19 de setembro de 2012

Cerimônia reforça valor da tolerância religiosa

Elos da Diversidade participa da coletiva de imprensa da 5ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, onde líderes dividiram o pão como gesto de respeito mútuo

Foto: Aline Macedo
Aline Macedo - Antes da 5ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, ocorrida no último domingo (16), na praia de Copacabana, lideranças religiosas se reuniram no Clube Israelita Brasileiro para partilhar o pão, de maneira simbólica e estabelecer gesto  de respeito mútuo. O evento também reivindicou que a Caminhada, realizada anualmente no terceiro domingo de setembro desde 2008, seja incluída no calendário oficial da cidade.

A Superintendência de Educação Ambiental, através do Elos da Diversidade, um dos braços do programa  Ambiente em Ação, marcou presença na Caminhada com uma ala formada por ambientalistas e lideranças religiosas.

Na coletiva de imprensa, o babalawo Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão Contra a Intolerância Religiosa (CCIR), entidade organizadora da Caminhada,  relembrou o episódio que motivou a criação do grupo, quando alunos de uma escola pública foram impedidos de celebrar as festas de São João pela diretoria. Para evitar situações semelhantes no futuro, a CCIR preparou uma carta compromisso endereçada aos candidatos a prefeito na qual os eventuais signatários se comprometem a garantir o liberdade de expressão das manifestações religiosas públicas.

Foto: Aline Macedo

Os participantes do evento defenderam os mesmos ideais: que todas as crenças tenham o devido reconhecimento e respeito. Candomblecistas, muçulmanos, umbandistas, cristãos (entre católicos, protestantes e kardecistas), judeus, seguidores do Santo Daime e da Fé Baha’i, budistas, maçons, ciganos, hare krishnas e agnósticos saudaram-se e ressaltaram a importância da diversidade.

O representante da maçonaria, Ubiratan Ângelo, comparou o encontro a um prisma, no qual as diversas cores das religiões se unem em uma só. Dom Pedro Cunha, bispo e interlocutor da Igreja Católica, desejou que esse encontro possa ser “uma verdadeira expressão da unidade na diversidade”.



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18 de setembro de 2012

Religiosos conciliam suas crenças com a natureza


Caminhada que ocorreu no último domingo expressou necessidade de tolerância entre as diversas confissões e pela respeito pela natureza, que na opinião de manifestantes, é essencial para a fé


Foto: Marcos Maia

Jade Curvello - Entre judeus, católicos, mulçumanos e religiões de matrizes afro, o componente Elos da Diversidade do programa Ambiente em Ação, da Superintendência de Educação Ambiental (Seam), participou da 5ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, mostrando que é possível unir religiosidade e conservação ambiental. Afinal, “quem respeita a diversidade religiosa, respeita a natureza”, na concepção dos idealizadores do projeto.


A participação na caminhada foi através de uma ala composta por agentes ambientais e líderes religiosos. O coordenador do Elos da Diversidade, Carlos Frederico Loureiro, ressaltou a importância da consciência entre os que utilizam a natureza para professar a sua fé. “Uma consciência ambiental maior ajuda a evitar e superar os conflitos. A prática mais correta do ponto de vista da conservação é a manutenção das tradições em contato direto com a natureza”, afirmou.


A candomblecista Flavia Coutinho, que também esteve presente na caminhada, acredita ser importante a criação de Espaços Sagrados em Unidades de Conservação. Ela defende o Elos da Diversidade, e acredita que “é necessário que haja uma união entre o governo e os praticantes da religião, para que, dessa forma, a área sagrada tenha sua auto-renovação”.


Carlos Frederico também afirma que há uma compreensão por parte dos religiosos sobre a tentativa de inserção de métodos de oferendas ecologicamente corretas. “Temos tido uma boa aceitação, já que eles entendem que é preciso cuidar da natureza para manter a própria tradição”, encerra o coordenador.  


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Brigadistas são homenageados por luta contra dengue

Carlos Minc entregou certificados para agentes de comunidades que foram treinados por programa de combate à dengue do governo

Foto: Larissa Amorim
Minc entrega certificado a brigadista
Paloma Quintão - Em todos os verões a história se repete: o mosquito transmissor da dengue prolifera rapidamente e causa surtos da doença pelo estado. Porém, a epidemia pode acontecer em todas as estações do ano e, por isso, o combate à doença deve ser mantido. Pensando nessa questão, foi preparado um curso de brigadistas com o objetivo de dar continuidade a essa luta.

Os agentes receberam seus certificados ontem no auditório da Secretaria de Estado do Ambiente, pelas mãos do Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Minc, da Superintendente de Educação Ambiental, Lara Moutinho, da representante da Divisão da Vigilância de Saúde, Kátia Maria Gomes Pereira, e do representante da Superintendência de Saúde do Trabalhador, Luiz Tenório.

O projeto surgiu a partir da gincana promovida pelo Governo do Estado 10 Minutos Contra a Dengue, que motiva a população a prevenir a proliferação da larva do Aedes aegypti. Ao todo, participaram do treinamento moradores de 15 comunidades pacificadas. A ação foi fruto da integração entre as secretarias estaduais e municipais, essencial para o sucesso dos resultados.

Os moradores das comunidades mostraram que fizeram um bom trabalho, na opinião dos organizadores do evento. A coordenadora das campanhas da Secretaria de Estado do Ambiente, Lourdes Guimarães, acredita que a diminuição dos casos de dengue atingiu uma média de 30%. Se depender do brigadista da comunidade do Tabajara Renato da Silva, o treinamento para a causa continua: - já estou pronto para o próximo curso -, disse ele.

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17 de setembro de 2012

Caminhada reúne membros de diversas religiões

Secretaria estadual do Ambiente participou da Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa em Copacabana com ala composta por agentes ambientais e líderes religiosos


Manifestantes se reúnem em nome da diversidade religiosa

Aline Macedo - Com o lema “caminhando a gente se entende”, a 5ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa tomou conta da orla de Copacabana, ontem (16). Promovida pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, com diversas outras entidades, o evento saiu do Posto 6, e seguiu de lá até a altura da Praça do Lido, em uma grande confraternização que reuniu, segundo os organizadores, cerca de 210 mil fiéis das mais diversas crenças.

A Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), marcou presença com a ala Elos da Diversidade, núcleo do programa Ambiente em Ação, que visa compatibilizar práticas religiosas e conservação da natureza, atuando com educação ambiental e ações de combate à intolerância religiosa. O programa dirige-se tanto às lideranças religiosas como aos técnicos de áreas conservadas.

Realizado em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro e com lideranças religiosas, o Elos da Diversidade defende a criação de espaços sagrados em áreas protegidas, para preservar tanto os recursos naturais quanto as práticas culturais a eles associados.

Em agosto deste ano, o programa lançou o Projeto Espaço Sagrado da Curva do S, uma parceria da SEA com o Parque Nacional da Tijuca e a Prefeitura do Rio, que vai entregar à cidade um local dedicado às práticas de religiões de matrizes africanas no meio da Floresta da Tijuca. Com entrega prevista para o segundo semestre de 2013, o espaço fornecerá aos religiosos a infraestrutura necessária para que realizem suas práticas de maneira ambientalmente sustentável.

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14 de setembro de 2012

Ambiente em Ação ajuda mutirão a limpar praia

Evento para comemoração do Dia Mundial da Limpeza reúne voluntários, inclusive membros do projeto Ambiente em Ação, para conscientização ambiental


Pina Bastos - No próximo dia 15, sábado, será comemorado mais um Dia Mundial da Limpeza. Pela décima vez, empresas privadas e órgãos públicos de todo o planeta organizarão atividades para coleta de plástico e lixo reciclável em praias e rios. Com os 125 países participantes, a expectativa é que cerca de 35 milhões de pessoas em todo o globo sejam mobilizadas para participarem das ações nos seus respectivos países e cidades.

Para este ano, a novidade no Rio de Janeiro é a participação do Ambiente em Ação, projeto da Superintendência de Educação Ambiental, com a participação de adolescentes, jovens e do líder comunitário do Salgueiro, Leonardo Correa, um dos maiores incentivadores do programa na comunidade.

No Brasil, o Clean Up The World, como é conhecido internacionalmente, teve início em 2003 na praia de Copacabana, com 200 voluntários e 28 mergulhadores. Em 2012, o evento acontecerá em pelo menos 40 localidades distintas de todo o país, que juntas contam com 15 mil voluntários.

Para as ações de limpeza das praias, os voluntários receberão sacolas de plástico reciclado, luvas e uma ficha de coleta, na qual o lixo será quantificado e qualificado, o que possibilitará futuras pesquisas e análises dos resíduos e microlixos encontrados. Além disso, parte do material recolhido irá para cooperativas e instituições de reciclagem.

Com todas essas atividades, os organizadores e idealizadores do evento visam colher o maior número possível de materiais plásticos e recicláveis, bem como aumentar o número de voluntários e conscientizar a população para uma gestão melhor dos resíduos, diminuindo, assim, o impacto ambiental e promovendo a geração de renda.


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13 de setembro de 2012

Ação impede crime ambiental na Barra da Tijuca

O secretário do Ambiente, Carlos Minc, participou pessoalmente da atividade que selou um saída nociva de esgoto in natura em condomínio do bairro

Foto: Marcos Tristão/ O Globo

Victor Vicente - Uma operação realizada pela Coordenadoria Integrada de Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria de Estado do Ambiente, lacrou a saída de esgoto in natura do condomínio Vivendas da Barra na lagoa de Marapendi com uma “rolha ecológica”, uma tampa de 50cm de diâmetro que bloqueia a saída de dejetos.

Segundo a Cedae, o condomínio foi notificado em março de 2010 e multado, mas ainda não fez a devida ligação com o esgoto. O secretário de Ambiente, Carlos Minc, considera sem sentido um grande investimento do poder público em saneamento, se os condomínios não se regularizam.
                                                                           

Mascote da Copa de 2014 é espécie ameaçada

A escolha, que representa o Brasil, reforça a visibilidade dos biomas caatinga e cerrado, além de incentivar a preservação desse animal, o tatu-bola



Foto: Divulgação
Jade Curvello e Paloma Quintão - Recentemente, foi escolhido o mascote da Copa de 2014. Como o grande evento acontecerá no Brasil, foi escolhida pelos organizadores uma espécie representante da fauna nacional, o tatu-bola. Com o nome científico de Tolypeutes tricinctus, o animal vive no cerrado e na caatinga, e recebe a palavra “bola” em seu nome usual justamente porque é a única espécie de tatu capaz de se enrolar completamente dentro da carapaça, formando uma bola. Curioso, não é? Mas a triste notícia é que esse animal faz parte do Livro Vermelho da fauna brasileira, relação das espécies que correm o risco de desaparecer. Por isso, é importante saber mais sobre esse mascote.

Tatu-bola corre o risco de desaparecer

Foto: Reprodução Internet
De acordo com o Livro Vermelho dos mamíferos, organizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e realizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), esse tipo de tatu é, não só o menor, mas também o menos conhecido. Isso por ser a única espécie desse mamífero endêmica no Brasil, ou seja, se reproduz somente em determinadas regiões, o que impede sua disseminação pelo território brasileiro. Seu habitat natural se resume ao cerrado e à caatinga, e em estados como Sergipe, Ceará e Pernambuco o tatu-bola está praticamente extinto. Esse é um dos fatores da extinção do Tolypeutes tricintus.

Outra causa para o seu desaparecimento é a facilidade da caça ilegal. O bolinha, como é chamado popularmente, não sabe cavar buracos e, por isso, tem dificuldades para se defender. Além disso, a reprodução escassa aumenta ainda mais os efeitos dessa prática ilegal. Como uma fêmea pode ser acompanhada por mais de um macho, na época do acasalamento eles se encontram sempre em grupos, e quando a reprodução ocorre, nasce somente um filhote. Em casos raros, nascem dois bolinhas. Isso propicia a caça, já que se torna possível capturar vários de uma só vez.

Um problema muito comum que atinge não só o tatu-bola, como outros animais, é a destruição do habitat natural. De acordo com informações coletadas no Livro Vermelho, o cerrado está sendo progressivamente devastado devido à produção de soja e cana-de-açúcar, muito comum nessa região. Já a caatinga, assim como o Pantanal, tem o processo de ocupação dificultado pela dinâmica peculiar de seus ciclos hidrológicos, o que contribui para a modificação de sua paisagem.

É possível auxiliar na preservação da espécie

Foto: Portal São Francisco
A melhor forma de começar qualquer processo de conservação é gerar uma consciência ambiental. Para isso, é essencial que se invista em projetos de educação ambiental, voltados não só para crianças, mas também para as pessoas que vivem nas regiões onde ainda é possível encontrar o tatu-bola, com o objetivo de diminuir a caça dessa espécie. A criação de Unidades de Conservação é outro importante aliado para a preservação dos habitats naturais, mas isso não significa que seja preciso encerrar as atividades de agricultura mecânica nessas regiões. O ideal é fazer um equilíbrio entre o desfruto e o cuidado com o ambiente, para que não aconteça com outras espécies o que está acontecendo com o tatu-bola.

12 de setembro de 2012

Caminhada defenderá liberdade religiosa

5ª caminhada pela liberdade religiosa ocorrerá na praia de Copacabana, e contará com a participação do projeto Ambiente em Ação


Pina Bastos - Domingo, dia 16, é o dia da 5ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, com a participação do programa Ambiente em Ação. Venha para a concentração no Posto 6, em Copacabana, às 11h da manhã. É caminhando que a gente se entende. O Ambiente em Ação é uma iniciativa da Superintendência de Educação Ambiental (Seam) com a Secretaria de Estado do Ambiente (Sea).

A meta da caminhada é apoiar a construção coletiva da sustentabilidade ambiental através da articulação, fortalecimento e implementação de políticas públicas direcionadas para questões sociais, culturais e ambientais.


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6 de setembro de 2012

Perereca da Amazônia é transparente

Animal foi descoberto a dez anos em região a cerca de 170 quilômetros de Manaus, próximo a cachoeira no município de Presidente Figueiredo

                                                                                                    foto: Marcelo Lima / Inpa
Carlos Henrique da Silva - Há dez anos, pesquisadores descobriram na Amazônia uma curiosa espécie
anfíbia. Trata-se da “Perereca de Vidro”, cujo nome científico é Hyalinobatrachium iaspidiense e pertence à família Centrolinedae. A forma popular como é conhecida deve-se ao seu aspecto físico, que, devido ao ventre transparente, permite que parte dos órgãos internos possa ser observada nitidamente a olho nu.

A espécie foi descoberta durante um levantamento noturno na área da cachoeira da Onça em Presidente Figueiredo, município do Amazonas, distante 170 km de Manaus. Mesmo após dez anos de estudos, a “Perereca de Vidro” ainda não é muito conhecida no meio científico. Biólogos garantem que o animal possui grande importância para o equilíbrio do meio ambiente, pois se alimenta de insetos e tem como predadores aranhas e serpentes.

A perereca de vidro é uma espécie notívaga, isto é, tem hábitos noturnos. Em relação à forma de reprodução, ela coloca cerca de 20 ovos em folhas sobre a água durante períodos de chuva, geralmente entre os meses de dezembro e maio. Os embriões se desenvolvem por alguns dias, depois os girinos rompem a cápsula do ovo e caem na água, onde permanecem até completarem o seu desenvolvimento.


5 de setembro de 2012

Dia da Amazônia lembra importância do patrimônio ambiental

Amazônia representa cerca de 60% do território nacional, e conta com trezentas e seis Unidades de Conservação


Victor Vicente - O Dia da Amazônia, um dos mais valiosos patrimônios naturais de toda a humanidade, é comemorado internacionalmente nesta quarta-feira (5/9). A floresta abriga em seus 7 milhões de quilômetros quadrados uma biodiversidade sem paralelos, com 40 mil espécies de plantas, incluindo cinco mil espécies de árvores; 427 espécies de mamíferos, 1300 de pássaros e cerca de três mil espécies de peixes.

Abrangendo cerca de 60% do território brasileiro, incluindo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, parte do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso, estima-se que a Amazônia tenha 30 milhões de habitantes. Seu território se estende, também, para o Peru, a Colômbia, o Equador, a Bolívia, a Guiana, o Suriname, a Venezuela e a Guiana Francesa, sendo a maior reserva natural do mundo e guardando em seu território um quinto das reservas de água doce disponíveis para os homens.

A Amazônia é responsável, em grande parte, pelo equilíbrio da natureza no planeta, mas suas riquezas são constantemente ameaçadas pela extração ilegal de madeiras, minérios e pela caça ilegal de animais, muitas vezes em risco de extinção. Para a preservação da maior floresta tropical do mundo, existem, no bioma, 306 Unidades de Conservação (UCs), das quais 95 recebem recursos do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).


4 de setembro de 2012

Ibama estabelece normas de uso de pilhas

A partir de agora fabricantes são obrigados a informar, nas embalagens e manuais, sobre regras para o descarte desses produtos


Carlos Henrique da Silva - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama) estabeleceu, neste dia 4, por meio da Norma Instrutiva número 8,
uma série de regras sobre a fabricação, o uso e descarte de pilhas e baterias.
A decisão prevê algumas condições para o descarte, transporte, reciclagem e o
acondicionamento desse material. O documento também submete os fabricantes
e importadores a elaborarem anualmente um relatório que informe sobre os
procedimentos adotados durante o processo.

Com isso, os fabricantes também terão que informar, nas embalagens e manuais
de pilhas e baterias, sobre a adaptação às novas regras estabelecidas pela
norma. De agora em diante, o material em questão terá que ser descartado
em coletas seletivas próprias, e jamais em lixos comuns. O texto ressalta, também,
a necessidade de utilizar elementos simbólicos para sinalizar os locais
proibidos ao descarte de pilhas e baterias. A letra “x” sobre uma lixeira, por
exemplo, indica a inadequação desse recipiente para receber o material.

Estudos já comprovaram que algumas substâncias contidas nas pilhas e baterias
–mercúrio, cádmio, chumbo, zinco-manganês e alcalino-manganês – são
responsáveis por doenças graves como anemia, problemas neurológicos e até o
desenvolvimento de câncer.

A Norma Instrutiva número 8 está publicada na Seção 1, páginas 153 e 154
do Diário Oficial.


3 de setembro de 2012

Festival mostra filmes de cunho ambientalista

O evento conta com 13 longas, de vários países, e acontece no Rio entre os dias 31 de agosto e 6 de setembro

Victor Vicente - Em meio ao cenário de discussões e debates sobre o ambiente, acontece no Rio de Janeiro, o Festival Internacional do Audiovisual Ambiental, que reúne produções nacionais e internacionais voltadas, especificamente, para as questões ambientais.

O Filmambiente, em sua segunda edição, busca contribuir principalmente para a ampliação do conhecimento e da consciência sobre as mudanças comportamentais necessárias para a preservação da vida no planeta, desde as mudanças individuais até as do poder público e privado. Criando, através do melhor da produção audiovisual, um panorama de ideias e ações para que o público possa chegar em suas próprias conclusões sobre as questões ambientais.

 O festival conta com 13 longas e 17 curtas que foram selecionados dentre mais de 300 títulos de 17 países. Ele acontece no Rio de Janeiro de 31 de agosto a 6 de setembro de 2012. 


31 de agosto de 2012

Polícia Ambiental patrulhará Parque Estadual da Pedra Branca

O governo está investindo no turismo e no combate às atividades ilegais praticadas dentro dos limites da reserva 

Carlos Henrique da Silva - Neste mês de agosto, uma Unidade de Polícia Ambiental (Upam) foi criada para patrulhar o Parque Estadual da Pedra Branca, a maior reserva ambiental urbana do mundo. Já nos primeiros dias de atuação, a unidade recolheu 19 cavalos, apreendeu 14 armas e farto material de caça, além de munições de diversos calibres. Um foco de incêndio ocorrido recentemente também pôde ser controlado graças à ação de parte dos 38 policias da Upam e com o apoio de guardas-parque.

Todo esse investimento visa garantir a segurança do Parque e, principalmente, a dos seus visitantes. Com isso, o governo estadual tem a expectativa de que aumente o ecoturismo na região, já que nos próximos anos, o Rio de Janeiro estará nas vitrines internacionais como sede dos principais eventos esportivos do mundo.

Para garantir o sucesso do projeto, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) destinará, até janeiro de 2013, mais 25 guardas-parque para trabalhar em conjunto com os policiais da Upam, que também conta com o apoio de bombeiros-militares. Outra iniciativa é a criação de um novo guia para as 30 trilhas do Parque que será disponibilizado para download no site do Inea. 

                                                                                              Foto:  Halley Oliveira

29 de agosto de 2012

Terreiro do Rio faz oferenda sustentável

Religiosos substituem suas oferendas regulares por variedades ecologicamente sustentáveis, como as frutas

Carlos Henrique da Silva - O Terreiro de Santíssimo trocou as louças e os pratos típicos de oferendas aos orixás por produtos que não causam danos à natureza. Na produção dos despachos sustentáveis, os umbandistas de Santíssimo agora utilizam frutas, flores e folhas verdes largas e resistentes, como a de bananeira, mamona e gameleira. As folhas servem de recipiente para abrigar o material ofertado aos orixás. Para os praticantes da umbanda, a energia das oferendas continuará sendo absorvida pelo orixá, que também não ficará mais com sua casa (a natureza) suja, como acontecia antes.

No Terreiro de Santíssimo, as oferendas são enterradas 
e usadas para enriquecer o solo. (Foto: O Globo Zona Oeste)
Em favor da natureza, os dirigentes da Tenda Espírita Caboclo Flecheiro decidiram tirar de sua mesa de oferenda iguarias como o acarajé de Lansã e a “flor de milho” – a pipoca. A partir de agora, eles também farão uso de frutas e flores. Para os membros do centro Espírita, da mesma forma que cada orixá tem seu tipo de comida, tem também de fruta.

Diante dessas questões, a Secretaria de Estado do Ambiente estuda a possibilidade de abertura de uma área sustentável para os religiosos realizarem suas oferendas no Parque Estadual da Pedra Branca, em Realengo. O Parque Nacional da Tijuca já vive essa experiência desde o dia 03/08, quando foi lançado pela Secretaria do Estado de Ambiente o Projeto Espaço Sagrado da Curva do S. Esse é o primeiro espaço regulamentado para a prática de rituais de religiões afro-brasileiras, que contará com uma infraestrutura que possui guaritas e cancela, totens de sinalização, coletores e central de tratamento de resíduos religiosos, com composteira, aterro e área de separação dos materiais para reciclagem.


24 de agosto de 2012

Secretaria do Ambiente inaugura curso em escolas do Rio

Aula inaugural do curso de rádio acontecerá neste sábado em dois colégios do Rio e um de Niterói promovida pelo projeto Nas Ondas do Ambiente

Maycon Santos - Rádio também se aprende nas escolas. Neste sábado, dia 25 de agosto, a partir das 8 horas, os alunos dos colégios estaduais Antonio Houaiss, no Méier; Freire de Andrade, na Penha, e Aurelino Leal, em Ingá, Niterói, iniciam um curso de capacitação em técnicas radiofônicas, com duração de 40 horas.

Promovido pelo Nas Ondas do Ambiente, programa de educomunicação da Superintendência de Educação Ambiental - órgão da Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro (SEA) -, o curso oferece conteúdo de radiojornalismo, história do rádio, redação, técnicas de reportagem e locução. Depois disso, são dadas aulas de acompanhamento durante um sábado por mês.

Com o conhecimento adquirido, os cursistas passam a produzir, pelo menos, dois programas por semana, cada um com cerca de dez minutos. Esses programas são veiculados nas escolas durante a hora do recreio e no site da SEA e nas mídias sociais do Nas Ondas do Ambiente

As outras aulas do curso serão realizadas nos dias 1º, 15 e 22 de setembro, 6 e 20 de outubro, 10 e 24 de novembro, e 1 e 8 de dezembro. 

21 de agosto de 2012

Abrace essas 10! defende espécies ameaçadas do Rio

Entre as espécies mais ameaçadas da região se destacam cinco mamíferos (incluindo o mico-leão-dourado), duas aves, um peixe e dois répteis


Lançada em setembro de 2011, a campanha “Defenda as Espécies Ameaçadas – Abrace essas Dez!” é destinada à preservação de dez espécies da fauna fluminense apontadas pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) como as mais ameaçadas de extinção no território. As principais causas para essa extinção são as ações do homem, como desmatamentos e caça.

A lista da SEA inclui a ave jacutinga, o formigueiro-do-litoral, o boto-cinza, o cágado-do-paraíba, o lagarto-branco-da-praia, o mico-leão-dourado, o muriqui, a preguiça-de-coleira, o surubim-do-paraíba e o tatu-canastra.


A maior parte dessas espécies é da Mata-Atlântica, bioma rico em biodiversidade que cobre mais de 20% do território fluminense. A campanha tem também o objetivo de despertar na sociedade e no poder público a necessidade da elaboração de políticas de proteção à biodiversidade.

Para mais informações sobre a campanha, acesse o link da Secretaria do Estado do Ambiente http://www.rj.gov.br/web/sea/exibeconteudo?article-id=988847.

20 de agosto de 2012

Fórum discute Políticas Públicas na Educação Ambiental

Evento, ocorrido no Mato Grosso do Sul, contou com representantes da Secretaria do Estado do Ambiente do Rio de Janeiro e reuniu mais de 500 pessoas


O Fórum de Educação Ambiental de Mato Grosso do Sul – Educar para a Sustentabilidade foi realizado entre os dias 7 e 9 de agosto, na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Eliane Maria, coordenadora de Educação Ambiental do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL) avaliou positivamente o evento.

Realizado em parceria do governo do Estado de Mato Grosso do Sul com a UCDB e a Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (CIEA), o Fórum reuniu cerca de 550 pessoas, entre representantes tanto do Estado quanto de outros lugares, como Rio de Janeiro, Acre e São Paulo. Os estados de Mato Grosso, Ceará, São Paulo e Brasília também mandaram palestrantes.

A palestra “A Educação Ambiental como Instrumento de Políticas Públicas” foi o destaque do evento. O Fórum ainda teve mesas redondas na programação e contou com palestrantes de outros estados que vieram apresentar as “Políticas e Ações de Educação Ambiental nos Estados, Experiências e Desafios” como a superintendente de Educação Ambiental da Secretaria do Estado do Ambiente do Rio de Janeiro Lara Moutinho da Costa.

Para maiores informações visite o site http://www.imasul.ms.gov.br 

Ambiente é tema do I Festival Curta na Uerj

Nove estados do Brasil participaram do festival, que teve entre seus primeiros colocados dois filmes feitos no Rio de Janeiro

O I Festival  Curta na Uerj, concurso de cinema promovido pelo Centro de Tecnologia Educacional da Universidade, abriu espaço para produções relacionadas à temática ambiental e desenvolvimento para o século XXI. Participaram do concurso nove estados brasileiros, com 52 curtas gravados com filmadoras, máquinas fotográficas e até celulares.

Após o recebimento do material, ele foi analisado por uma comissão julgadora composta por profissionais da área de comunicação, cinema e ambiente. Os três primeiros colocados foram: Fator Antropogênico, de Bernado Izecksohn Garcia, do Rio de Janeiro; 100% natural, de Carlos Alberto Cordeiro de Sá Filho, de Ribeirão Preto e A poluição da lagoa, de Andrea Bragança e alunos da oficina de animação da Escola Parque da Barra da Tijuca. Um júri popular escolheu pela internet os seus cinco melhores curtas. Eles foram premiados com menção honrosa durante a cerimônia ocorrida no último dia 15.



Os vídeos do festival estão disponíveis na página www.tvuerj.com.br 

17 de agosto de 2012

Ambiente em Ação: Novo Curso de Formação

Iniciativa é importante para fortalecer preparo de agentes que auxiliarão o governo nas políticas públicas voltadas para o ambiente

A Superintendência de Educação Ambiental lança neste sábado (18/08), com a presença do secretário estadual de ambiente, Carlos Minc, o Curso para Formação de Agentes Ambientais, em São João de Meriti, na região Metropolitana do Rio de Janeiro.

O curso integra o conjunto de iniciativas do Ambiente em Ação, um projeto socioambiental do eixo de educação não formal da Secretaria de Estado do Ambiente.

14 de agosto de 2012

Lançamento da Rádio Mulher

Rádio surgiu no curso de educomunicação socioambiental realizado pela Secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro

As Mulheres da Paz têm um novo motivo de orgulho: a Rádio Mulher: um ambiente comunitário, que foi lançada oficialmente nesta sexta (10/08), às 11h, no Casa de Cultura do Complexo do Alemão.

O evento, que oficializou a conquista de um longo trabalho das mulheres do Alemão e da Superintendência de Educação da Secretaria do Estado do Ambiente (SEAM/SEA), foi aberto ao público e contou com shows do Dj Kauã e apresentações do grupo de dança da Casa de Cultura do Complexo do Alemão. Além dos moradores da região, a inauguração também teve a presença de importantes figuras estaduais, como a do secretário estadual do ambiente, Carlos Minc.

A Rádio nasceu de uma das salas do curso de educomunicação socioambiental, promovido pela Secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro e estava em fase de testes há cerca de oito meses, podendo agora ser ouvida na freqüência 98,7 FM por aproximadamente 20 mil moradores da região.


                  

10 de agosto de 2012

Rádio Mulher é realizado em Ambiente Comunitário

Ação é parte das realizações do programa Nas Ondas do Ambiente, organizado pela Secretaria de Educação Ambiental (SEAM)

A Rádio Mulher: um Ambiente Comunitário é um projeto que, desde 2010, com a etapa de capacitação, vem democratizando o acesso à produção e difusão de informação. A rádio comunitária foi criada a partir de uma inciativa do programa Nas Ondas do Ambiente, que capacitou em técnicas de radiofusão 30 participantes do projeto Mulheres da Paz, do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania.

Sintonizada nos arredores do Complexo do Alemão na frequência 98,7 FM, a Rádio Mulher foi feita por e para as moradoras da comunidade e terá sua programação voltada para temas socioambientais, com a promoção de uma visão crítica sobre o ambiente e os meios de comunicação.

Nas Ondas do Ambiente é um programa da Superintendência de Educação Ambiental, da Secretária de Estado do Ambiente do Rio de janeiro. 

18 de junho de 2012

II Jornada Internacional de Educação Ambiental reúne centenas de educadores na Rio+20

Até agora, o evento foi o que reuniu o maior público do pavilhão do Governo do Estado do Rio de Janeiro, com mais de 500 pessoas inscritas


Nossos 576 convidados cantam "O que é o que é", de Gonzaguinha, liderados por Moema Viezzer
 
O auditório principal do Pavilhão do Governo do Estado sediou no dia 17 de junho, domingo, a II Jornada Internacional de Educação Ambiental, que reuniu o maior público do pavilhão até agora, com 576 pessoas inscritas. Esse número mostra a força e o engajamento da educação ambiental com os compromissos da Rio+20. O evento, organizado pela Seam/SEA em conjunto com o Centro de Saberes e Cuidados Socioambientais da Bacia do Prata, o Ministério do Meio Ambiente e a Itaipu Binacional, contou com representantes de diversos países, destacando-se Oscar Rivas, Ministro de Meio Ambiente do Paraguai, a indiana Sister Jayanti, da Universidade Mundial do Brama Kumaris, e Pamela Puntney, Coordenadora de Educação Ambiental da ONU.

Sister Jayanti aponta pra um dos painéis levados pela Seam e destaca a importância do tempo cíclico


Na mesa de abertura, o Secretário de Estado do Ambiente Carlos Minc exaltou os investimentos feitos pelo governo do estado na educação ambiental, através do FECAM. O secretário elogiou o trabalho realizado pela Superintendência de Educação Ambiental da SEA, que investe na formação de uma nova cultura ambiental: a cultura da participação na gestão do ambiente como exercício da cidadania ambiental. 

Minc diz que é preciso acabar com a demagogia de quem defende a educação ambiental mas não investe na área
 
Lara Moutinho da Costa, superintendente de Educação Ambiental da SEA, apresentou os resultados alcançados pelos programas de educação ambiental da SEA, mostrando que o Estado do Rio de Janeiro tem feito a diferença no campo da educação ambiental e é hoje o estado que mais investe em programas e projetos de EA, com os maiores e melhores resultados do Brasil.

A Seam exibiu vídeos sobre seus programas e campanhas



Nesses 5 anos de existência, os programas da Seam/SEA atingiram os 92 municípios do Estado, chegando a regiões nunca antes alcançadas por políticas estaduais de educação ambiental; mobilizaram 3.367 escolas da rede pública de ensino (estadual e municipais), envolveram 4.089 professores e 10.621 alunos, que elaboraram 967 planos de ação ambiental das escolas (agendas 21 escolares), distribuíram 11.986 livros didáticos e pedagógicos e 400 CDs/DVDs para alunos deficientes visuais e auditivos. Atingiram 52 comunidades urbanas do Rio e 132 comunidades de outros municípios com campanhas públicas, envolveram 34 unidades de conservação, 2 mosaicos federais de áreas protegidas  e 17 comunidades e povos tradicionais, certificando 173 quilombolas, indígenas e caiçaras em programas de educomunicação socioambiental e implantando 4 rádios ambientais comunitárias (Rádio Quilombola, Rádio Guarani, Rádio Mulher e Rádio Três Picos). Envolveram 110 comunidades afetadas por acidentes e desastres na Região Serrana, capacitando 1.040 moradores em ações de prevenção e enfrentamento de acidentes e desastres ambientais, e mobilizaram mais de 600 religiosos para o envolvimento com ações de conservação da natureza e enfrentamento da intolerância religiosa associada ao uso público religioso de áreas protegidas. 

Na mesa de debates seguinte, os conferencistas revisitaram o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global criado na Rio92, reafirmando o papel importante da educação ambiental como base para formação de sociedades sustentáveis.



Lara Moutinho reforçou o princípio 4 do tratado, que define a não neutralidade política da educação ambiental

A Jornada lançou também a Rede Planetária do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global.

A equipe da Seam expôs panfletos e artesanato feito com material reciclável

Os cursistas dos programas Elos de Cidadania, DAMARÉ e Ambiente em Ação - todos da da Seam/SEA - produziram 20 painéis de 8 metros com mensagens e desenhos, que decoraram as paredes e a entrada do pavilhão. Ao final do evento, os participantes realizaram um abraço simbólico rodeando os painéis, cujas fotos já estão postadas no Flicker da ONU.

Painéis de tecido rodaram os municípios do estado, onde participantes dos programas da Seam deixaram seu recado para a Rio+20



17 de junho de 2012

RBMA premia Lovejoy e Joly na Rio+20

Seminário Reservas da Biosfera incluiu entrega de prêmio para a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

Minc, ao lado de Clayton Ferreira Lino, Jorge Grandi e Roberto Cavalcanti, anuncia a criação do Parque Estadual da Pedra Selada

Ontem, 16 de junho, a Seam produziu mais um evento de sucesso na Rio+20 em parceria com a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA) e a Unesco. Os convidados lotaram a sala A do auditório do Governo do Estado no Parque dos Atletas para o Seminário das Reservas da Biosfera.

A mesa de abertura, que contou com a superintendente Lara Moutinho da Costa como mestre de cerimônias, começou com a fala de Carlos Minc, secretário de estado do Ambiente do Rio de Janeiro. Minc destacou a importância da RBMA para a conservação do bioma Mata Atlântica e anunciou em primeira mão a criação do Parque Estadual da Pedra Selada, que será publicada no Diário Oficial da próxima segunda-feira.

Clayton Ferreira Lino, presidente do Conselho Nacional da RBMA, falou da história da instituição e da renovação da luta pela conservação na Rio+20. Sobre o novo Código Florestal, avisou que a pressão sobre o governo continuará, e que, após o “Veta, Dilma”, o novo lema será “O jogo ainda não terminou”.

Além de Minc e Clayton, diversos representantes da Unesco e de reservas da biosfera no Brasil falaram sobre novas formas de administrar reservas, conciliando conservação e desenvolvimento sustentável. Após a discussão, foram premiados diversos projetos socioambientais brasileiros.


Joly recebe o Prêmio Muriqui


Lovejoy com seu prêmio


O seminário foi encerrado com a entrega do tradicional Prêmio Muriqui, oferecido a personalidades e instituições que se destacam na luta pela conservação da biodiversidade. O primeiro a receber o prêmio foi o professor Carlos Alfredo Joly, que há muitas décadas se dedica à compreensão da flora da Mata Atlântica e do funcionamento dos sistemas de distribuição de nutrientes do bioma.

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), premiada por sua dedicação a uma ciência cidadã e ambientalmente responsável, lançou no evento o livro bilíngue O código florestal e a ciência. Thomas Lovejoy, que recebeu o prêmio especial da noite, foi homenageado por sua contribuição à conservação, à ciência e à luta ambiental.