidos.

De acordo com o coordenador do Elos da Diversidade, Carlos Frederico, esse debate será fundamental.

– Um dos grandes problemas da Curva do S é o acúmulo de resíduos que pode ocasionar a degradação do próprio espaço, por isso é de extrema importância começarmos a definir as normas nesse momento –, explica Frederico.

Para o articulador do Elos da Diversidade, Aderbal Ashogun, uma das maiores preocupações do projeto são resíduos religiosos.

– É necessário um destino especial para esses resíduos, assim como é feito com os resíduos hospitalares –, adverte o articulador.

Dentre os problemas ocasionados pela prática religiosa sem consciência, Aderbal cita que um dos maiores impactos na natureza são os sacos plásticos, as garrafas PET, o uso de vidros e velas.

– O espaço sagrado tem que ter sinalização, orientação de uso e um local apropriado para as oferendas –, conta.

A superintendente de educação ambiental, Lara Moutinho encerra a Oficina exaltando a liberdade religiosa e desconstruindo o preconceito

– É preciso compatibilizar, tirar um pouco do preconceito que existe, tanto institucional como individual e regulamentar a prática, porque a religião também quer a conservação da natureza – finaliza Lara.

O Elos da Diversidade busca compatibilizar o que muitos pensam ser improvável, práticas religiosas à conservação da natureza, atuando com educação ambiental e ações de combate à intolerância religiosa.

17 de outubro de 2012

“Ambiente Saudável É Ambiente Sem Homofobia”: sustentabilidade e sexualidade



Alunos participarão de aulas teóricas e oficinas de capacitação


Aline Macedo - O programa Ambiente em Ação, da Superintendência de Educação Ambiental, deu início nesta terça-feira, 16, ao curso “Ambiente Saudável É Sem Homofobia”, realizado na sede da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), no Centro do Rio. Em seu discurso de abertura, o secretário do Ambiente Carlos Minc ressaltou o paralelo entre a necessidade de se respeitar tanto a biodiversidade quanto a diversidade humana.
Durante o curso, os alunos participarão de aulas teóricas sobre gestão ambiental, mercado e sustentabilidade, corpo, gênero e sexualidade. Serão realizadas oficinas de capacitação para a customização de roupas e acessórios e reaproveitamento e reciclagem de resíduos sólidos, visando à geração de trabalho e renda.

A superintendente de Educação Ambiental, Lara Moutinho, comparou o racismo, a intolerância religiosa e o preconceito a patógenos, ressaltando que estes podem estar na nossa corrente sanguínea sem que consigamos percebê-los. Segundo Lara, é preciso que o homem se conscientize sobre as próprias atitudes preconceituosas para encontrar uma nova maneira de se relacionar com a diversidade.

O curso conta com alunos com as mais diferentes histórias de vida e que buscam um novo aprendizado. Para o aluno Jairo Silva dos Santos, professor de biologia, a expectativa é sair do curso mais preparado para lidar com questões ligadas à sexualidade em sua própria sala de aula.

– Eu já me deparei com situações nas quais eu tinha alunos homossexuais, e não tive uma ação favorável, então estou aqui para buscar um embasamento para saber lidar com essas situações –, disse.

Já Regina Bordallo, conselheira estadual de direitos humanos, pretende levar o aprendizado adquirido para os projetos Mães Solidárias, voltados a mães que perderam seus filhos. Para o superintendente de direitos individuais, difusos e coletivos Claudio Nascimento, é fundamental que seja trabalhada a questão do desenvolvimento humano com a questão da preservação da natureza.

– Pensar a questão do ambiente dissociado do ser humano é uma bobagem, porque o ser humano também é natureza –, declarou.

O curso compreenderá um total de 48 horas/aula e acontecerá até o dia 6 de dezembro. Durante a aula inaugural estiveram presentes o secretário de estado do Ambiente, Carlos Minc, a superintendente de Educação Ambiental, Lara Moutinho e Claudio Nascimento,superintendente de Direitos Individuais, Difusos e Coletivos.

16 de outubro de 2012

Blitz ecológica demole casas irregulares em Arraial do Cabo

Ação focou nas invasões próximas à área de beira-mar da restinga de Massambaia

Para a demolição, a equipe teve  auxílio de uma retroescavadeira (Foto: Luiz Morier)

Victor Vicente - Uma operação realizada na quarta-feira, 10 de outubro, pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), terminou com a derrubada de vinte casas que estavam sendo construídas irregularmente na areia da praia da Restinga de Massambaia, em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos.

As casas estavam numa área pertencente ao Parque Estadual da Costa do Sol, o que configuraria um grave crime ambiental. O parque abrange cerca de 10 mil hectares e abriga, ainda, uma vasta diversidade ecológica incluindo duas das espécies mais ameaçadas do estado: o formigueiro-do-litoral e o lagarto branco da areia.

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, que esteve presente na operação, salientou a importância de medidas preventivas e de uma maior fiscalização na região. Para isso foi anunciada a instalação de uma Unidade de Policiamento Ambiental (Upam) no Parque Estadual da Costa do Sol em 2013. Serão destinados 24 guardas-parques para essa nova unidade de conservação.

─ Esta é uma área com grande potencial para a prática do ecoturismo e também para a proteção da biodiversidade, e não vamos permitir construções irregulares nesta região. Para essas pessoas construírem, foi distribuído o ´kit invasão´ por gente oportunista que incentiva este tipo de irregularidade. Não vamos permitir construções aqui. Nós é que seríamos omissos se permitíssemos essa prática ilegal. Para impedir que isso aconteça novamente, vamos intensificar as fiscalizações –, afirmou Minc.

Dois promotores que acompanharam a blitz flagraram a proprietária de uma das casas demolidas com uma certidão de lançamento de IPTU emitida em setembro passado. A irregularidade deverá ser motivo de investigação do Inea e do Ministério Público Estadual, para subsidiar eventual ação judicial.

Na operação, cerca de cem casas já construídas e ocupadas foram cadastradas pelos fiscais ambientais. Seus proprietários serão indenizados e as casas, demolidas.